Diego Rondon › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Mon, 14 Jul 2025 17:29:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Diego Rondon › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 IA é mais rápida, culta, porém não tem o tato e a empatia do gestor https://diariotechnews.com.br/ia-e-mais-rapida-culta-porem-nao-tem-o-tato-e-a-empatia-do-gestor/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ia-e-mais-rapida-culta-porem-nao-tem-o-tato-e-a-empatia-do-gestor Mon, 14 Jul 2025 17:29:41 +0000 https://tiinside.com.br/?p=500838 Ela nunca tira férias. Nunca atrasa para uma reunião. Não esquece datas, nem erra nomes. Fala com fluência sobre geopolítica, cultura ancestral, códigos em Python e até astrologia, se você quiser. Em 30 segundos, ela revisa mil currículos, sugere cinco...

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Ela nunca tira férias. Nunca atrasa para uma reunião. Não esquece datas, nem erra nomes. Fala com fluência sobre geopolítica, cultura ancestral, códigos em Python e até astrologia, se você quiser. Em 30 segundos, ela revisa mil currículos, sugere cinco estratégias de marketing e ainda encontra tempo para explicar as reformas tributárias da Europa. Tudo isso sem pedir aumento, sem reclamar do chefe, sem tomar café.

A inteligência artificial chegou. E chegou com força.

É rápida. É barata. É precisa. E, se não tomarmos cuidado, é substituta.

Mas aí entra o ponto: será que estamos competindo com ela do jeito certo?

A IA não tem mau humor, mas também não tem tato.

Ela pode acertar o algoritmo, mas erra o afeto. Não sabe o que é sentir o peso de uma sala em silêncio depois de uma demissão mal conduzida. Não percebe quando uma reunião vai mal — e muito menos quando o silêncio de um colaborador é um pedido de ajuda disfarçado.

A IA faz leitura de dados. Você faz leitura de ambiente.

E essa diferença, no mundo dos negócios, pode definir o sucesso de uma cultura, de uma liderança ou de uma estratégia.

Ela lê tudo. Mas só você viveu.

A IA pode devorar livros e relatórios, mas não teve que convencer o time em uma crise. Não sabe o que é improvisar uma fala no corredor que salva o clima da semana. Não se emociona com uma promoção. E definitivamente não entende a complexidade de um “tudo bem?” que, dito da maneira errada, vira demissão voluntária.

Ela entende o contexto. Mas só você sente a consequência.

A IA é uma máquina de respostas. Mas quem faz as melhores perguntas?

A diferença entre um executivo medíocre e um brilhante não está em saber tudo — está em saber o que perguntar. E por quê.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

A IA responde o que você pede. Mas não cutuca o que você evitava pensar. Não provoca. Não desafia o ego. Não olha para a cultura da empresa e diz: “esse não é o caminho, mesmo que dê resultado”. Ela busca eficiência. Você, se quiser fazer a diferença, deve buscar sentido.

Como então competir com uma inteligência artificial?

Não compita.

Mude o jogo.

  • Use a IA para acelerar o que é técnico. Automatize o trivial.
  • Use esse tempo para afiar seu pensamento, construir visão, entender de gente.
  • Leia menos planilhas e mais Dostoiévski. Menos KPIs e mais biografias.
  • Estude filosofia, comportamento, arte. O que parece inútil hoje pode ser o diferencial amanhã.
  • Seja mais estrategista do que executor. Mais mentor do que fiscal. Mais humano do que nunca.

Porque no fim do dia…

A IA vai escrever o relatório. Mas ela não vai perceber que aquele número aparentemente “bom” esconde um desgaste profundo no time. Ela vai propor um corte de custos. Mas você é quem sabe que isso pode custar a confiança do seu time. Ela vai te dar todas as respostas certas. Mas o que você faz com elas — isso ainda depende de você.

Se você entrega tarefas, sim, seu cargo está sob risco.
Se você entrega decisões conscientes, com visão e sensibilidade, você ainda é insubstituível.

A IA pode ser brilhante. Mas o humano que pensa, sente e provoca — esse, por enquanto, só você pode ser.

Diego Rondon, cofundador da Chiefs.Group, HRtech de Open Talent.

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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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