Anaisa Catucci › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Sat, 29 Nov 2025 11:30:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Anaisa Catucci › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 Futurista defende IA como “nova espécie corporativa” que exige simbiose https://diariotechnews.com.br/futurista-defende-ia-como-nova-especie-corporativa-que-exige-simbiose/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=futurista-defende-ia-como-nova-especie-corporativa-que-exige-simbiose Sat, 29 Nov 2025 11:30:00 +0000 https://canaltech.com.br/mercado/futurista-defende-ia-como-nova-especie-corporativa-que-exige-simbiose/ A inteligência artificial não deve ser mais encarada apenas como uma ferramenta de automação de software, mas como uma "nova espécie" que exige interação ativa para gerar valor real aos negócios. A análise é do futurista Neil Redding, uma das principa...

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A inteligência artificial não deve ser mais encarada apenas como uma ferramenta de automação de software, mas como uma “nova espécie” que exige interação ativa para gerar valor real aos negócios. A análise é do futurista Neil Redding, uma das principais vozes globais sobre inovação, que esteve na capital paulista nesta semana para o Bus Summit 2025, evento de tecnologia voltado ao setor de transporte rodoviário promovido pela ClickBus. 

Para uma plateia de executivos, Redding explicou que a barreira de entrada para a eficiência na próxima década reside em uma competência específica: “dominar o prompt”. 

Redding utilizou a própria reestruturação profissional, como “near futurist”, para ilustrar a mudança de paradigma no mercado de trabalho. O especialista disse que dispensou estruturas tradicionais de assessoria pessoal e passou a gerir sua rotina e demandas complexas operando simultaneamente seis plataformas distintas de inteligência artificial. 


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Segundo ele, o mercado já ultrapassou o estágio inicial de deslumbramento sobre IA e agora entra na fase de “participação”, em que a qualidade da resposta da máquina depende diretamente da qualidade do contexto fornecido pelo ser humano.

Durante a palestra, o analista abordou o temor corporativo de que a IA se torne incontrolável ou gere resultados distópicos. 

Para explicar a dinâmica necessária, Redding recorreu a uma analogia com a paternidade, ao comentar que assim como o distanciamento dos filhos pode gerar comportamentos imprevisíveis, o isolamento dos sistemas de IA em relação aos problemas reais das empresas cria “alucinações” e erros. 

A recomendação do especialista é manter “linhas de comunicação abertas”, tratando os algoritmos como parceiros de pensamento que precisam ser alimentados constantemente com dados proprietários e nuances do negócio para operarem com precisão.

Neil Redding
Neil Redding no palco do Bus Summit, em São Paulo (Imagem: Anaísa Catucci/Canaltech)

Investimento de R$ 15 milhões na era do diálogo

O diagnóstico de Redding serviu de pano de fundo para o movimento estratégico apresentado pela anfitriã do evento. Alinhada à tese de que a interface do futuro será conversacional, a ClickBus anunciou a transição de seu modelo de marketplace para uma “camada de IA do rodoviário”. 

A companhia reportou um investimento superior a R$ 15 milhões em 2025 para desenvolver uma arquitetura proprietária, treinada com um banco de dados de mais de 85 milhões de passagens vendidas, visando adaptar os grandes modelos de linguagem (LLMs) às especificidades do transporte brasileiro.

A convergência entre a visão do futurista e a aplicação prática da indústria aponta para o fim das interfaces baseadas apenas em cliques. 

A nova infraestrutura busca permitir que consumidores utilizem linguagem natural para resolver questões complexas, como documentação para crianças ou transporte de animais, em tempo real. 

O objetivo é transformar a busca por passagens em um diálogo fluido, em que a tecnologia atua como um agente resolutivo, materializando a “participação” defendida por Redding como o novo padrão de interação digital.

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ClickBus dobra aposta em IA para 2026 e detalha novo modelo de chat https://diariotechnews.com.br/clickbus-dobra-aposta-em-ia-para-2026-e-detalha-novo-modelo-de-chat/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=clickbus-dobra-aposta-em-ia-para-2026-e-detalha-novo-modelo-de-chat Fri, 28 Nov 2025 19:29:30 +0000 https://canaltech.com.br/mercado/clickbus-dobra-aposta-em-ia-para-2026-e-detalha-novo-modelo-de-chat/ A ClickBus confirmou durante a 2ª edição do Bus Summit, realizada em São Paulo, que pretende dobrar os investimentos em Inteligência Artificial (IA) no próximo ano.  Venda de eletrônicos na Black Friday movimenta mais de R$ 10 bilhões no Brasil Cl...

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A ClickBus confirmou durante a 2ª edição do Bus Summit, realizada em São Paulo, que pretende dobrar os investimentos em Inteligência Artificial (IA) no próximo ano. 

O anúncio, que ocorreu na última quarta-feira (26), sucede um aporte de R$ 15 milhões feito ao longo de 2025 para a construção de uma arquitetura tecnológica própria, movimento que sinaliza a transição da companhia para uma plataforma de “ultrapersonalização”.

A estratégia visa substituir o modelo de busca fragmentada por uma jornada fluida, em que a tecnologia entende as especificidades do transporte brasileiro


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Segundo Phillip Klien, CEO da ClickBus, a decisão de desenvolver a solução dentro “de casa” é o que permitirá resolver dores específicas do passageiro.

“Optamos pelo caminho mais longo, mais complexo, de desenvolver a nossa própria tecnologia. Aproveitar o que o Gemini, o ChatGPT e a Anthropic oferecem, mas tendo algo específico para o rodoviário no Brasil”, afirmou Klien.

O cérebro da operação: Buzz Brain

César Augusto de Carvalho, diretor de dados e IA da ClickBus, explica que o sistema funciona como um grande “guarda-chuva” para integrar mais de 60 modelos de IA e cerca de 50 multiagentes especializados.

A grande diferenciação, segundo o diretor, está na curadoria e na segurança da informação, evitando a dependência direta de modelos genéricos públicos.

“O fator do sucesso para a nossa IA tem sido a escolha de criar nossa própria com versões integradas para tirar o melhor de cada uma com respostas diferentes e com interação dos clientes, além de uma curadoria e mecânica toda especializada para o setor rodoviário”, detalha.

Na prática, essa estrutura permite interações complexas no B2C (consumidor final). César destaca a atuação de agentes distintos: o concierge, focado na busca e comercialização da passagem, e o assistente, que atua no pós-venda.

“Depois de comprar uma passagem, você consegue interagir com o assistente perguntando o que precisa levar, qual documento é necessário ou, por exemplo: ‘Tenho um pet, posso levar?’. Ele dá todas as recomendações do que você pode ou não fazer e como isso opera para cada viação, já que existem especialidades e regras diferentes”, explica o diretor.

palco bus summit
Phillip Klien, CEO da Clickbus, no palco do Bus Summit (Imagem: Anaísa Catucci/Canaltech)

Inteligência para as viações

Além da interface com o passageiro, a nova tecnologia visa digitalizar as viações parceiras. César antecipou o uso do ClickBus Insights, uma ferramenta embarcada no sistema para fornecer inteligência de dados às empresas de ônibus (B2B).

“É parte do movimento off to on. A inteligência comunica com essas duas partes. No B2B, ela está menos transparente hoje para as viações, mas já roda dentro da ClickBus para dar insights de negócio”, afirma.

Além disso, ele reforça que a ferramenta ajuda a traduzir um “mar aberto de dados” em estratégias para um setor que possui nichos muito específicos num país de dimensões continentais.

Braço financeiro e Renovação

Além da tecnologia de ponta, o evento reforçou a atuação da ClickBus como fintech para sustentar a renovação de frotas, um gargalo histórico do setor. Elbert Leonardo, vice-presidente comercial, revelou que a empresa realizou mais de 390 operações financeiras no último ano.

“Mais do que vender passagem, a ClickBus é sua parceira fintech. Temos um produto para oferecer para vocês que é usar o nosso caixa para melhorar a operação das empresas, não só para financiar o fluxo de caixa, mas também para financiar inclusive renovação de frota”, disse.

neil redding no bus summit
Neil Redding no Bus Summit (Imagem: Anaísa Catucci/Canaltech)

Visão de futuro: de ferramenta a “nova espécie”

O evento também contou com a presença de Neil Redding. O futurista destacou que ferramentas genéricas falham sem o contexto operacional das viações com exemplos de viagens com menores para explicar que, muitas vezes, a resposta depende da política de uma viação específica, algo que uma IA aberta não sabe. 

“O ChatGPT não sabe disso se você não disser a ele qual é a sua política. O essencial para obter o máximo valor dessas ferramentas de IA é o que você fornece a elas”, explicou.

Para o futurista, o mercado está saindo do estágio de “prompt”, em que a IA espera passivamente por uma ordem para o estágio de “participação”, onde a tecnologia atua como uma espécie simbionte dentro das empresas. 

Para uma plateia de lideranças do setor e profissionais do ecossistema de viagens de ônibus, Redding argumentou que o modelo de negócios tradicional, desenhado para funcionar como uma máquina previsível e de controle centralizado, tornou-se obsoleto diante da volatilidade atual. A resposta para a sobrevivência, segundo ele, está na biologia e na descentralização.

“A natureza prospera por meio da participação. Não há controle centralizado, mas isso permite ecossistemas bonitos, dinâmicos e resilientes que evoluem em tempo real”, afirmou Redding, sugerindo que as empresas devem buscar esse mesmo tipo de simbiose com a IA.

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Diretor do Technion revela como Israel virou potência em inovação https://diariotechnews.com.br/diretor-do-technion-revela-como-israel-virou-potencia-em-inovacao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=diretor-do-technion-revela-como-israel-virou-potencia-em-inovacao Sat, 22 Nov 2025 09:30:00 +0000 https://canaltech.com.br/mercado/diretor-do-technion-revela-como-israel-virou-potencia-em-inovacao/ O diretor do Technion, Instituto de Tecnologia de Israel, Reda Mansour, esteve em São Paulo nesta semana para um encontro organizado pela StandWithUs Brasil. A reunião, conduzida por André Lajst, presidente-executivo da entidade, abordou a necessidade...

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O diretor do Technion, Instituto de Tecnologia de Israel, Reda Mansour, esteve em São Paulo nesta semana para um encontro organizado pela StandWithUs Brasil. A reunião, conduzida por André Lajst, presidente-executivo da entidade, abordou a necessidade de ampliar a parceria científica entre Brasil e Israel.

Durante a reunião com lideranças e empresários, o ex-embaixador detalhou como a universidade se tornou o pilar central da “Startup Nation” e propôs o aumento do envio de estudantes de doutorado brasileiros a Haifa como a via mais eficiente para acelerar o desenvolvimento tecnológico e a inovação no Brasil.

Mansour explicou que o Technion, fundado em 1924 com uma visão inspirada por Albert Einstein, opera hoje não apenas como centro de ensino, mas como um motor econômico. A instituição foca em transformar rapidamente a ciência teórica em aplicações industriais, especialmente em áreas críticas como Inteligência Artificial (IA), saúde e Deep Tech.


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Durante uma entrevista para o Podcast Canaltech, ele detalhou a metodologia que coloca o Technion entre as principais universidades do mundo na formação de empreendedores, Mansour foi direto: o segredo não é apenas infraestrutura, mas cultura.

“A parte mais importante da inovação em Israel é a cultura de perguntar ‘por que‘ e o desejo constante de melhorar o modo como as coisas são feitas,” afirmou.

Segundo o diretor, essa curiosidade é o veículo crucial para a vida moderna. Diferente de modelos acadêmicos tradicionais, o Technion incentiva os alunos a desafiarem o status quo, mantendo um canal aberto e constante com o setor privado para garantir que as descobertas do laboratório cheguem ao mercado.

Mansour destacou a interdisciplinaridade como a chave para as inovações atuais, citando a convergência entre engenharia e medicina. Ele relatou avanços práticos realizados em parceria com o hospital Rambam, em Haifa, como a manipulação de células via nanotecnologia e a impressão 3D de tecidos humanos em tempo real durante cirurgias.

“A prioridade é melhorar o ciclo de vida humano por meio da ciência e da medicina”, disse Mansour, ressaltando que a Inteligência Artificial está revolucionando a maneira como esse trabalho científico é conduzido e ensinado.

O diretor também abordou o papel social da universidade em uma região complexa. Ele apresentou dados que contrariam a visão comum de conflito: 23% dos estudantes do Technion são árabes, e metade desse contingente é composto por mulheres.

Mansour enfatizou que a educação tecnológica de ponta funciona como um equalizador social, permitindo que jovens de minorias acessem salários globais em empresas como Microsoft e Intel, superando barreiras políticas e religiosas através da ciência.

Futuro da parceria 

O foco central da visita foi a aplicação prática dessa expertise no cenário brasileiro. Mansour, que já atuou como embaixador no Brasil, sugeriu que a cooperação não deve se limitar a acordos governamentais abstratos, mas focar no capital humano.

“O caminho mais rápido para conectar os sistemas seria continuar e expandir o envio anual de cerca de 30 estudantes de doutorado brasileiros para o Technion,” propôs. Ele argumentou que a ciência moderna é inerentemente colaborativa e que a criação de grupos de pesquisa mistos é vital para que o Brasil avance em Deep Tech.

Finalizando com uma visão humanista, Mansour, que também é poeta, concluiu que a tecnologia, por mais avançada que seja, serve a um propósito humano. “A ciência, em seu nível mais alto, alcança o patamar da poesia, pois ambas trabalham para simular e melhorar a vida humana“, disse.

VÍDEO: Moto G86 é o melhor Moto G na relação de custo-benefício? Contra quem devemos comparar?

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Chinesa MG Motor negocia produção de seus carros no Brasil para 2026 https://diariotechnews.com.br/chinesa-mg-motor-negocia-producao-de-seus-carros-no-brasil-para-2026/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=chinesa-mg-motor-negocia-producao-de-seus-carros-no-brasil-para-2026 Fri, 21 Nov 2025 17:45:00 +0000 https://canaltech.com.br/carros/chinesa-mg-motor-negocia-producao-no-brasil-para-2026/ Destaque no Salão do Automóvel de São Paulo, a MG Motor confirmou que está em negociações para iniciar a produção de veículos no Brasil. A previsão da marca, de origem britânica e atual controle chinês, é que a montagem nacional comece no fim de 2026....

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Destaque no Salão do Automóvel de São Paulo, a MG Motor confirmou que está em negociações para iniciar a produção de veículos no Brasil. A previsão da marca, de origem britânica e atual controle chinês, é que a montagem nacional comece no fim de 2026.

Enquanto a fábrica não entra em operação, a montadora inicia sua ofensiva comercial focada exclusivamente em veículos 100% elétricos e na rápida expansão de sua infraestrutura de atendimento.

O plano estratégico da MG prevê a abertura de 24 concessionárias até o final de 2025, em parceria com 12 grupos locais. O foco inicial será nas capitais das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Para 2026, a meta é chegar a 70 pontos de venda com cobertura nacional.


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Lojas da MG Motor serão “hubs de energia”

Seguindo a tendência de mercado adotada por concorrentes como BYD e Volvo, as lojas funcionarão como hubs de energia. Segundo Frederico Geraldino, Head de Desenvolvimento de Redes, as unidades contarão com pontos de recarga para dar suporte aos clientes.

MG Motor quer fábrica própria no Brasil já em 2026 (Imagem: Anaísa Catucci/Canaltech)

Como estratégia de lançamento, a marca oferecerá um pacote de incentivos que inclui um wallbox residencial de 7 kW e um carregador portátil de 3,4 kW.
Modelos

A MG aposta em três modelos principais para sua estreia, todos elétricos:

  • MG4 (Hatch Médio): O modelo de entrada oferece versões com um ou dois motores e tração traseira ou integral. A potência varia entre 203 cv e 435 cv, com autonomia de 279 km a 364 km.
  • MG S5 (SUV Médio): Com vocação familiar, entrega entre 170 cv e 231 cv, com alcance de até 351 km. O modelo chega para disputar mercado com Geely, GAC e BYD.
  • MG Cyberster (Esportivo Conversível): O modelo de imagem da marca destaca-se pela performance. Com até 510 cv, acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,2 segundos e possui autonomia de 342 km. O preço do esportivo pode se aproximar de R$ 500 mil.

Leia também:

Vídeo: Baterias BYD: A Verdade por trás dos Mitos!

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Porsche Cup usa IA da Microsoft para gestão de reparos em tempo real https://diariotechnews.com.br/porsche-cup-usa-ia-da-microsoft-para-gestao-de-reparos-em-tempo-real/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=porsche-cup-usa-ia-da-microsoft-para-gestao-de-reparos-em-tempo-real Thu, 20 Nov 2025 19:36:43 +0000 https://canaltech.com.br/carros/porsche-cup-usa-ia-da-microsoft-para-gestao-de-reparos-em-tempo-real/ A temporada 2025 da Porsche Cup Brasil encerra seu ciclo neste final de semana no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, marcada não apenas pelas disputas por títulos na pista, mas por um avanço tecnológico. Você conhece o Porsche que “não deveria”...

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A temporada 2025 da Porsche Cup Brasil encerra seu ciclo neste final de semana no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, marcada não apenas pelas disputas por títulos na pista, mas por um avanço tecnológico.

Na última quarta-feira (19), a organização anunciou a implementação de uma plataforma de Inteligência Artificial (IA) capaz de automatizar a análise de acidentes e a gestão de reparos.

A solução, desenvolvida em conjunto com a Kumulus e a Microsoft, e alimentada pela telemetria da IturanMob, projeta elevar a eficiência operacional em até 40%, garantindo que o espetáculo não pare por gargalos na oficina.


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A inovação ataca diretamente o tempo que um carro passa parado após uma colisão, inimigo número um da operação. Segundo Dener Pires, CEO da Porsche Cup Brasil, o volume de trabalho durante as corridas é intenso, desafiando a capacidade das equipes.

Porsche Cup passa a contar com plataforma de Inteligência Artificial capaz de automatizar a análise de acidentes (Imagem: Julio Vilela/Divulgação)

“Imagina no final de semana de corrida, de três dias, 80 carros na pista, às vezes a gente acaba tendo 40 incidentes, entre incidentes menores ou maiores, batidas ali que precisam ser resolvidas e o carro voltar para a pista”, detalha.

Antes da implementação desta tecnologia, o processo de triagem era um gargalo puramente manual. Pires explica que a operação dependia de um especialista humano examinando o carro e, literalmente, “’bipando’ as peças e manualmente ali fazendo essa seleção” do que precisava ser trocado.

Com o uso dos novos recursos, a equipe técnica fotografa o carro avariado e o sistema de IA processa a imagem, identifica os danos e gera instantaneamente uma lista sugestiva das peças necessárias, integrando essa demanda ao estoque.

“Estamos indo para um outro nível ali de eficiência pois a partir da foto, a ferramenta já lista para nós uma primeira sugestão ali do que precisa ser reparado”, explica. Pires ressalta que a equipe já possui uma eficiência mecânica notável, sendo capaz de trocar a frente inteira de um carro em até duas horas, mas a IA multiplica a capacidade de gerenciamento.

Análise dos dados por IA pode gerar ganho de até 40% em eficiência após acidentes (Imagem: Julio Vilela/Divulgação)

“Isso coloca outras possibilidades da quantidade de carros que a gente consegue resolver ao mesmo tempo e o tempo que a gente consegue ter de reação. O objetivo é melhorar a condição de trabalho de quem está nos bastidores, que é a minha equipe”, afirma.

A arquitetura invisível e os agentes especialistas

Para que uma simples foto no box se transforme em uma ordem de serviço precisa, há uma robusta arquitetura de dados operando de forma “invisível”. A solução baseada nas tecnologias do Microsoft Azure AI Foundry, uma plataforma que governa aplicações de inteligência artificial generativa.

O desenvolvimento técnico da solução foi liderado por Renan Belloni, da Kumulus. O projeto exigiu uma imersão técnica profunda dos times brasileiros diretamente na sede da Microsoft, em Seattle (EUA).

Belloni e sua equipe trabalharam lado a lado com os engenheiros que desenvolvem o Microsoft Fabric e o Foundry, garantindo que a Porsche Cup utilizasse o “estado da arte” da tecnologia global para resolver dores locais.

Alessandro Jannuzzi, líder de Customer Success da Microsoft Brasil, detalhou que o projeto evoluiu do armazenamento de dados para a criação de funcionalidades ativas.

“São agentes especialistas em alguma tarefa que a gente programa de forma intencional”, explica Jannuzzi. Esses agentes reconhecem semanticamente os danos na imagem, que trabalham diferenciando um arranhão de uma quebra estrutural, e cruzam essa informação com os sistemas de estoque.

Presidente da Microsoft Brasil, Priscyla Laham comparou cenário com indústria de manufatura (Imagem: Julio Vilela/Divulgação)

A base dessa operação é o Microsoft Fabric, que funciona como a espinha dorsal dos dados da competição há cerca de dois anos. Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, compara a complexidade da infraestrutura necessária no autódromo a indústrias críticas.

“São cenários muito parecidos com indústria de manufatura, quando você vai monitorar linhas de produção em tempo real para tomada de decisão, ou streaming de vídeos na internet que não pode ter latência”, explica a executiva.

Os dados gerados pelos carros são ingeridos em tempo real e seguem por “avenidas digitais”, ou pipelines, até um lago de dados (Data Lake). Lá, são organizados para duas finalidades: uma visão histórica para o aprendizado da máquina e uma visão em tempo real que alimenta os painéis de decisão.

“A gente vê os números mudando em tempo real, à medida que os dados chegam e as decisões são tomadas”, afirma.

Além disso, a executiva destaca que o sucesso da implementação dependeu de um fator cultural. “Os clientes que estão abertos a fazer pequenas mudanças nos seus processos são os clientes que estão recebendo o melhor benefício da inteligência artificial”, pontua, reforçando que o foco final é “beneficiar o espetáculo da Porsche para ter o máximo de carros correndo mais rápido de volta na pista”.

Salto na conectividade

Enquanto a Microsoft processa a inteligência, a responsabilidade de garantir que o dado saia do carro e chegue à nuvem com velocidade extrema é da IturanMob.

Durante o evento, Paulo Henrique Andrade, CEO da IturanMob, anunciou um salto tecnológico significativo com uma nova geração de hardware que reduz o tempo de envio de dados de telemetria de 3 segundos para impressionantes 40 milissegundos. Essa velocidade aproxima a categoria dos padrões da Fórmula 1, utilizando infraestrutura de redes móveis e VPNs privadas.

Andrade enfatizou que a Porsche Cup atua como um laboratório de alta velocidade para tecnologias que, inevitavelmente, chegarão ao cotidiano dos motoristas.

“Tudo o que a gente faz aqui, a gente acaba replicando na vida real das pessoas. O produto que é testado na pista em velocidade altíssima serve para facilitar a vida do motorista comum depois”, explica o CEO. Ele cita como exemplo o uso desses mesmos sensores em frotas de veículos elétricos de aplicativos de transporte, onde a tecnologia ajuda a monitorar o comportamento de condução.

CEO da IturanMob previu que tecnologia da Porsche Cup logo chegará ao “motorista comum” (Imagem: Julio Vilela/Divulgação)

Valor estratégico e o futuro da operação

A integração entre a telemetria ultrarrápida e a análise visual por IA generativa transforma a rotina da oficina de uma tarefa braçal para uma operação estratégica.

“Projetos como este mostram o verdadeiro papel da IA nas empresas, que é tirar peso das rotinas humanas e devolver valor estratégico”, disse Thiago Iacopini, CEO da Kumulus, parceira responsável pelo desenvolvimento da solução no ambiente Azure, resume o impacto da inovação.

Além disso, a inovação traz, acima de tudo, previsibilidade. Antes, o planejamento dos reparos entre as etapas dependia de conferências manuais e relatórios individuais descentralizados. Agora, a triagem automática de apontamentos padroniza os relatórios, permitindo um planejamento preciso do cronograma e trabalhos a longo prazo.

Análises preditivas poderão antecipar falhas mecânicas antes que ocorram (Imagem: Julio Vilela/Divulgação)

O projeto segue em evolução constante e os próximos passos previstos incluem a implementação de análises preditivas, que poderão antecipar falhas mecânicas antes que elas ocorram, além de alertas automáticos e o uso de chatbots inteligentes para auxiliar pilotos e engenheiros no dia a dia da competição.

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Vídeo: Taycan Turbo S, o Porsche mais rápido do Brasil

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Mulheres dão ‘pulos’ na carreira em IA com formação sobre grafos https://diariotechnews.com.br/mulheres-dao-pulos-na-carreira-em-ia-com-formacao-sobre-grafos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mulheres-dao-pulos-na-carreira-em-ia-com-formacao-sobre-grafos Mon, 03 Nov 2025 20:32:00 +0000 https://canaltech.com.br/mercado/mulheres-dao-pulos-na-carreira-em-ia-com-formacao-sobre-grafos/ “Por vários motivos, eu não seria óbvia para a área de tecnologia," afirma Bruna de Sá, 43 anos, uma das alunas da primeira turma do Programa Mulheres em Grafos.  Smartlet: conheça o mobiliário sustentável e digital para cidades inteligentes Hacke...

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“Por vários motivos, eu não seria óbvia para a área de tecnologia,” afirma Bruna de Sá, 43 anos, uma das alunas da primeira turma do Programa Mulheres em Grafos. 

Com 14 anos de experiência em suporte após formação em Administração, Bruna representa a mudança de rota necessária para superar o déficit de talentos e injetar diversidade na base da Inteligência Artificial (IA).

A necessidade de preencher lacunas de mão de obra qualificada no setor é crítica: o Brasil deve demandar quase 800 mil novos profissionais de TI até 2025 segundo a Brasscom, e a oferta anual de formandos é insuficiente. 


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Bruna mora em Nova Lima (MG) e fez uma escolha estratégica ao dedicar-se integralmente à tecnologia de grafos, a estrutura de dados que sustenta a próxima geração de aplicações inteligentes. 

Ela projeta se firmar como referência em uma das áreas mais críticas do setor, em que os salários de especialistas em IA sênior podem alcançar até R$ 35 mil mensais, segundo o Guia Salarial 2025 do setor de TI, do grupo Adecco.

A meta, no entanto, transcende a recolocação profissional. “Na medida em que conseguir essa recolocação e conseguir essa referência no mercado de trabalho, tem outras mulheres que precisam ser puxadas, é chegar lá, mas puxando outras mulheres”, afirmou, evidenciando o objetivo de multiplicar a representatividade feminina na tecnologia.

Bruna de Sá
Bruna de Sá foi uma das primeiras alunas do Mulheres em Grafos (Imagem: Arquivo Pessoal)

A transição e os desafios de gênero

Essa busca por uma carreira de alto impacto, apesar de uma formação inicial em outra área, é um movimento compartilhado por outras participantes do programa. 

A trajetória de Geovana Santos, de 32 anos, de São Paulo (SP), é um retrato dessa transição no mercado atual. Com formação inicial também em Administração, ela encontrou o caminho da tecnologia há apenas quatro anos. No entanto, a inserção na área veio com o peso dos desafios de gênero e raça.

“Só o fato de ser mulher já é muito difícil, entrar na área de tecnologia, que é uma área que é dominada praticamente pelos homens. E também ser uma mulher negra também é um pouco difícil,” desabafa Geovana, que muitas vezes foi a única mulher em ambientes cercados por homens.

A dificuldade também reflete um cenário nacional: as mulheres representam menos de 20% dos profissionais de TI no Brasil. E a proporção de formandas na área de Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) chegou a apenas 15% em 2022, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A baixa diversidade não apenas limita talentos, mas também é uma preocupação ética, pois a falta de vozes diversas na criação de algoritmos de IA pode perpetuar e amplificar vieses sociais.

Para Geovana, a grande virada na sua vida profissional foi a possibilidade do home office. Como mãe de uma menina de 4 anos, a flexibilidade foi um fator determinante. 

“Se não fosse a área de tecnologia, eu talvez não estaria no mercado de trabalho. Porque o home office possibilita que eu fique em casa, que eu pegue minha filha na escola e volte a trabalhar,” afirma Geovana, ressaltando que, ao conquistar sua independência e seguir uma carreira promissora, ela também se torna um exemplo de representatividade e sucesso para a filha.

geovana
Já há quatro anos, Geovana Santos supera desafios na área de tecnologia (Imagem: Arquivo Pessoal)

Grafo como conexão de oportunidades

Além da formação técnica, o Programa Mulheres em Grafos – uma parceria entre a Neo4j e a SoulCode – traz mentorias e aulas de inglês. O curso visa levar as mulheres diretamente para o mercado de trabalho, sem exigir experiência prévia.

O programa, que foi apresentado no fim de outubro em São Paulo, reflete um movimento estratégico e urgente no mercado brasileiro. 

Segundo a Brasscom, o país enfrenta um déficit anual superior a 100 mil profissionais de TI. O Canaltech teve a oportunidade de acompanhar a apresentação da iniciativa e conversou com os participantes e idealizadores.

Impacto social e estratégia de inovação

O vice-presidente da Neo4j para a América Latina, Paulo Farias, ressaltou o impacto social da iniciativa, que visa mulheres em situação de vulnerabilidade social, recém-formadas, vindas de “território de favela, desempregadas, e mulheres com mais de 50 anos.”

“Promover a participação feminina na tecnologia é mais do que uma meta de diversidade, é uma estratégia essencial para impulsionar a inovação, a criatividade e o crescimento sustentável dos negócios no Brasil”, explica Farias.

A CEO e cofundadora da SoulCode, Carmela Borst, reforçou que a baixa presença de mulheres no mercado de tecnologia exige iniciativas que abram caminhos. 

Ela enfatiza que a busca deve ser pelas “não-óbvias”, pois, embora o número de mulheres em tecnologia esteja estagnado em cerca de 20%, a situação é dramaticamente pior para grupos específicos (mulheres pretas, mulheres com deficiência, mulheres trans e com idade a partir dos 50 anos).

Apesar de o Brasil ainda caminhar em pequenos passos competência digital na América Latina, Carmela vê uma oportunidade no estudo de grafos. 

“A ideia é usar a tecnologia como um meio para gerar grandes ‘pulos’, e não apenas passos lentos na carreira. A formação em uma área de alta demanda e complexidade, como grafos, permite que mulheres que não teriam acesso a essa tecnologia saltem diretamente para um nível de conhecimento e empregabilidade avançado. A gente tem 15 mulheres que não são óbvias e elas agora dão um pulo”, explica.

A necessidade de diversidade vai além da equidade social. Como aponta a executiva Ana Minoto, a chave é combater o desenvolvimento de IAs enviesadas. “Trazer mais mulheres para o desenvolvimento do código e dos modelos é a estratégia primária para garantir que os algoritmos sejam mais éticos e inclusivos”, avaliou.

Inteligência nas relações

A tecnologia de grafos está na base de uma das revoluções da IA Generativa (GenAI) e foi criada para ajudar a resolver diversos problemas de negócios relacionados a dados, mas, metaforicamente, também nos traz um ensinamento sobre a importância das conexões humanas. 

Matematicamente, um grafo modela relações entre entidades, composto por Nós (objetos como clientes ou transações) e Ligações (as conexões e tipos de relações entre esses objetos).

Enquanto bancos de dados tradicionais isolam os dados em linhas e colunas, os grafos capturam o contexto inerente às relações, garantindo precisão, aplicabilidade e governança essenciais aos sistemas de IA.

“A verdadeira inteligência está nas relações entre os dados, e a Neo4j permite que a gente resolva problemas complexos de negócio, como, por exemplo, como um produto se conecta com o histórico de compra de um cliente e não apenas com a última transação”, explica Geovana. 

evento
Monique Femme, do Data Hackers, e Laura Parra, da PUC-Rio, durante evento da Neo4j (Imagem: Anaísa Cautcci/Canaltech)

Aplicações de mercado e o efeito catalisador

O poder dos grafos se manifesta de forma decisiva em diversos domínios de mercado, como no combate à fraude em pagamentos. No iFood, de acordo com Nathalia Palato, head de Prevenção a Fraudes, a utilização de grafos atua como um catalisador de mudança, integrando e analisando dados complexos.

O grafo permite, por exemplo, relacionar clientes, cadastros e serviços a partir de informações de comportamentos de usuário e suas variações, identificando padrões e anomalias que sinalizam tentativas de fraude.

Maísa Duarte, head de Pesquisa e Desenvolvimento do Bradesco, por sua vez, usa grafos para fornecer contexto essencial aos seus modelos de GenAI, aprimorando sua confiabilidade e mitigando as chamadas “alucinações” ou respostas imprecisas, como citou.

Essa lógica dos relacionamentos, fundamental nos grafos, ressoa com o pensamento sistêmico feminino. “Com o pensamento sistêmico que temos, a gente está a todo momento conectando os pontos e fazendo com que as coisas ganhem significado”, disse a diretora de Negócios da Neo4j para o Brasil, Nicole Caetano

A gerente de Sucesso do Cliente da Neo4j Maya Dairy complementou, traçando um paralelo: a própria carreira é um grafo, em que cada avanço profissional foi intermediado por uma conexão e não por candidaturas tradicionais. 

“Dados sem contexto são apenas ruídos. São esses relacionamentos, são esses contextos que os transformam em inteligência”, explicou.

Karina Lima, head de Startups da AWS no Brasil, destacou que a chave para a inovação em escala reside na coexistência e colaboração mútua entre grandes empresas e startups. 

Essa simbiose é a força motriz que impulsiona a modernização do mercado, comprovando que o sucesso está intrinsecamente ligado à capacidade de estabelecer conexões estratégicas. 

Por fim, Monique Femme, líder da Data Hacker, um dos maiores ecossistemas de inteligência artificial do país, enfatizou que o primeiro e mais importante elo é a “conexão de você com você mesmo,” e que o sucesso da inovação depende da união entre pesquisa, empresas e o capital financeiro.

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Smartlet: conheça o mobiliário sustentável e digital para cidades inteligentes https://diariotechnews.com.br/smartlet-conheca-o-mobiliario-sustentavel-e-digital-para-cidades-inteligentes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=smartlet-conheca-o-mobiliario-sustentavel-e-digital-para-cidades-inteligentes Mon, 03 Nov 2025 19:22:08 +0000 https://canaltech.com.br/mercado/smartlet-conheca-o-mobiliario-sustentavel-e-digital-para-cidades-inteligentes/ O debate sobre o futuro das "cidades inteligentes" aponta a sustentabilidade como um pilar tão essencial quanto a conectividade digital. Inserida neste contexto, a Videoporto, empresa pernambucana de mídia digital out of home (DOOH), lançou o Smartlet...

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O debate sobre o futuro das “cidades inteligentes” aponta a sustentabilidade como um pilar tão essencial quanto a conectividade digital. Inserida neste contexto, a Videoporto, empresa pernambucana de mídia digital out of home (DOOH), lançou o Smartlet, um mobiliário urbano que busca conciliar tecnologia e responsabilidade ambiental. 

O mobiliário urbano nascido no Recife e já presente também em Maceió, vai além de um simples painel. Ele é concebido como um ponto de encontro tecnológico e ecológico, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Com 20m², área equivalente a duas vagas de estacionamento, o equipamento opera integralmente com energia solar, eliminando a emissão de carbono na operação. Equipado com sensores e controladores inteligentes (IoT) que monitoram e exibem dados sobre a qualidade do ar, temperatura e níveis de chuva no local. 


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A construção é feita com materiais recicláveis, como madeira plástica no revestimento. Além disso, funciona como um centro de serviços gratuitos, oferecendo Wi-Fi de alta velocidade, diversos pontos para carregar celulares e notebooks (com e sem fio), e rampa de acessibilidade.

smartlet
Fotografia da estrutura do Smartlet (Imagem: Diego Nigro)

A relevância do projeto motivou a mesa de debates “Comunicação Sustentável e as Smart Cities: Desafios e Oportunidades” no Rec’n’Play 2025, um dos maiores eventos de inovação do Brasil realizado no bairro do Recife Antigo, que ocorreu em outubro. 

O debate, realizado durante um percurso feito de catamarã, como uma “mesa flutuante” sobre o Rio Capibaribe, foi acompanhado pelo Canaltech, e reuniu especialistas para discutir a função social da mídia e a urgência da pauta ambiental no contexto urbano.

Entre as discussões centrais do painel, estava como o DOOH pode contribuir para um modelo mais democrático e responsável de ocupação urbana, a importância do conteúdo de utilidade pública nas telas digitais e como a publicidade deve buscar novas propostas comerciais focadas em mídias mais inteligentes, usando a tecnologia para agregar serviço e inclusão. 

mesa flutuante smartlet
“Mesa flutuante” sobre o Rio Capibaribe (Imagem: Anaísa Catucci/Canaltech)

Lelê Carvalho, presidente do Sindicato das Agências de Propaganda de Pernambuco (Sinapro-PE), destacou que o Smartlet e iniciativas similares são “uma oportunidade para conhecer ambientes de inclusão digital” e que a publicidade é um “caminho para levar informações de utilidade pública para as pessoas”. 

O consultor em geografia e professor da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) Sérgio Rizo incentivou a reflexão sobre o impacto da tecnologia no cenário urbano, enquanto Rafael Marroquim, consultor em comunicação, apresentou exemplos de inovações globais para reforçar que a tecnologia deve agregar comunicação ao serviço.

“Acreditamos em uma mídia digital que conversa com a cidade, com a cultura e com as pessoas. O Smartlet é um símbolo de uma nova forma do cidadão se relacionar com os espaços urbanos. Representa a evolução da mídia urbana, unindo inovação digital, sustentabilidade e serviços públicos em um único ponto. Nosso objetivo é promover ambientes inteligentes, conectados e responsáveis, alinhando nossa atuação às agendas ESG e ao desenvolvimento das cidades brasileiras”, acrescentou Fernando Carvalho, sócio-diretor da Videoporto e co-criador do Smartlet.

Reconhecido pelo Prêmio Central de Outdoor, por dois anos seguidos, o projeto consolida o Nordeste como um polo de desenvolvimento de tecnologias limpas e uma ferramenta de utilidade pública.

Para expandir este modelo nacionalmente, a empresa utiliza o Naming Rights como modelo de negócios. A desenvolvedora também busca parceiros com alinhamento à agenda ESG para financiar sua replicação em outras localidades.

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“Cibersegurança é o futuro”, diz CEO do CESAR sobre IA e inovação em Recife https://diariotechnews.com.br/ciberseguranca-e-o-futuro-diz-ceo-do-cesar-sobre-ia-e-inovacao-em-recife/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ciberseguranca-e-o-futuro-diz-ceo-do-cesar-sobre-ia-e-inovacao-em-recife Mon, 27 Oct 2025 19:22:41 +0000 https://canaltech.com.br/mercado/ciberseguranca-e-o-futuro-diz-ceo-do-cesar-sobre-ia-e-inovacao-em-recife/ O ecossistema de tecnologia e inovação de Recife, o Porto Digital, consolidou-se como um pilar essencial para a economia digital brasileira. Classificado como o maior parque tecnológico urbano e aberto da América Latina, ele registrou um faturamento d...

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O ecossistema de tecnologia e inovação de Recife, o Porto Digital, consolidou-se como um pilar essencial para a economia digital brasileira. Classificado como o maior parque tecnológico urbano e aberto da América Latina, ele registrou um faturamento de R$ 6,2 bilhões no ano passado.

À frente deste movimento está o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), instituição âncora com quase três décadas de atuação, que agora se posiciona como Centro de Competência em Cibersegurança e detalha em entrevista exclusiva sua visão sobre o potencial da IA Generativa e os desafios para transformar o Nordeste no “Vale do Silício brasileiro”.

O CESAR emprega mais de 21 mil colaboradores no polo, desenvolve soluções tecnológicas de ponta, atua em inovação aberta e forma talentos por meio da CESAR School, integrando tecnologia, aceleração de negócios (ventures) e educação. Diante da influência, o centro expandiu os negócios para a Europa, com sede em Aveiro, Portugal.


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Com um faturamento de R$ 400 milhões em 2024, o CESAR realiza mais de 130 projetos anuais para cerca de 80 clientes. A relevância é ainda reforçada pela parceria com o Google para fortalecer a cibersegurança e pelo credenciamento pelo MCTI/Embrapii como Centro de Competência em Cibersegurança, um projeto com investimento aproximado de R$ 60 milhões.

CEO do CESAR, Eduardo Peixoto, falou com Canaltech sobre IA Generativa, cibersegurança e consolidação do Nordeste como polo de inovação (Imagem: Divulgação/CESAR)

Em entrevista exclusiva ao Canaltech, Eduardo Peixoto, CEO do CESAR, detalhou o papel da instituição no cenário nacional, o potencial da Inteligência Artificial Generativa e os desafios para a consolidação do Nordeste como um centro global de inovação. A conversa ocorreu durante o REC’n’Play, realizado entre os dias 15 e 18 de outubro, evento de tecnologia e cultura digital que a instituição apoia anualmente.

Nesta matéria, você vai encontrar:

  • Economia digital e inovação em Recife;
  • IA Generativa e a revolução na produção de software;
  • Cibersegurança é a “área do futuro”; e
  • Capital de risco e o desafio para o Nordeste no tech.

Economia digital e inovação em Recife

Nascido em 1996, um ano após essa fase inicial de expansão da internet no Brasil, o CESAR foi idealizado com um propósito de desenvolver talentos locais.

“O propósito e o objetivo da criação da organização foi exatamente construir aqui em Recife, a partir de Recife, uma economia digital,” explica Peixoto.

A intenção, segundo o CEO do CESAR, era reter os alunos que se graduaram nas universidades da região e que, de outra forma, sairiam para o Sudeste ou para fora do país. A tecnologia atua como um motor de mudança sistêmica, trazendo oportunidades e qualificando o capital humano.

CESAR nasceu com o propósito de desenvolver talentos locais (Imagem: Divulgação/CESAR)

Dados do Porto Digital indicam que o polo já é o segundo maior arrecadador de Imposto Sobre Serviços (ISS) na prefeitura de Recife, mesmo com os benefícios fiscais para as empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs).

“Passados quase 30 anos, essa mudança de matriz [econômica], está se concretizando,” afirma. Atualmente, a instituição impulsionou, nos últimos dois anos, mais de mil startups e tem mais de 2 mil empresas cadastradas na plataforma “da.tes”, que é um sistema de conexão entre startups, investidores e empresas.

O CESAR atua em três eixos complementares: educação (graduação, mestrado, doutorado e especializações) pela CESAR School, apoio a startups e transformação de empresas maduras. Esse tripé orienta a instituição a sempre buscar a vanguarda e a “fazer melhor, fazer mais,” como descreve Peixoto, citando o DNA de “inquietude” da organização.

IA Generativa e a revolução na produção de software

Se a internet causou a primeira grande ruptura na sociedade, Peixoto enxerga na IA Generativa a próxima revolução. A IA Generativa é um tipo de inteligência artificial capaz de criar novos conteúdos, como texto, imagens, código ou áudio, a partir de dados existentes, diferentemente da IA tradicional, que foca em analisar e classificar dados.

O CEO do CESAR faz a distinção entre a IA já existente e o potencial disruptivo da IA Generativa, comparando seu impacto ao início da internet, que modificou radicalmente o cotidiano.

“Muito provavelmente a IA Generativa, ela tem essa força como a internet teve de de novo modificar muito fortemente diversas atividades, diversos modelos de negócio de diferentes setores,” pontua Peixoto.

CEO aponta IA Generativa como a próxima grande revolução na sociedade (imagem: Divulgação/CESAR)

No CESAR, a atenção está voltada para como essa tecnologia modificará a produção de software, a educação e a interação professor-aluno.

Peixoto relata que a primeira experiência com a IA Generativa o chocou, mesmo sendo da área. A sensação foi comparada à famosa entrevista de David Bowie em que ele descreve a internet como um “alienígena”.

“Foi a sensação que eu tive quando eu experimentei a IA generativa, eu falei: ‘que absurdo, como é que ela está respondendo desse jeito?’,” disse o CEO, descontraído. O executivo ressaltou que a força dessa nova tecnologia está no potencial de modificar a interação e de criar novas infraestruturas para modelos de negócios que eram, até então, inviáveis.

Cibersegurança é a “área do futuro”

A dependência cada vez maior de sistemas digitais torna a cibersegurança um tema central. Para Peixoto, é a área do futuro.

“Se eu tivesse começado agora na área de tecnologia, eu apostaria em cyber. Porque eu não vejo no curto, nem no médio, nem no longo prazo o conhecimento em cyber deixar de ser importante,” afirma.

A cibersegurança se torna fundamental porque, com a digitalização de todos os serviços, a invasão de sistemas pode causar prejuízos incalculáveis, paralisando empresas e serviços essenciais.

Em resposta a essa necessidade global, o CESAR lançou, no ano passado, o Centro Integrado de Segurança em Sistemas Avançados (CISSA). Com um aporte de R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o centro foca em pesquisa, empreendedorismo e formação. O diferencial do CISSA é o foco em antecipar ataques hackers, em vez de apenas corrigir vulnerabilidades pós-ataque.

CISSA tem parceria com o Google e busca antecipar ataques hackers, além de corrigir vulnerabilidades pós-invasão (Imagem: Divulgação/CESAR)

O projeto conta ainda com a parceria do Google para fortalecer a área. “É uma preocupação global. Assim como os hackers, a gente tem que atuar em rede para aprender muito rápido com outras instituições também. O CISSA ele vai ser conectado globalmente,” explica o CEO, citando a iminente delegação à Alemanha para estabelecer parcerias internacionais.

O centro também conta com a Febraban como um parceiro estratégico em seu conselho consultivo. Além disso, desenvolve projetos em cooperação com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e mantém parcerias acadêmicas como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade do Porto e de Coimbra.

Capital de risco e o desafio para o Nordeste no tech

Apesar dos avanços e do talento humano, o principal desafio para o Nordeste se consolidar como um polo de inovação, e se tornar o “Vale do Silício brasileiro”, é a falta de capital de risco.

O investimento é visto como essencial para dinamizar a economia por meio da criação de startups, que, por não terem as “amarras” das empresas maduras, são capazes de promover a inovação radical.

“Do mesmo jeito a economia precisa de startups também,” compara. A criação de um ecossistema de risco atrai mais empresas e investidores, criando um círculo virtuoso de crescimento.

Para os próximos anos, o CESAR e seus parceiros devem concentrar em um tripé tecnológico que, na visão de Peixoto, puxará as grandes transformações: Inteligência Artificial, Computação de Alto Desempenho (com a visão de Quantum Computing no horizonte) e Segurança Cibernética.

“O que esperar do CESAR é que a gente vai estar ali na luta, na vanguarda, tentando trazer o que existe no estado da arte, compartilhando com esse ecossistema,” conclui Peixoto, reforçando a crença em um ecossistema aberto, onde conexões fortalecem a todos. O objetivo é que a instituição continue a ser um motor de transformação, utilizando a pesquisa científica e a experimentação rápida para navegar no desconhecido.

Sobre o Porto Digital

Nordeste precisa de capital de risco para se consolidar de vez como polo de inovação em tech (Imagem: Divulgação/CESAR)

O Porto Digital é o principal distrito de inovação da América Latina há 25 anos, com ecossistemas colaborativos que visam transformar o entorno com novas tecnologias, economia criativa e ferramentas que melhoram a vida em sociedade.

Localizado na área histórica da cidade do Recife, sua atuação abrange os setores de produção de software, serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Economia Criativa.

REC’n’Play: O Festival de Tecnologia e Cultura

Realizado pelo Porto Digital, Ampla Comunicação e Sebrae Pernambuco, o REC’n’Play nasceu em 2017 para levar os temas de tecnologia, inovação e empreendedorismo para toda a população do Recife.

Conhecido como o “Carnaval do Conhecimento”, o evento se consolidou como um dos maiores do país, promovendo debates sobre o futuro em um ambiente interativo que une conteúdo especializado com atividades artísticas e culturais.

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Segurança digital: Google e CESAR fecham parceria durante REC’n’Play https://diariotechnews.com.br/seguranca-digital-google-e-cesar-fecham-parceria-durante-recnplay/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=seguranca-digital-google-e-cesar-fecham-parceria-durante-recnplay Thu, 23 Oct 2025 16:41:00 +0000 https://canaltech.com.br/mercado/seguranca-digital-google-e-cesar-fecham-parceria-durante-recnplay/ Em um movimento de grande impacto para a segurança digital global, o Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética (CISSA), operado pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), no Porto Digital, firmou uma parceria fundamen...

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Em um movimento de grande impacto para a segurança digital global, o Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética (CISSA), operado pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), no Porto Digital, firmou uma parceria fundamental com o Google.

O objetivo é reforçar a defesa cibernética em um cenário de rápida expansão do mercado digital na América Latina e de crescente sofisticação das ameaças.

A notícia desta aliança de alto nível foi revelada em primeira mão ao Canaltech durante o REC’n’Play 2025. O festival, reconhecido como o maior evento gratuito de tecnologia e inovação do Brasil, transformou o Bairro do Recife em seu palco de 15 a 18 de outubro, sob o tema “O Futuro Feito por Gente”.


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A cobertura do Canaltech no local não apenas noticiou a parceria, mas a contextualizou dentro da agenda de inovação do país.

O Poder da Parceria e o Papel Estratégico do Cissa

Parceria foi revelada em primeiro mão ao Canaltech durante o REC’n’Play 2025 (Imagem: CESAR/Divulgação)

A colaboração entre CESAR e Google se baseia em um formato de associado tecnológico, com foco no desenvolvimento de pesquisas avançadas em cibersegurança.

Os objetivos são amplos: fortalecer o desenvolvimento de soluções inovadoras, promover a formação de profissionais especializados e fomentar a criação de startups dedicadas à proteção de dados.

O Google passa a integrar o conselho consultivo do CISSA, ao lado de instituições-chave como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

A presença de players globais de tecnologia e do setor financeiro atesta a urgência e a relevância do CISSA no cenário nacional e internacional.

Em entrevista exclusiva ao Canaltech, Eduardo Peixoto, CEO do CESAR, detalhou a importância do centro, explicando seu modelo de governança: “O CISSA é o centro integrado de segurança em sistemas avançados, criado aqui no CESAR junto com a Embrapii para olhar para empreendedorismo, pesquisa e formação em cyber.”

Peixoto destacou que a aliança é fundamental para mapear os desafios do mercado. “A gente quer que empresas, tanto de tecnologia, quanto empresas que usam tecnologia, façam parte desse centro para que a gente esteja entendendo quais são os problemas, e direcionar essa pesquisa, a formação e a criação de startups”, disse.

Além disso, o CEO do CESAR reforçou o peso institucional do conselho, citando que o Google e a Febraban, a associação dos bancos, estão entre os mais interessados em entender a direção da segurança cibernética. “Esse centro aí, ele vai ser a vanguarda da cibersegurança aqui no Brasil que está junto com a rede que a gente tá construindo importante no mundo também”, afirmou.

Colaboração entre CESAR e Google tem foco no desenvolvimento de pesquisas avançadas em cibersegurança (Imagem: CESAR/Divulgação)

A visão do Google foi compartilhada por Newton Neto, diretor de parcerias globais do Google para a América Latina durante a programação do evento. “Nosso objetivo é combinar nossa experiência global com o conhecimento local para desenvolver soluções inovadoras para os desafios mais complexos da cibersegurança. Juntos, vamos não apenas fomentar a pesquisa de ponta, mas também qualificar a próxima geração de especialistas que irão garantir um ambiente digital mais seguro para todos”, afirmou.

Liderando avanços e gerando conhecimento, o CISSA mobiliza um ecossistema multidisciplinar de talentos. As pesquisas são estruturadas em quatro eixos temáticos: gestão de identidade e acesso; proteção e privacidade de dados; inteligência contra ameaças cibernéticas; e aspectos legais, éticos e comportamentais.

O ecossistema de inovação do CESAR e Porto Digital

A colaboração Google-CESAR acontece no Porto Digital, um dos principais polos tecnológicos da América Latina. O CESAR é um centro de inovação com quase 30 anos de história, sendo referência no desenvolvimento de soluções de alta complexidade. Com atuação e expansão internacional, como o CESAR Europa, o centro demonstra uma visão que conecta o desenvolvimento local a mercados globais.

“Conectar o local ao global é o próximo passo para o Brasil ter voz, visibilidade e relevância no cenário internacional”, explica Peixoto.

Inovação, IA e Sustentabilidade

O REC’n’Play 2025 aconteceu em Recife, Permambuco, durante os dias 15 e 18 de outubro (Imagem: CESAR/Divulgação)

O REC’n’Play 2025 serviu como um termômetro das grandes discussões da área de tecnologia. O evento reforçou a importância do ecossistema brasileiro na agenda global, abordando temas de alta relevância como o painel sobre internacionalização de ecossistemas reuniu Peixoto (CESAR), Cláudio Marinho (Porto Digital e CESAR) e Thiago Suruagy (SEBRAE/PE), destacando o papel das universidades e das redes de fomento na formação de uma nova geração de empreendedores com alcance global.

Em relação à gestão corporativa, o debate sobre liderança da inovação em grandes empresas enfatizou a necessidade de criar ambientes seguros para o erro e a abertura para colaborar “além dos próprios muros”.

O festival dedicou espaço à Inovação Circular, discutindo como a lógica do reaproveitamento está transformando o setor automotivo (com empresas como Dekra, Stellantis e CESAR), com foco em alinhamento de estratégia, tecnologia e capacitação. O futuro da mobilidade, segundo os especialistas, será “circular, conectado e colaborativo”.

No tema da cibersegurança, o painel sobre “IA e tecnologias de próxima geração” analisou o dilema ético e prático gerado pela popularização de ferramentas como o ChatGPT, que tornaram ataques mais sofisticados e acessíveis.

Os impactos da IA se estenderam ao sistema financeiro nos painéis sobre meios de pagamento e hiperpersonalização de produtos. Especialistas de grandes bancos e do CESAR discutiram como a IA transforma transações, permitindo uma personalização diante do desafio de equilibrar confiança e fluidez nos processos.

Por fim, a descarbonização para a transição energética na indústria de óleo e gás (com Petronas, Petrobras e CESAR) destacou a liderança do Brasil com sua matriz energética renovável e projetos de captura de carbono, reforçando o compromisso com uma economia de baixo carbono.

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Indústria Digital: congresso lança tendências em IA, dados e vendas https://diariotechnews.com.br/industria-digital-congresso-lanca-tendencias-em-ia-dados-e-vendas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=industria-digital-congresso-lanca-tendencias-em-ia-dados-e-vendas Wed, 22 Oct 2025 20:35:19 +0000 https://canaltech.com.br/mercado/industria-digital-congresso-lanca-tendencias-em-ia-dados-e-vendas/ Líderes, executivos e especialistas do setor industrial têm um encontro marcado nesta quinta-feira (23), no Distrito Anhembi, em São Paulo, para debater a revolução digital. O Congresso da Indústria Digital 2025, promovido pelo E-Commerce Brasil, espe...

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Líderes, executivos e especialistas do setor industrial têm um encontro marcado nesta quinta-feira (23), no Distrito Anhembi, em São Paulo, para debater a revolução digital. O Congresso da Indústria Digital 2025, promovido pelo E-Commerce Brasil, espera reunir cerca de 4 mil participantes focados em compreender como a tecnologia está reconstruindo a cadeia de valor industrial.

Com o tema central “O Futuro e a Digitalização dos Canais da Indústria”, o evento promete mergulhar no salto tecnológico do setor. Além de contar com 60 expositores, a organização garante o compromisso de ser 100% carbono neutro.

A pauta do congresso destacará painéis estratégicos voltados tanto para compradores entre empresas (B2B) quanto para consumidores que adquirem produtos direto da fábrica (D2C). Estes ambientes digitais, cada vez mais complexos, exigem o desenvolvimento de estratégias de integração total de canais e uma personalização radical.


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Entre as discussões estão a influência crescente da Inteligência Artificial (IA), considerada a força motriz por trás das inovações na gestão e nos canais de venda industrial.

O congresso ocorre em um momento chave para o país: após movimentar cifras bilionárias com a digitalização de pedidos em 2024, o Brasil espera consolidar-se em 2025 como um dos mercados mais dinâmicos da América Latina em termos de digitalização industrial.

Influência crescente da Inteligência Artificial é um dos principais temas do Congresso da Indústria Digital 2025 (Reprodução/Freepik/rawpixel.com)

IA e o novo comércio

A IA, que evoluiu de conceito para infraestrutura, será um dos focos de maior peso. No período da tarde, a partir das 14h40, a Sala Yalo sediará o debate “O futuro do comércio digital, tendências em IA e agentes inteligentes no setor de CPG”.

O painel contará com a participação de Anaísa Catucci, chefe de redação do Canaltech, que se une a Thiago Furbino (LinkedIn Top Voice) e Andres Stella (COO da Yalo). O debate, mediado pela executiva comercial Carolina Franco, da Mondoni Press, promete ir além do hype, explorando as estratégias, a ética e a coragem de que as empresas precisam para transformar a IA em valor de negócio.

A programação também traz cases práticos de transformação e gestão de conflitos de canais. Thaíse Hagge (CTO da Compra Agora) detalhará a nova jornada de compra digital no B2B. A seguir, Henrique Cavalhieri (Hach), Iza Antunes (ASSA ABLOY Brazil) e Luiz Bisneto (M. Dias Branco) discutirão como valorizar cada canal de venda sem gerar guerra de preços. A M. Dias Branco, por exemplo, revelará como o ambiente online tem forçado a empresa a reestruturar sua política comercial.

Gigantes do mercado também apresentarão suas estratégias como o Grupo Boticário demonstrará o uso de dados e IA em toda a sua operação. Já a BRF compartilhará a jornada de Vicente Junior (Head de Tecnologia) e Juliana Ribeiro (Head Omnichannel) na escalada bem-sucedida do e-commerce B2B, um feito no tradicional setor de alimentos.

Além da tecnologia aplicada, a agenda incluirá reflexões de impacto. O advogado Rogério David (David & Athayde Advogados) abordará os efeitos da Reforma Tributária 2026 sobre a indústria, e o economista Eduardo Giannetti trará uma análise das tendências globais que afetam diretamente o Brasil.

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