Luiz Eduardo, › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Mon, 28 Jul 2025 16:36:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Luiz Eduardo, › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 Ataques cibernéticos expõem fragilidade de arquiteturas de rede e aceleram mudança estrutural https://diariotechnews.com.br/ataques-ciberneticos-expoem-fragilidade-de-arquiteturas-de-rede-e-aceleram-mudanca-estrutural/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ataques-ciberneticos-expoem-fragilidade-de-arquiteturas-de-rede-e-aceleram-mudanca-estrutural Mon, 28 Jul 2025 16:36:53 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501710 O ambiente digital das empresas brasileiras vive sob pressão constante. A expansão das operações conectadas, combinada ao aumento na superfície de ataque e à sofisticação das ameaças cibernéticas, tem colocado a resiliência da infraestrutura de rede no...

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O ambiente digital das empresas brasileiras vive sob pressão constante. A expansão das operações conectadas, combinada ao aumento na superfície de ataque e à sofisticação das ameaças cibernéticas, tem colocado a resiliência da infraestrutura de rede no centro das decisões estratégicas.

Segundo o relatório mais recente da NETSCOUT, o Brasil registrou 1.066.035 ataques DDoS no segundo semestre de 2024, o que representa um crescimento de 29,83% em relação ao primeiro semestre do mesmo ano. Esses números refletem uma média superior a 5.790 ataques por dia, confirmando o país como um dos principais alvos de ciberataques na América Latina.

Esse volume alarmante mostra que não estamos apenas lidando com frequência crescente de ataques, mas também com a urgência de adotar uma postura mais robusta e inteligente na proteção da rede. Durante muito tempo, a segurança digital foi tratada como algo periférico: baseada em soluções pontuais, ações reativas e barreiras isoladas. Mas esse modelo perdeu a eficácia.

Veja também: Liderança que protege: o papel do CEO na segurança da informação

Hoje, lidamos com tráfego dinâmico, acessos remotos e distribuídos e ataques cada vez mais silenciosos e automatizados. Por isso, construir resiliência exige mais do que ferramentas é preciso uma arquitetura capaz de oferecer visibilidade em tempo real, segmentação inteligente e respostas rápidas. Segurança não pode mais ser um acessório. Ela precisa estar integrada desde a concepção da rede.

As empresas que vêm redesenhando suas estruturas de rede nesse novo cenário têm adotado uma abordagem que integra governança, automação, inteligência de tráfego e proteção contínua. Em vez de confiar em medidas isoladas, essas companhias investem em estruturas coordenadas, com mecanismos capazes de mitigar incidentes antes que eles comprometam a operação.

Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla no setor. De acordo com o Gartner*, até 2026, 60% das funções de cibersegurança estarão utilizando métodos de avaliação de risco com foco no impacto nos negócios, o que representa um avanço importante na integração entre arquitetura técnica e objetivos estratégicos da empresa. A infraestrutura de rede passa, assim, a ser não apenas um ativo operacional, mas um elemento-chave na proteção da continuidade e no suporte à performance corporativa como um todo.

Na prática, isso significa projetar redes capazes de se adaptar à realidade de cada operação, mantendo controle granular sobre ambientes críticos, garantindo resiliência entre unidades distribuídas e sustentando o tráfego com inteligência e flexibilidade. É nesse nível de maturidade que a segurança passa a ser uma competência estrutural, e não apenas uma medida defensiva.

Mais do que uma resposta à ameaça imediata, o fortalecimento da infraestrutura de rede é hoje parte da estratégia de continuidade e inovação das empresas. À medida que tecnologias como IA, automação e ambientes distribuídos se consolidam como padrão nos modelos operacionais, a solidez da rede passa a ser um fator determinante para garantir disponibilidade, escalabilidade e segurança em todos os pontos da operação.

No Brasil, esse movimento já começa a se consolidar em setores como telecomunicações, finanças e varejo, justamente onde a operação depende de redes seguras e ininterruptas. Mas o desafio é abrangente, e todas as empresas que operam em um ecossistema digital precisarão, mais cedo ou mais tarde, redesenhar suas estruturas com foco em continuidade.

Porque, como o próprio mercado tem mostrado, não há inovação, escalabilidade ou vantagem competitiva que se sustente sobre uma rede vulnerável.

Luiz Eduardo, especialista em segurança de rede da Binario.net.

Fonte: Gartner Hype Cycle for Cyber Risk Management 2024

Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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