
Chegamos em um momento da nossa vida tecnológica em que informações são tão fluídas quanto água, e com o tempo de vida útil cada vez mais curto (nascem, se transformam e morrem até mesmo antes de serem utilizadas). Esta fluidez é impulsionada pelo crescimento dos dados em “edge”, ou seja, na ponta. Graças aos sensores IoT (Internet das Coisas), tudo que está à nossa volta é passível de inclusão tecnológica. Isso traz um desafio e uma oportunidade.
Obter dados não é o entrave. O ponto crítico reside em estruturar uma estratégia para lidar com essa fluidez: como captar o dado no momento certo, organizar, processar, interpretar, governar, entregar ao destinatário que fará o melhor uso da informação, e, ao final, descartar esse dado com segurança e responsabilidade. Ou seja, transformar esse fluxo contínuo em inteligência viva é uma arte. Um levantamento feito pelo IDC em 2023, aponta que 50% das empresas admitem que seus dados perdem valor em poucas horas. Por isso, “dados vivos” não podem chegar atrasados.
Por outro lado, a oportunidade é extraordinária. Uma estratégia de dados orientada a streaming, com métricas e decisões em tempo real, requer uma arquitetura livre de ferramentas redundantes e dados em silos, e com monitoramento do desempenho dos “dados vivos” em um fluxo de trabalho democratizado.
Uma pesquisa feita pelo Gartner em 2024 indica o quanto organizações podem ganhar com a eficiência no monitoramento de dados em tempo real: aumento de 25% na probabilidade de atingimento de metas, maior eficiência operacional e, inclusive, fidelização de clientes. Ou seja, na “era dos dados vivos”, é indispensável incorporar esse fluxo na estratégia e no processo de tomada de decisão.
Lidar com essa fluidez e ter uma estratégia nesse sentido é uma jornada que requer tempo e priorização. No entanto, é uma vantagem competitiva que pode dar a qualquer negócio a possibilidade de ditar o ritmo do mercado e aproveitar ao máximo os ativos investidos. Por outro lado, não lidar com essas informações em tempo real é como assistir uma partida de futebol no streaming com atraso de 30 segundos: sua empresa é a última a comemorar o gol.
Rúbia Coimbra, Vice-Presidente da Cloudera para a América Latina.
Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais