Samir Vani › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Fri, 21 Nov 2025 11:00:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Samir Vani › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 Smartphones dobráveis: qual é o limite da flexibilidade? https://diariotechnews.com.br/smartphones-dobraveis-qual-e-o-limite-da-flexibilidade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=smartphones-dobraveis-qual-e-o-limite-da-flexibilidade Fri, 21 Nov 2025 11:00:00 +0000 https://canaltech.com.br/colunas/smartphones-dobraveis-qual-e-o-limite-da-flexibilidade/ Houve um tempo em que a ideia de um smartphone com tela flexível parecia algo saído diretamente da ficção científica. Dispositivos que se dobravam, expandindo sua área de visualização ou se tornando mais compactos para o transporte, eram vislumbrados ...

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Houve um tempo em que a ideia de um smartphone com tela flexível parecia algo saído diretamente da ficção científica. Dispositivos que se dobravam, expandindo sua área de visualização ou se tornando mais compactos para o transporte, eram vislumbrados como o futuro da tecnologia móvel. Essa visão, que parecia distante, começou a tomar forma com os primeiros experimentos e protótipos que, embora imperfeitos, pavimentaram o caminho para a revolução que observamos hoje.

Os primeiros passos concretos rumo a essa era foram dados em 2011, com o lançamento do Kyocera Echo, um smartphone com tela dupla dobrável. Embora inovador para a época, suas limitações tecnológicas impediram um sucesso comercial significativo. O verdadeiro catalisador para o avanço das telas flexíveis foi a popularização da tecnologia OLED, que permitiu a criação de displays mais finos e maleáveis. Em 2018, a startup chinesa Royole apresentou o FlexPai, o primeiro dispositivo com tela dobrável OLED comercialmente disponível.

Contudo, o FlexPai, apesar de pioneiro, enfrentou desafios consideráveis. Problemas de software, com o sistema operacional incapaz de gerenciar adequadamente as mudanças de orientação da tela, resultavam em bugs e uma experiência de usuário pouco intuitiva. A qualidade da tela também era um ponto fraco, com imprecisões de cor e áreas escuras. Foi apenas em 2019, com o lançamento do Samsung Galaxy Fold, que o mercado de celulares dobráveis realmente capturou a atenção global, mesmo com alguns percalços iniciais de durabilidade que levaram a um adiamento do lançamento.


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A evolução da engenharia: telas, dobradiças e durabilidade

A partir disso, a tecnologia por trás dos smartphones dobráveis evoluiu exponencialmente, transformando-os de meros protótipos em dispositivos sofisticados e cada vez mais robustos. As telas flexíveis OLED continuam sendo o coração dessa inovação. Diferentemente dos displays rígidos de vidro, as telas OLED utilizam materiais orgânicos que emitem luz própria, permitindo uma flexibilidade essencial para o design dobrável.

Um dos maiores obstáculos superados foi a durabilidade. Os fabricantes investiram pesadamente no desenvolvimento de polímeros especiais e camadas protetoras ultrafinas, capazes de suportar dezenas de milhares de ciclos de dobragem sem comprometer a integridade da tela. Além disso, a engenharia das dobradiças se tornou um campo de inovação à parte. Mecanismos de rotação múltipla, com peças micromecânicas precisas, foram desenvolvidos para distribuir a força uniformemente, garantindo uma abertura e fechamento suaves e protegendo o display de tensões excessivas. Modelos mais avançados oferecem múltiplas posições de dobragem e são projetados para resistir à entrada de poeira e partículas.

O gerenciamento de energia também recebeu atenção especial. Com telas maiores e a necessidade de processamento robusto para multitarefas, os dispositivos dobráveis exigem baterias de alta capacidade e sistemas eficientes de gerenciamento térmico para garantir desempenho estável e autonomia.

Além da dobra dupla: a era das telas tri-fold e novas formas

Se os smartphones dobráveis de hoje já nos impressionam, o futuro promete ir além da dobra simples. A tecnologia tri-fold, ou de três dobras, está emergindo como a próxima fronteira, permitindo que um smartphone se transforme em um tablet ainda maior ou em um dispositivo mais compacto do que os modelos atuais. Empresas como a Huawei já demonstraram conceitos de dispositivos tri-fold, como o Mate XT, que se desdobra para oferecer uma tela de 10,2 polegadas, mantendo um perfil incrivelmente fino.

Esses avanços não se limitam apenas ao número de dobras. Pesquisas estão em andamento para desenvolver telas que podem ser enroladas, esticadas e até mesmo transparentes, abrindo um leque de possibilidades para a interação humana com a tecnologia. Imagine um smartphone que se adapta ao formato do seu pulso, ou uma tela que se expande e contrai conforme a necessidade, sem vincos visíveis ou compromissos de durabilidade.

O limite da flexibilidade: aonde chegaremos?

Então, qual é o limite para os smartphones dobráveis? A resposta parece ser que o limite é a nossa própria imaginação. A cada ano, vemos a superação de desafios que antes pareciam intransponíveis. Além da evolução técnica, o amadurecimento da tecnologia e a concorrência trouxeram outra mudança crucial: o preço mais competitivo.

Antes vistos como artigos de luxo, a otimização da produção e a maior oferta de componentes permitiram uma redução significativa nos custos dos dobráveis. E há até a segmentação dentro desse mercado. Modelos como o Motorola Razr 60, por exemplo, chegam às lojas no Brasil como uma opção robusta e moderna, mas com preço mais acessível que as versões “Ultra”, ajudando a levar o formato a um público mais amplo.

A durabilidade, que era uma preocupação central, está sendo constantemente aprimorada. E o software, que precisa se adaptar a múltiplas configurações de tela, está se tornando mais inteligente e intuitivo.

No futuro, podemos esperar dispositivos que não apenas se dobram em múltiplas direções, mas que também incorporam inteligência artificial para antecipar nossas necessidades, adaptando automaticamente a interface e o formato da tela ao contexto de uso. A integração com outros dispositivos inteligentes e a capacidade de se transformar em diferentes formatos (de smartphone a tablet, de monitor a dispositivo de realidade aumentada) podem redefinir completamente o que esperamos de um aparelho móvel.

O objetivo final não é apenas ter uma tela que se dobra, mas sim criar uma experiência de usuário fluida e adaptável, onde a tecnologia se molda às nossas vidas, e não o contrário. Os smartphones dobráveis são mais do que uma tendência; são um vislumbre de um futuro no qual a flexibilidade e a versatilidade são as chaves para a próxima geração de interação digital. A jornada está apenas começando. Com os desafios de resistência de tela e dobradiças já resolvidos, as possibilidades são tão amplas quanto as telas que se desdobram diante de nós.

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O que mudará do Wi-Fi 7 para o Wi-Fi 8 https://diariotechnews.com.br/o-que-mudara-do-wi-fi-7-para-o-wi-fi-8/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-que-mudara-do-wi-fi-7-para-o-wi-fi-8 Tue, 30 Sep 2025 18:00:00 +0000 https://canaltech.com.br/colunas/o-que-mudara-do-wi-fi-7-para-o-wi-fi-8/ A cada nova geração, o Wi-Fi se consolida como uma das inovações mais importantes do nosso século. A tecnologia se tornou um motor fundamental para a economia global, gerando um valor econômico de US$ 4,3 trilhões em 2024 e com projeção de alcançar US...

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A cada nova geração, o Wi-Fi se consolida como uma das inovações mais importantes do nosso século. A tecnologia se tornou um motor fundamental para a economia global, gerando um valor econômico de US$ 4,3 trilhões em 2024 e com projeção de alcançar US$ 4,9 trilhões em 2025. Esse crescimento é reflexo de um uso massivo: enquanto a média de dados móveis por pessoa nos Estados Unidos, por exemplo, é de cerca de 23 GB, o uso de dados via Wi-Fi em banda larga chega a impressionantes 650 GB por mês.

Se as gerações anteriores, incluindo a mais recente Wi-Fi 7, foram impulsionadas por uma corrida por velocidades cada vez maiores — com foco em uma taxa de transferência ultra-alta, a próxima grande revolução da tecnologia sem fio muda o foco do “quão rápido” para o “quão confiável”. O Wi-Fi 8, que está em desenvolvimento sob o padrão 802.11bn, tem como principal objetivo a “Ultra-Alta Confiabilidade” (Ultra High Reliability — UHR). A promessa é uma conexão que não apenas atinge velocidades impressionantes, mas que as mantém de forma consistente em ambientes do mundo real, cheios de interferências e múltiplos dispositivos.

Conexão em malha: um trabalho em equipe que faz toda a diferença no Wi-Fi 8

Uma das grandes inovações do Wi-Fi 8 é a coordenação de múltiplos pontos de acesso (APs). Em muitos lares, a adoção de redes em malha (rede mesh, onde vários roteadores são colocados em pontos estratégicos de uma casa grande, para formar uma só rede) para ampliar a cobertura já é uma realidade. Contudo, sem uma coordenação efetiva, esses APs podem competir entre si pelo espectro, prejudicando o desempenho.


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E aí entra a primeira diferença do Wi-Fi 8. Para resolver isso, o Wi-Fi 8 introduz o Coordinated Spatial Reuse (Co-SR), que permite que os APs ajustem sua potência de transmissão para evitar interferências e permitir comunicações simultâneas. Em um cenário familiar, por exemplo, onde duas pessoas estão baixando filmes em andares diferentes de uma casa, essa tecnologia pode evitar que a velocidade caia drasticamente devido à concorrência entre os dispositivos. Estudos preliminares mostram que o Co-SR pode aumentar a taxa de transferência total do sistema entre 15% e 25%.

Outra diferença é uma tecnologia complementar chamada Coordinated Beamforming (Co-BF), que permite que os APs direcionem os sinais com mais precisão, minimizando a interferência em dispositivos não-alvo. Essa funcionalidade pode ser crucial em situações nas quais os dispositivos estão próximos uns dos outros, e as simples reduções de potência não seriam suficientes. O Co-BF pode trazer um ganho de até 50% na taxa de transferência em redes mesh.

Otimização do canal e velocidade constante

Outros pontos de atrito na experiência do usuário também foram abordados no Wi-Fi 8. A tecnologia de Novas Taxas de Dados (New Data Rate) visa preencher as lacunas entre os diferentes níveis de modulação e codificação (MCS). Em cenários práticos, isso significa que a velocidade da conexão não cairá drasticamente ao se afastar do roteador, garantindo uma transmissão de dados mais estável e com ganhos de 5% a 30%, dependendo das condições. O Dynamic Sub-channel Operation (DSO) também tem um papel crucial. Em ambientes onde múltiplos dispositivos competem pelo serviço, como quando um grupo de amigos se junta para baixar arquivos grandes, o DSO pode otimizar o uso do espectro disponível, resultando em melhorias de mais de 20% em vários casos de uso e podendo atingir até 80% em cenários de pico de transferência.

A promessa do futuro

O Wi-Fi 8, com o padrão 802.11bn, tem aprovação prevista para setembro de 2028, mas, como vimos com as gerações anteriores, os primeiros produtos podem chegar ao mercado antes da finalização oficial do padrão. A aposta é que essas inovações não apenas resolvam problemas cotidianos, mas também preparem a infraestrutura para novas aplicações que exigem conexões ultraestáveis e de baixa latência, como a realidade estendida (XR), a automação industrial e a e-saúde. A jornada de cada nova geração de Wi-Fi é a garantia de que as nossas redes sem fio podem, e vão, acompanhar as necessidades do futuro.

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Supercomputador pessoal leva o poder da IA para os desktops https://diariotechnews.com.br/supercomputador-pessoal-leva-o-poder-da-ia-para-os-desktops/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=supercomputador-pessoal-leva-o-poder-da-ia-para-os-desktops Wed, 27 Aug 2025 13:00:00 +0000 https://canaltech.com.br/colunas/supercomputador-pessoal-leva-o-poder-da-ia-para-os-desktops/ Durante décadas, o termo supercomputador esteve associado a máquinas gigantescas instaladas em centros de pesquisa. Eram equipamentos que ocupavam salas inteiras, exigiam refrigeração especial e grandes investimentos. Mas isso está prestes a mudar: a ...

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Durante décadas, o termo supercomputador esteve associado a máquinas gigantescas instaladas em centros de pesquisa. Eram equipamentos que ocupavam salas inteiras, exigiam refrigeração especial e grandes investimentos. Mas isso está prestes a mudar: a era do supercomputador pessoal está chegando, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial e por uma nova geração de chips de alto desempenho.

Hoje, o supercomputador pessoal é um termo que designa o sistema de computação de alto desempenho projetado para oferecer poder de processamento significativamente maior do que um computador pessoal (PC) comum, mas com formato compacto o suficiente para ser utilizado no ambiente de trabalho ou em casa.

Embora não haja uma definição técnica exata e o termo já tenha sido usado como estratégia de marketing, especialmente nos anos 2000, ele ressurge com o avanço da IA. Mas, o que diferencia um supercomputador pessoal de um PC comum?


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Com a disseminação da inteligência artificial, podemos definir o seguinte:

Poder de processamento massivo: a principal distinção é a capacidade de realizar um número muito maior de operações por segundo (medido em FLOPS – Floating-point Operations Per Second), geralmente na casa dos teraflops ou petaflops para tarefas de IA. Um PC comum opera em gigaflops. Isso é alcançado por meio de múltiplos processadores (CPUs e, principalmente, GPUs), grandes quantidades de núcleos de processamento e arquiteturas otimizadas para computação paralela.

Memória e armazenamento superiores: possuem muito mais memória RAM e armazenamento de alta velocidade (NVMe), essenciais para lidar com grandes conjuntos de dados e modelos complexos de IA.

Foco em aplicações específicas: enquanto um PC é de uso geral, um supercomputador pessoal é otimizado para tarefas que exigem intensa computação, como:

  • Desenvolvimento de IA: treinamento, ajuste fino e inferência de modelos de aprendizado de máquina e redes neurais, incluindo grandes modelos de linguagem (LLMs).
  • Simulações científicas e de engenharia: dinâmica de fluidos, modelagem molecular, análise estrutural, previsão do tempo, pesquisa de materiais etc.
  • Análise de dados complexos: processamento e análise de grandes volumes de dados (Big Data).
  • Gráficos e renderização: em áreas como design 3D, animação e efeitos visuais.

E esse supercomputador pessoal já existe?

A resposta é sim. Recentemente, a Nvidia lançou o Project DIGITS, que se trata de um supercomputador pessoal de inteligência artificial que se destaca por sua capacidade de entregar desempenho de ponta em um formato acessível. O coração dessa inovação é o Superchip GB10 Grace Blackwell, desenvolvido em parceria com a MediaTek. Essa máquina foi concebida para permitir que cientistas de dados, pesquisadores de IA e estudantes possam prototipar, ajustar e executar modelos de linguagem massivos – com até 200 bilhões de parâmetros – diretamente em suas estações de trabalho, sem depender exclusivamente da nuvem.

Essa aproximação do poder de processamento da IA ao usuário final é um salto significativo. A arquitetura Grace Blackwell permite que o supercomputador ofereça um desempenho de IA de um petaflop, um nível de processamento que até então era sinônimo de grandes data centers. Equipado com 128 GB de memória unificada e até 4 TB de armazenamento NVMe, o dispositivo oferece a capacidade necessária para lidar com as demandas de desenvolvimento de IA contemporâneas.

A ideia por trás do Project DIGITS é simples, mas inovadora: levar o poder do supercomputador para as mãos de milhões de desenvolvedores, permitindo que a IA seja impulsionada e disseminada, democratizando o acesso à tecnologia. Com ele, é possível desenvolver modelos em um ambiente local e, uma vez prontos, implantá-los de forma transparente em infraestruturas de nuvem ou data centers. Isso cria um fluxo de trabalho contínuo e eficiente para o ciclo de vida do desenvolvimento de IA. Fabricantes de computadores como Asus, Dell e HP devem lançar seus produtos para esse mercado este ano.

Em um cenário onde a inteligência artificial se torna cada vez mais presente em todas as aplicações e indústrias, a capacidade de ter um supercomputador de IA pessoal será essencial. Ele vai empoderar a próxima geração de projetos inovadores, oferecendo as ferramentas necessárias para explorar os limites da IA.

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5G via satélite levará a internet a todos os cantos do planeta https://diariotechnews.com.br/5g-via-satelite-levara-a-internet-a-todos-os-cantos-do-planeta/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=5g-via-satelite-levara-a-internet-a-todos-os-cantos-do-planeta Fri, 11 Jul 2025 13:00:00 +0000 https://canaltech.com.br/colunas/5g-via-satelite-levara-a-internet-a-todos-os-cantos-do-planeta/ Quando falamos em conectividade 5G, a maioria das pessoas pensa em torres de transmissão, antenas instaladas em grandes centros urbanos e em um ecossistema construído com base em infraestrutura terrestre. No entanto, uma nova etapa dessa revolução dig...

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Quando falamos em conectividade 5G, a maioria das pessoas pensa em torres de transmissão, antenas instaladas em grandes centros urbanos e em um ecossistema construído com base em infraestrutura terrestre. No entanto, uma nova etapa dessa revolução digital está ganhando espaço: a 5G NTN (5G Non-Terrestrial Network), ou rede 5G não terrestre. Essa tecnologia promete levar a cobertura da rede a regiões antes inalcançáveis por soluções convencionais, como áreas remotas, zonas rurais, oceanos e regiões de desastres naturais.

A 5G NTN utiliza satélites em órbita baixa (LEO, do inglês Low Earth Orbit), balões de alta altitude e outras plataformas aéreas para complementar a infraestrutura terrestre tradicional. Isso permite que a cobertura seja ampliada sem depender exclusivamente de torres e cabos, o que se mostra estratégico em países com grandes extensões territoriais ou infraestrutura limitada.

O funcionamento é baseado na integração entre os elementos terrestres e não terrestres. Os dispositivos compatíveis conseguem alternar entre diferentes tipos de conexão de forma transparente, aproveitando a disponibilidade dos sinais, o que torna a experiência do usuário mais estável, mesmo em movimento.


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IoT e segurança

Dentro do padrão 3GPP, a solução de 5G NTN já é a primeira evolução da solução IOT NTN baseada em satélites geoestacionários que está preparada para soluções de internet das coisas que não necessitam de alta velocidade de internet. Vale lembrar que, em muitos casos, a demanda de IoT é por alta disponibilidade em relação à cobertura e não por rapidez. Com isso, ela pode ser a porta de entrada para as operadoras trazerem serviços como monitoramento e rastreamento de emergência para o mercado B2C e B2B. Exemplos? Transportadoras de equipamentos eletrônicos (muito visados por ladrões de carga) no Brasil podem ter uma cobertura muito mais abrangente de monitoramento dos caminhões que a atual.

Segundo dados da GSMA Intelligence, estima-se que mais de 25 operadoras ao redor do mundo já tenham firmado parcerias com empresas de satélite para viabilizar soluções NTN. Grandes nomes como SpaceX (com o projeto Starlink), AST SpaceMobile e Lynk Global estão nessa corrida, com soluções proprietárias. A expectativa é que os primeiros serviços comerciais mais amplos cheguem ao mercado entre 2025 e 2026. Essa variedade de projetos é positiva para o mercado, mas acredito que o futuro passa por soluções padronizadas, pois trazem escala e maior diversificação de fornecedores de dispositivos, além de permitir um roadmap claro de evolução de funcionalidades e performance.

No Brasil, a Anatel iniciou em 2023 uma tomada de subsídios para regulamentar o uso de redes não terrestres no país. Grandes operadoras já demonstraram interesse em testar soluções NTN, principalmente para ampliar o acesso à internet em áreas remotas da Amazônia e do interior do país, onde a cobertura tradicional ainda é limitada.

5G onipresente

A tecnologia 5G NTN amplia significativamente o alcance da conectividade. Ela permite que regiões antes excluídas das redes móveis – como áreas rurais, marítimas e zonas de difícil acesso – tenham acesso a serviços digitais. Também contribui para reforçar a resiliência da infraestrutura de comunicação em situações emergenciais, como catástrofes naturais ou interrupções em redes terrestres.

Além disso, a rede não terrestre pode garantir continuidade de serviços em mobilidade, como em aviões e embarcações, e atuar como complemento para as redes 4G e 5G existentes, reduzindo zonas de sombra e melhorando a qualidade da conexão em áreas menos atendidas. Do ponto de vista das empresas, a rede 5G NTN abre caminho para aplicações industriais em logística, agricultura de precisão, monitoramento ambiental e operações remotas. Já para a sociedade, representa a possibilidade de inclusão digital mais ampla e conectividade mais igualitária.

Em fevereiro de 2025, a Airbus Defence and Space, a operadora Eutelsat e a MediaTek realizaram o primeiro teste bem-sucedido do mundo da tecnologia 5G de rede não terrestre nos satélites Eutelsat OneWeb de órbita terrestre baixa (LEO). Durante o teste, um celular 5G de usuário em uma frota comercial conectou-se à rede 5G terrestre por meio do link de satélite e trocou tráfego com sucesso.

Os testes abrem caminho para a implantação do padrão 5G NTN, que resultará na futura interação entre satélites e a rede 5G terrestre em um amplo ecossistema, reduzindo o custo de acesso e permitindo o uso de banda larga via satélite para dispositivos 5G em todo o mundo.

A integração de redes não terrestres ao ecossistema 5G é um passo natural na evolução da conectividade. À medida que a demanda por acesso universal à internet cresce, tecnologias como a 5G NTN tendem a ganhar protagonismo. O futuro das telecomunicações passa não apenas pelas antenas instaladas no solo, mas também pelos satélites que orbitam o planeta. A indústria precisa estar preparada para integrar essas soluções e transformar a forma como nos conectamos.

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