
É comum ouvirmos relatos de usuários frustrados com falhas ou limitações de modelos de linguagem como o ChatGPT. Às vezes, tarefas repetitivas podem fazer esses sistemas “travar” ou oferecer respostas menos precisas. Mas, para quem trabalha com tecnologia e seguros, essas limitações abrem espaço para algo maior: a criação de agentes especializados, combinando LLMs com ferramentas de automação como o n8n, para dar conta de múltiplas tarefas de forma escalável, simultânea e contextualizada.
Essas tecnologias vêm ganhando força na indústria porque permitem automatizar processos que antes dependiam exclusivamente de capital humano – e, mais do que isso, tornam possível criar fluxos de trabalho inteligentes, que aprendem, se adaptam e se interconectam.
Um Large Language Model (LLM) é, essencialmente, um modelo de IA treinado com grandes volumes de dados, capaz de compreender linguagem humana, interpretar contextos e gerar conteúdo de forma coerente. É graças a essas redes neurais que conseguimos hoje desenvolver soluções personalizadas para atendimento ao cliente, recebimento e triagem de sinistros, respostas automatizadas em chat, interpretação de imagens de documentos e até mesmo análises preditivas de risco, tudo isso com velocidade e consistência.
Mas onde entra o n8n nesse cenário?
O n8n é uma plataforma de automação low-code e open-source, que permite integrar ferramentas, bancos de dados, APIs e, claro, agentes de IA como os LLMs. Em vez de depender de codificação pesada ou plataformas engessadas, o n8n oferece uma interface visual que facilita a criação de fluxos automatizados robustos, permitindo que áreas como operações, atendimento e tecnologia trabalhem juntas na construção de soluções escaláveis.
Por aqui, temos explorado justamente esse potencial: usar LLMs treinados com dados de nossas interações e fluxos operacionais, conectados via n8n a sistemas internos e externos, para montar uma espécie de “esteira automatizada de atendimento”.
Funciona assim: um cliente abre um sinistro via WhatsApp ou aplicativo. Um agente de IA (baseado em LLM) faz a triagem inicial, solicita documentos e verifica informações básicas. Com o n8n, esse mesmo fluxo pode ativar outras automações, como checagem em bases de dados, envio de confirmação por e-mail ou SMS e notificação ao time responsável por sinistros complexos.
Essa abordagem modular nos dá mais agilidade, menos erros manuais e maior rastreabilidade, além de permitir que o atendimento ao cliente aconteça de forma mais fluida e contextual – como se cada segurado tivesse um assistente exclusivo, sempre pronto para ajudar.
Outro ganho importante está na captação e gestão de leads. Com fluxos automatizados e integrados a CRMs, é possível usar um LLM para interpretar a intenção de um contato (por exemplo, entender se a pessoa quer cotar um seguro ou apenas tirar uma dúvida) e encaminhá-lo de forma adequada, seja para automação total ou para um especialista humano.
Claro que tudo isso exige cuidado com privacidade, segurança de dados e revisão humana em pontos sensíveis – e acima de tudo, operar em concordância com a LGPD. Mas não há dúvidas: a combinação entre LLMs e n8n abre uma nova fronteira para seguradoras digitais que nascem com tecnologia no DNA e têm a oportunidade de liderar um novo modelo de operação – mais eficiente, mais inteligente e muito mais centrado no cliente.
Seguimos apostando nisso: não como uma substituição do humano, mas como um reforço estratégico àquilo que importa de verdade – o relacionamento, a confiança e a experiência de quem está do outro lado da tela ou do volante.
Reinaldo Aguimar, COO e cofundador da OON Seguradora.
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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais