
Um novo relatório do Deutsche Bank Research, intitulado “Three Charts Explain US ‘Race’ to Dominate AI”, publicado em 24 de julho de 2025, traz uma leitura estratégica do esforço norte-americano para manter e ampliar sua supremacia no setor de inteligência artificial. A análise destaca três eixos principais dessa corrida: inovação corporativa, infraestrutura energética e disputa geopolítica com a China.
Inovação: capital e escala sob controle americano
De acordo com o estudo, os EUA concentram 42 das 50 maiores empresas de IA do mundo — 33 delas no Vale do Silício — e atraíram quase 75% de todo o capital de risco aplicado globalmente em IA em 2024. Para o Deutsche Bank, o atual governo norte-americano, por meio do novo AI Action Plan, aposta em uma política ativa de remoção de barreiras regulatórias e estímulo à inovação privada como diferencial competitivo.
Infraestrutura: energia como fator crítico
A análise destaca o impacto crescente da IA sobre a infraestrutura elétrica. O consumo de energia dos data centers nos EUA passou de 2% em 2018 para 4,4% em 2023 e pode chegar a 12% até 2028, o equivalente a 580 TWh. O plano americano inclui medidas para agilizar o licenciamento de novos centros de dados, ampliar investimentos na malha elétrica e acelerar projetos em tecnologias como geotermia, fusão nuclear e semicondutores avançados.
Geopolítica: impedir avanço chinês e consolidar influência global
A dimensão geopolítica é apontada como crítica. Modelos chineses de IA já se aproximam dos benchmarks dos principais sistemas americanos, e a China liderou a concessão de patentes de IA em 2023, com 70% do total global. A resposta dos EUA envolve desde a criação de barreiras de exportação até incentivos para que aliados adotem exclusivamente a tecnologia americana, ampliando sua influência estratégica em blocos econômicos.
Oportunidades e implicações para líderes de tecnologia
Para CIOs e tomadores de decisão, o relatório do Deutsche Bank sinaliza um cenário em que a IA se torna não apenas ferramenta de negócio, mas um ativo estratégico com implicações diretas sobre fornecimento de energia, compliance, segurança digital e cadeias globais de valor. A disputa tecnológica se entrelaça com agendas de defesa, comércio e infraestrutura — exigindo atenção à evolução regulatória, alianças e riscos emergentes.
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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais