Danilo Porto › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Tue, 01 Jul 2025 14:55:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Danilo Porto › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 R$ 120 bi em jogo: como o consignado privado pode redefinir o crédito no Brasil https://diariotechnews.com.br/r-120-bi-em-jogo-como-o-consignado-privado-pode-redefinir-o-credito-no-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=r-120-bi-em-jogo-como-o-consignado-privado-pode-redefinir-o-credito-no-brasil Tue, 01 Jul 2025 14:55:18 +0000 https://tiinside.com.br/?p=499991 Lançado em março de 2025, o novo modelo de crédito consignado privado, também conhecido como Crédito do Trabalhador, já movimentou R$ 10 bilhões na economia brasileira. Com a promessa de oferecer taxas mais acessíveis para trabalhadores com carteira as...

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Lançado em março de 2025, o novo modelo de crédito consignado privado, também conhecido como Crédito do Trabalhador, já movimentou R$ 10 bilhões na economia brasileira. Com a promessa de oferecer taxas mais acessíveis para trabalhadores com carteira assinada, essa nova modalidade planeja utilizar 10% do saldo do FGTS como garantia, além de 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa.

Para os bancos e fintechs, trata-se de uma oportunidade única de ampliar a base de clientes e escalar a rentabilidade com um produto de menor risco e alto volume potencial. Já para os trabalhadores, é uma alternativa para trocar dívidas mais caras, como as do cartão de crédito, por uma linha com juros médios ao redor de 2,5% ao mês.

Segundo dados do governo federal, a demanda cresceu 7,4% de março para abril, primeiro mês completo após o lançamento. A estimativa oficial é de que o produto possa movimentar mais de R$ 100 bilhões nos próximos meses. Mas apesar do entusiasmo inicial, o consignado privado ainda enfrenta entraves significativos.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

O primeiro obstáculo é o risco de inadimplência, agravado pela menor estabilidade dos trabalhadores CLT em comparação a servidores públicos. Estima-se que a inadimplência do crédito pessoal entre CLTs esteja em torno de 8%, frente aos 6% de outros perfis.

Além disso, fintechs enfrentam barreiras tecnológicas, como a complexa integração ao eSocial e limitações para acessar dados de empresas de pequeno porte. As altas taxas de juros praticadas por algumas delas – entre 3% e 6% ao mês – refletem esse risco.

Outro ponto crítico é o desconhecimento do público. Sem educação financeira, há maior risco de superendividamento, especialmente entre quem já possui dívidas ativas ou consome crédito sem planejamento.

Para superar esses desafios, fintechs podem sair na frente ao contar com parceiros que já ofereçam a infraestrutura necessária, desde motores de crédito e sistema de antifraude até validação de identidade e estruturação de FIDCs, que viabilizam a compra dos créditos gerados. Em vez de construir tudo do zero, essa estratégia permite lançar o produto com mais rapidez, segurança e escalabilidade.

A portabilidade, iniciada em maio, é uma das grandes apostas para ampliar o alcance dessa modalidade. Com ela, será possível migrar dívidas caras para o consignado privado, aumentando a concorrência e reduzindo o custo efetivo para o trabalhador. A expectativa é que o mercado possa atingir até R$ 120 bilhões em volume até 2029, impactando cerca de 19 milhões de trabalhadores CLT.

Mas para que isso se concretize, é essencial a consolidação das garantias via FGTS, previstas para julho, além da criação de ferramentas digitais de educação financeira e melhorias na interoperabilidade para que os bancos ofereçam esse produto diretamente em seus canais.

Mesmo ainda em fase inicial, o saldo do consignado privado já é positivo: bilhões de reais injetados na economia, juros mais baixos e novas possibilidades para milhões de brasileiros. Mas a consolidação desse mercado exigirá tempo, ajustes regulatórios e evolução tecnológica.

As fintechs têm um papel central nessa construção: promover o uso responsável do crédito, proteger o trabalhador do superendividamento e contribuir com soluções escaláveis e inclusivas.

Com as ferramentas certas, o consignado privado pode se tornar uma das principais portas de entrada para a educação financeira e o acesso ao crédito sustentável no país. E mais do que isso: pode inaugurar um novo capítulo de competitividade e modernização no setor financeiro brasileiro.

Danilo Porto, sócio da QI Tech.

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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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O domínio silencioso das carteiras digitais e o novo alerta do Banco Central https://diariotechnews.com.br/o-dominio-silencioso-das-carteiras-digitais-e-o-novo-alerta-do-banco-central/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-dominio-silencioso-das-carteiras-digitais-e-o-novo-alerta-do-banco-central Tue, 13 May 2025 20:09:27 +0000 https://tiinside.com.br/?p=496800 Nos últimos anos, cresceu de forma exponencial o número de transações feitas via carteiras digitais, sobretudo no Brasil. Segundo levantamento da consultoria PYMNTS, em parceria com o Google, 84% dos entrevistados afirmaram ter utilizado a modalidade n...

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Nos últimos anos, cresceu de forma exponencial o número de transações feitas via carteiras digitais, sobretudo no Brasil. Segundo levantamento da consultoria PYMNTS, em parceria com o Google, 84% dos entrevistados afirmaram ter utilizado a modalidade no último ano. Ainda de acordo com o estudo, a aderência ao uso de carteiras digitais no Brasil é superior à média internacional (de 74%), sendo que 47% dos brasileiros a utilizaram para pagar contas e 27% para fazer compras online. É inegável que o sucesso das carteiras digitais se deve à praticidade e agilidade que elas ocasionam no dia a dia de milhares de consumidores, proporcionando uma experiência de compra mais fluida e eficaz.

Diante desse mercado em expansão, o Banco Central do Brasil abriu a consulta pública número 118/2025 a fim de levantar uma bandeira importante: o risco de concentração e a pressão tarifária provocada por carteiras digitais, como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay. O intuito é evitar que a hegemonia existente atualmente, sobretudo em relação aos grandes players mencionados acima, pressione financeiramente emissores de cartões e, como consequência, aumente os custos repassados a consumidores e comerciantes. 

Esse é um tema super relevante porque impacta diretamente as empresas e usuários. Acredito que o Banco Central tem o papel fundamental de garantir a segurança em todos os meios de pagamentos utilizados no país, zelando pela segurança dos dados dos usuários, e a regulação poderia ser um facilitador desse ecossistema. Atualmente, já existem padrões de segurança vigentes no mercado, inclusive com as próprias bandeiras e emissores, então não acredito que a regulação se sobreponha ao que já está em curso, mas sim que ela vem para somar e agregar ainda mais segurança nos processos. 

O Banco Central tem proposto uma agenda de inovação muito consistente nos últimos anos, sobretudo com o lançamento de iniciativas bem-sucedidas, como o Pix e o Open Finance, além do Drex, que deve ser implementado neste ano. Junto a essas inovações se destacam políticas robustas de segurança e um aperfeiçoamento contínuo para evitar fraudes e garantir a privacidade de dados dos usuários. Nesse sentido, vejo a regulação como mais um ponto para incrementar ainda mais a segurança do ecossistema financeiro como um todo, permitindo que todos os canais transacionais passem por um processo padronizado. Vale ressaltar que o intuito da regulação não é o de determinar tarifas a serem cobradas por uso de carteiras digitais e sim regulamentar como as taxas atuais devem ser utilizadas. 

Caso a regulamentação seja, de fato, aprovada, acredito que os consumidores serão os principais beneficiados, uma vez que ela irá garantir que os dados armazenados nos tokens e carteiras digitais estejam em conformidade com os padrões de segurança. Já para as empresas, principalmente os lojistas, haverá uma potencial redução nos custos de adquirência, uma vez que o mercado de carteira digitais será aberto a novos players, o que permitirá reduzir os custos transacionais. 

A consulta está aberta para contribuições até o dia 2 de junho e até lá muito será debatido sobre seus potenciais impactos. Independentemente da decisão final do Bacen, acredito que essa é mais uma iniciativa importante a fim de tornar os processos mais seguros e fomentar a competitividade e a inovação na indústria financeira.

Danilo Porto, sócio da QI Tech.

Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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