
Fraudes no setor de seguros ultrapassaram R$ 2 bilhões em pedidos suspeitos de indenização apenas no primeiro semestre de 2024, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Esquemas envolvendo mortes simuladas, acidentes forjados e veículos dublês têm impactado diretamente os custos das apólices e gerado barreiras à digitalização do setor.
O avanço dessas práticas obriga as seguradoras a implementar mais controles, o que eleva o custo dos produtos e dificulta a adoção de jornadas digitais simplificadas. A necessidade de camadas adicionais de verificação afeta a experiência de usuários regulares e aumenta os custos operacionais do mercado.
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Especialistas do setor avaliam que os impactos das fraudes não se limitam às perdas diretas, mas também comprometem a eficiência do sistema e pressionam o preço final das apólices. Parte dos custos com indenizações fraudulentas é repassada aos consumidores.
Empresas do setor têm defendido que os casos de fraude sejam tratados como crimes e investigados pelas autoridades competentes. Segundo executivos, o tema precisa sair do escopo apenas regulatório e comercial e ser incluído na pauta de segurança pública e cidadania financeira.
A utilização de tecnologia tem sido uma das principais estratégias para mitigar os efeitos das fraudes. Soluções baseadas em inteligência artificial, análise preditiva e cruzamento de dados permitem maior agilidade na subscrição e na verificação de identidade, com impacto direto na prevenção de fraudes e na segurança do processo de concessão de apólices.
A insurtech Azos, por exemplo, utiliza mecanismos de cruzamento de dados e IA em seus processos, possibilitando a subscrição de seguros em até 30 segundos. O modelo visa aumentar a eficiência operacional e reduzir o risco de concessões indevidas.
O setor segue avaliando investimentos em automação e verificação digital como medidas necessárias para preservar a integridade do mercado, proteger os consumidores regulares e garantir sustentabilidade operacional frente ao crescimento das fraudes.
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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais