
Em meio à transformação digital acelerada pela inteligência artificial (IA), o mercado de computadores pessoais tem uma nova oportunidade de crescimento. Segundo Alfio Fioravanti, Gerente de Vendas ao Cliente da AMD Brasil, os novos processadores AMD Ryzen PRO com arquitetura “Zen 5” e IA embarcada estão mudando a forma como empresas operam, trazendo ganhos reais em produtividade, segurança e eficiência energética.
Fioravanti disse que a presença da AMD está cada vez mais sólida no Brasil. “Quando entrei na AMD, em 2016, era o início de uma virada. Hoje, com os Ryzen IA série 300, a transformação é completa — não só em potência de processamento, mas na maneira como os dispositivos interagem com as necessidades de negócio”, destaca.
A nova geração de processadores da AMD traz um diferencial claro: as NPUs (Unidades de Processamento Neural), responsáveis por otimizar o uso da inteligência artificial diretamente no hardware. “A NPU atua como um cérebro auxiliar dentro do sistema. Ela reconhece automaticamente as cargas de trabalho baseadas em IA e direciona o processamento, aliviando a CPU e garantindo fluidez mesmo em multitarefas intensas”, explica Fioravanti.
Esse tipo de arquitetura — que distribui inteligentemente os esforços entre CPU, GPU e NPU — se mostra essencial para rodar aplicações modernas, como copilotos de produtividade, automações por IA e análises de dados em tempo real. “Sem NPU, o consumo de energia aumenta muito e a performance da CPU fica comprometida. Por isso, a integração nativa de IA é uma revolução para o mercado corporativo”, afirma.
Além da inteligência embarcada, os processadores Ryzen PRO vêm equipados com tecnologias de segurança de ponta, como o Microsoft Pluton — um recurso de proteção a nível de hardware. “A AMD foi a primeira a integrar o Pluton em seus chips. É uma solução que nasceu da própria Microsoft, com foco em proteger contra ataques físicos e lógicos, e já está presente em nossos processadores há quase dois anos”, revela.
Ele destaca que a linha PRO é pensada especialmente para o ambiente corporativo. “Quando se vê a sigla PRO nos nossos produtos, isso significa não só desempenho, mas um pacote completo de segurança, gerenciamento remoto e estabilidade. É o que os CIOs hoje buscam.”
Eficiência energética como vantagem competitiva
Com o aumento do custo da energia e a urgência das metas ESG, a eficiência energética se tornou uma questão estratégica para as empresas — e a AMD se antecipou a essa demanda. “No passado, a AMD era criticada por aquecer muito. Hoje, invertemos essa percepção graças à arquitetura Zen, que entrega performance com menor consumo. Temos exemplos reais de notebooks de outros fabricantes gerando calor a ponto de causar desconforto físico nas pessoas — algo que não acontece com nossos equipamentos”, relata o executivo.
Segundo ele, o desenvolvimento de processadores hoje obedece a um “triângulo de excelência”: alta performance, baixo consumo e operação silenciosa. “Não adianta um processador ser rápido e esquentar demais, ou ser eficiente e barulhento. A AMD conseguiu balancear isso.”
Visão estratégica para o Brasil
Com uma atuação crescente no país, a AMD aposta fortemente na produção local e nas parcerias com OEMs globais e nacionais, como HP, Lenovo, Dell, Positivo e Datem. “Desde 2017, as grandes fabricantes apostam na AMD. No Brasil, temos produção local em parceria com todas elas, o que viabiliza preços mais competitivos e agilidade na entrega.”
A estrutura comercial da empresa também evoluiu. Hoje, sob a liderança de Fioravanti, a AMD Brasil conta com uma equipe dedicada para o segmento client (notebooks, desktops e workstations), além de gerentes de canal e parcerias com integradores, distribuidores e revendas. “O modelo de Device as a Service (DaaS) tem ganhado força, principalmente no setor privado, com canais especializados oferecendo locação com gestão completa do parque tecnológico”, comenta.
Ryzen IA 300: o próximo passo
Para o mercado brasileiro, o próximo grande movimento será a chegada do Ryzen IA série 300, com IA nativa, ainda em 2025. “No Brasil, estamos trabalhando hoje com a série 7000 para notebooks e a série 8000 para desktops. A introdução da linha IA 300 será um ponto de virada, principalmente para as empresas que buscam incorporar IA nos seus fluxos operacionais”, antecipa.
Segundo ele, a demanda por PCs com IA tende a crescer exponencialmente. “A performance aumenta, o consumo reduz, e os ganhos em produtividade são perceptíveis. Softwares que antes consumiam muito da CPU agora são delegados à NPU, o que muda completamente a experiência do usuário”, afirma.
A AMD também está investindo no topo da cadeia de IA com suas GPUs Instinct MI300, que atualmente suportam a infraestrutura de projetos como o DeepSeek, e soluções de IA generativa em larga escala. “Nosso portfólio vai do data center ao endpoint, com IA presente em todas as camadas”, reforça.
Ao ser questionado sobre a volatilidade do câmbio, um dos principais entraves históricos do setor, Fioravanti admite o impacto, mas destaca o amadurecimento do mercado. “A oscilação do dólar cria incertezas, sim, mas a melhor forma de superá-las é entregando produto. A cliente testa, vê o valor, e fideliza. A tecnologia da AMD fala por si”, conclui.
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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais