
O uso da Inteligência Artificial já é uma realidade consolidada no mercado jurídico brasileiro. De acordo com o estudo “Relatório Impacto da IA generativa no Direito”, realizado pela seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), em parceria com Jusbrasil, Trybe e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-Rio), mais de 55,1% dos advogados já utilizam alguma solução baseada em IA no seu dia a dia.
Esse entusiasmo, no entanto, tem ofuscado a visibilidade de diferentes ferramentas tecnológicas que, juntas da inteligência artificial, estão redesenhando os bastidores deste mercado. Apesar de extremamente importantes para a rotina, a IA não é a única ferramenta disponível, principalmente quando o assunto é garantia da segurança, integridade e auditabilidade e organização de fluxos operacionais.
Dessa forma, a gestão de contratos não pode mais ser encarada como uma atividade burocrática, e as ferramentas tecnológicas podem ser instrumentos ricos para identificar padrões e gargalos e gerar insights e dados valiosos para a evolução da empresa. Reunindo tecnologias além da IA, é possível identificar falhas de alinhamento entre áreas, prever gaps e fornecer insumos para decisões de alto impacto, de forma com que a empresa ganhe uma frente rica de análise interna que possibilita que o negócio saia na frente no mercado.
Por exemplo, se um contrato está preso há semanas em uma área ou uma cláusula é constantemente renegociada, pode estar havendo algum desalinhamento interno, impactando diretamente na operação diária. Essas respostas, que antes exigiriam um longo trabalho manual para serem encontradas, hoje estão a poucos cliques de distância. E, com isso, somos capazes de identificar onde o “erro” está e o que é necessário para otimizar essa tarefa e trazer uma maior eficiência para a operação.
Em outras palavras, a aplicação da IA é um complemento para inúmeras outras tecnologias existentes. Não é à toa que o mercado global de tecnologia jurídica deve passar por um crescimento de 8,9% até 2032, gerando cerca de US$69,7 bilhões, segundo estudos conduzidos pelo Future Market Insights.
Em um mundo que valoriza a aplicação de decisões rápidas e assertivas, as empresas que olham para o além do óbvio e contam com o suporte da tecnologia como um todo acabam aumentando a sua chance de atingir o seu potencial estratégico muito mais rápido.
Com a Inteligência Artificial, somos capazes de analisar documentos e até mesmo desenvolver peças jurídicas, mas precisamos lembrar que hoje existem alternativas no mercado que nos ajudam a ir além, com praticidade e segurança, seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Afinal, estamos lidando com informações completamente sigilosas e a segurança delas deve ser a prioridade de todos.
Mais do que nunca se torna primordial o acompanhamento da evolução do mercado. A inteligência artificial tem sido o carro chefe para que empresas e profissionais do setor otimizem o seu processo de gestão de contratos, porém outras ferramentas têm tido sim um papel fundamental para o crescimento do setor de uma maneira mais ampla. Por meio delas, somos capazes de liberar esses profissionais de atividades morosas, abrir portas para que eles usem a criatividade e tornar o mercado cada vez mais competitivo e inovador.
Rafael Figueiredo, fundador e CEO da D4Sign.
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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais