Fabrizio Gammino › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Fri, 01 Aug 2025 18:38:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Fabrizio Gammino › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 Tecnologias emergentes: por que o Brasil ainda compra inovação pronta? https://diariotechnews.com.br/tecnologias-emergentes-por-que-o-brasil-ainda-compra-inovacao-pronta/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tecnologias-emergentes-por-que-o-brasil-ainda-compra-inovacao-pronta Fri, 01 Aug 2025 18:38:24 +0000 https://tiinside.com.br/?p=502093 Por que, apesar de ter talentos e recursos em abundância, o Brasil continua a importar tecnologias emergentes em vez de criá-las? Como empresário focado em inovação tecnológica, frequentemente questiono: até quando vamos exportar cérebros e commodities...

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Por que, apesar de ter talentos e recursos em abundância, o Brasil continua a importar tecnologias emergentes em vez de criá-las? Como empresário focado em inovação tecnológica, frequentemente questiono: até quando vamos exportar cérebros e commodities básicas e importar soluções prontas que poderíamos desenvolver internamente?

O que perdemos quando a inovação é deixada de lado?

Jack Dorsey, fundador do Twitter, recentemente lançou o Bitchat, um aplicativo descentralizado que utiliza a tecnologia Bluetooth mesh para estabelecer redes de comunicação sem depender de internet, sinal celular ou infraestrutura tradicional. Este exemplo é emblemático: uma tecnologia subutilizada há décadas se tornou o centro de uma inovação poderosa, barata e de alto impacto social.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

No entanto, enquanto países como EUA e China investem trilhões em tecnologias emergentes como inteligência artificial, blockchain, computação quântica e sistemas descentralizados, o Brasil projeta investir apenas R$23 bilhões em inovação tecnológica nos próximos cinco anos. Este valor é 217 vezes menor que o investido pelas potências globais. Estamos claramente ficando para trás no cenário tecnológico mundial, apesar de termos condições únicas para liderar.

A estrutura brasileira de financiamento público à inovação é invejável. Instituições como FINEP e BNDES oferecem crédito com taxas a partir de 3% ao ano, carência de até 4 anos e prazos superiores a 10 anos. Contudo, ainda estamos usando esses recursos predominantemente para digitalizar processos existentes, ao invés de criar novas soluções tecnológicas disruptivas. Essa abordagem limita drasticamente o potencial de inovação e crescimento econômico nacional.

A inércia custa caro

Temos talentos brilhantes, instituições de pesquisa renomadas e empresas capazes de produzir inovação radical, mas continuamos presos ao papel de importadores de tecnologias estrangeiras. A falta de uma estratégia nacional robusta para tecnologias emergentes, aliada a uma estrutura fragmentada e burocrática, impede que o Brasil assuma uma posição estratégica como líder tecnológico.

Precisamos mudar nossa abordagem imediatamente. É essencial estruturar projetos que aproveitem plenamente as condições de financiamento público existentes, investindo em tecnologias emergentes adaptadas às nossas necessidades regionais e sociais. Não podemos mais aceitar passivamente nossa dependência tecnológica. O momento exige ação estratégica para transformar o Brasil em protagonista global da inovação tecnológica.

E você, como líder ou empreendedor, já está preparado para participar ativamente dessa transformação ou continuará esperando que as soluções venham prontas de fora?

Fabrizio Gammino, Co-CEO da Gröwnt.

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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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Quantum Software Engineering: o Brasil diante de uma nova fronteira tecnológica https://diariotechnews.com.br/quantum-software-engineering-o-brasil-diante-de-uma-nova-fronteira-tecnologica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=quantum-software-engineering-o-brasil-diante-de-uma-nova-fronteira-tecnologica Fri, 20 Jun 2025 15:23:29 +0000 https://tiinside.com.br/?p=499261 Enquanto o mundo avança na corrida pela computação quântica, uma camada mais silenciosa, porém estratégica, está ganhando força: a engenharia de software quântico (Quantum Software Engineering – QSE). Mais do que um nicho acadêmico, trata-se de uma dis...

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Enquanto o mundo avança na corrida pela computação quântica, uma camada mais silenciosa, porém estratégica, está ganhando força: a engenharia de software quântico (Quantum Software Engineering – QSE). Mais do que um nicho acadêmico, trata-se de uma disciplina que pode redefinir a maneira como projetamos algoritmos, validamos soluções e resolvemos problemas complexos com implicações em logística, saúde, defesa e finanças.

Com o potencial de transformar a maneira como resolvemos problemas complexos, o QSE é crucial para o desenvolvimento de softwares que funcionam em computadores quânticos. Essa disciplina exige não apenas um conhecimento profundo dos princípios quânticos, mas também a criação de novas metodologias de desenvolvimento para garantir que essas aplicações sejam eficientes, seguras e escaláveis. Assim, a Engenharia de Software Quântico está destinada a ser um elemento chave na próxima era tecnológica, impactando áreas como criptografia e inteligência artificial.

E, ao contrário do que se imagina, o Brasil ainda está em tempo de ocupar um papel relevante nesse cenário,desde que atue de forma estratégica, coordenada e com incentivo estruturado à inovação disruptiva.

Veja também: Liderança que protege: o papel do CEO na segurança da informação

Do hype à estrutura

O mais recente mapeamento global de QSE, publicado em maio de 2025, analisou 212 trabalhos e traçou um panorama claro: países como Estados Unidos, Alemanha e China já articulam ecossistemas de fomento que integram centros de pesquisa, empresas de base tecnológica e investimentos governamentais em escala.

A má notícia é que o Brasil aparece de maneira discreta. Já a boa notícia é que ainda não há hegemonia tecnológica estabelecida, e a entrada no jogo depende menos de escala e mais de estratégia.

Por que o Brasil deveria investir agora em Quantum Software Engineering?

A resposta começa pela soberania digital: a computação quântica poderá em breve romper padrões criptográficos, simular moléculas e resolver problemas de otimização que a computação clássica levaria décadas. Estar fora desse eixo é mais do que um atraso — é uma vulnerabilidade.

Segundo o BNDES, mais de R$ 29 bilhões foram aprovados para projetos de inovação nos últimos 18 meses. Com a criação de políticas públicas como o programa Nova Indústria Brasil, e o fortalecimento da FINEP e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), há recursos disponíveis para quem quiser apostar em tecnologias de fronteira.

O problema? Poucas empresas têm estrutura — técnica, jurídica e estratégica — para transformar essas oportunidades em realidade.

O papel da engenharia de software quântico

O avanço dos hardwares quânticos precisa ser acompanhado de uma camada robusta de software. É aqui que entra a QSE: arquiteturas específicas, linguagens de programação quântica, testes, verificação formal e controle de erros são temas críticos que não podem ser improvisados.

Segundo o mapeamento da QSE, mais de 80% dos estudos focam em frameworks de desenvolvimento e ferramentas de validação. Ou seja, o futuro da computação quântica não será apenas sobre máquinas mais potentes — mas sobre a capacidade de fazer software confiável para essas máquinas.

Oportunidades para o setor privado brasileiro

Não se trata de esperar que universidades resolvam o desafio. Empresas brasileiras com vocação para inovação tecnológica — especialmente em setores como finanças, energia, telecomunicações e defesa — podem e devem liderar projetos de QSE aplicados, com apoio público e em parceria com o ecossistema nacional.

Várias consultorias e integradoras já atuam estruturando pleitos junto à FINEP e BNDES para projetos de P&D disruptivo. Algumas, como a própria Gröwnt, já apoiaram o enquadramento de projetos emergentes em áreas como bioeconomia, inteligência artificial e mobilidade sustentável. A computação quântica pode — e deve — ser o próximo movimento dessa transformação.

O Brasil precisa escolher: espectador ou protagonista da próxima revolução tecnológica?

O Brasil não precisa competir em volume, mas em inteligência. E o momento é agora. Investir em engenharia de software quântico é mais do que um salto tecnológico: é uma decisão estratégica sobre o lugar que queremos ocupar na próxima revolução computacional.

Fabrizio Gammino, Co-CEO da Gröwnt.

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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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IA e o fim das estruturas tradicionais nas big techs https://diariotechnews.com.br/ia-e-o-fim-das-estruturas-tradicionais-nas-big-techs/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ia-e-o-fim-das-estruturas-tradicionais-nas-big-techs Mon, 26 May 2025 09:07:58 +0000 https://tiinside.com.br/?p=497637 As grandes empresas de tecnologia entraram em um ciclo decisivo de reorganização — e desta vez não é apenas mais um ajuste financeiro. Microsoft, Google, Meta, Amazon e Apple, mesmo após reportarem lucros expressivos, anunciaram recentemente cortes sig...

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As grandes empresas de tecnologia entraram em um ciclo decisivo de reorganização — e desta vez não é apenas mais um ajuste financeiro. Microsoft, Google, Meta, Amazon e Apple, mesmo após reportarem lucros expressivos, anunciaram recentemente cortes significativos em suas equipes. Estamos testemunhando algo mais profundo: uma transformação estrutural impulsionada pela integração da inteligência artificial no coração organizacional das empresas.

Embora a Microsoft tenha atraído atenção recente com o anúncio do corte de 6 mil funcionários, este movimento não é isolado. Google saltou para 190 mil funcionários em 2022, mas reduziu sua força de trabalho em seguida; a Amazon estabilizou seu quadro após expansão explosiva na pandemia; já a Meta foi ainda mais radical, cortando 21 mil empregos em um único ano. Apple e Microsoft, apesar da estabilidade financeira, também desaceleraram contratações ou reduziram quadros.

Essas decisões sinalizam uma mudança crucial: a eficiência corporativa não está mais ligada apenas ao lucro, mas à capacidade de reorganizar rapidamente estruturas internas. Prova disso é a performance da Microsoft em 2025. Mesmo em um cenário onde o índice S&P 500 caiu 5% nos primeiros quatro meses do ano devido a tensões comerciais e econômicas, a Microsoft atingiu novos recordes históricos, impulsionada por seus investimentos estratégicos em IA.

Nesse contexto de transformação, a inteligência artificial está no centro dessa revolução organizacional. Satya Nadella, CEO da Microsoft, destacou a importância de “ajustar incentivos e reinventar modelos de go-to-market” para acompanhar a rápida evolução tecnológica. Recentemente, durante o Microsoft Build 2025, a empresa revelou que o Copilot não é mais um mero assistente, mas agora atua autonomamente em todo o ciclo de desenvolvimento de software, desde a identificação de bugs até o desenvolvimento de novas funcionalidades. O lançamento do Copilot Coding Agent e sua versão open source integrada ao VSCode reforçam ainda mais a disseminação dessa autonomia operacional.

A consequência imediata dessa transformação é a dissolução gradual da gestão intermediária tradicional. À medida que a IA assume funções cada vez mais complexas — decisões, análises, priorizações — o modelo de gestão baseado em comando e controle torna-se obsoleto. As empresas estão adotando uma nova arquitetura: equipes menores, ágeis, capacitadas por IA e orientadas por decisões estratégicas em vez de supervisão constante.

Esse movimento não deve ser encarado como uma ameaça, mas como um convite. Profissionais e líderes que abraçarem a IA como ferramenta estratégica estarão melhor posicionados no futuro próximo. A pergunta não é mais “quais empregos a IA substituirá”, e sim “quais profissionais aprenderão a operar com IA para manter sua relevância”.

Em resumo, estamos diante do início do fim das estruturas tradicionais. A IA, mais do que tecnologia, é agora a infraestrutura sobre a qual as organizações modernas se constroem. Quem entender isso primeiro não estará apenas acompanhando o mercado, mas liderando-o.

Fabrizio Gammino, Co-CEO da Gröwnt.

Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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