
O Brasil é um dos maiores mercados mobile do mundo e também um dos mais exigentes. De acordo com levantamento da AppsFlyer, 49% dos usuários brasileiros desinstalam aplicativos nas primeiras 24 horas após o download, superando a média global de 43%.
De acordo com a Appreach, agência especializada em publicidade e performance para apps, a taxa coloca o país entre os líderes mundiais em exclusão precoce de apps, ao lado de Índia e Indonésia, e acende um alerta para empresas que apostam em estratégias de aquisição sem pensar na retenção.
“Quando observamos que quase metade dos usuários brasileiros desinstala um app nas primeiras 24 horas, estamos diante de um recado claro do consumidor: ele está cada vez mais criterioso, impaciente com experiências ruins e intolerante a promessas não cumpridas”, afirma André Sales, CMO da Appreach.
“A exclusão de um app não é apenas uma ação técnica, é uma resposta emocional e direta a uma experiência frustrante. Seja por lentidão, design confuso, excesso de notificações ou ausência de valor percebido, o clique em ‘desinstalar’ é o termômetro da insatisfação. Para evitar esse cenário, as marcas precisam enxergar o aplicativo como um canal vivo de relacionamento, não apenas como uma vitrine digital. Experiência, retenção e personalização precisam estar no centro da estratégia desde o primeiro contato”, completa Sales.
Segundo dados da Adjust, o tempo médio de retenção de um app no Brasil é de apenas 5,5 dias, um dos mais baixos da América Latina. A retenção no sétimo dia, por exemplo, é de apenas 8%, contra 14% nos Estados Unidos e 13% na Alemanha. “O brasileiro experimenta muito, mas abandona com facilidade. As marcas precisam entender que manter um usuário ativo custa menos do que conquistar novos, e isso exige uma abordagem mais inteligente”, completa André.
Por que os brasileiros deletam apps?
Os principais motivos que levam os brasileiros a excluírem um app, segundo pesquisa da AppsFlyer, são:
- Consumo excessivo de bateria e dados (32%)
- Experiência ruim ou interface confusa (28%)
- Anúncios invasivos (22%)
- Pouca utilidade percebida (18%)
Fatores técnicos e de performance seguem sendo mais determinantes no Brasil, enquanto mercados mais maduros como Europa e EUA demonstram maior preocupação com privacidade, custo e valor de longo prazo.
Para o executivo da Appreach, o erro mais comum das marcas está em focar apenas no CPI (custo por instalação), negligenciando métricas como LTV (lifetime value), churn e engajamento real. “Não adianta investir pesado em campanhas de aquisição se o onboarding falha, se o app trava ou se os pushs são invasivos. O pós-download é onde começa a construção de valor. Aplicativos não podem ser tratados como um canal, mas como um produto em constante evolução.”
Com atuação em mais de 80 apps de diferentes segmentos de fintechs a marketplaces, a Appreach defende que retenção, UX e personalização devem estar no centro das estratégias de marketing mobile. “O consumidor já não tolera mais apps que desperdiçam seu tempo ou sua memória. E a desinstalação, mais do que um fim, é um feedback que não pode ser ignorado”, finaliza André.
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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais