Tony Tascino › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Thu, 17 Jul 2025 18:40:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Tony Tascino › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 Modernização de TI com IA: acelerando a transformação e a criação de valor https://diariotechnews.com.br/modernizacao-de-ti-com-ia-acelerando-a-transformacao-e-a-criacao-de-valor/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=modernizacao-de-ti-com-ia-acelerando-a-transformacao-e-a-criacao-de-valor Thu, 17 Jul 2025 18:40:51 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501099 O mercado de Tecnologia da Informação (TI) brasileiro está em plena ascensão, com um crescimento notável de 13,9% em 2024, superando a média global. Nesse cenário dinâmico e digital, a modernização da TI deixou de ser uma opção para se tornar uma neces...

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O mercado de Tecnologia da Informação (TI) brasileiro está em plena ascensão, com um crescimento notável de 13,9% em 2024, superando a média global. Nesse cenário dinâmico e digital, a modernização da TI deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade estratégica às empresas que buscam competitividade, agilidade e decisões mais assertivas.

Impulsionada pela IA, essa modernização vai muito além da simples migração para a nuvem: representa uma reformulação profunda de arquiteturas, processos e integrações, elevando a TI a um novo patamar de valor e protagonismo no negócio.

Mas essa relação é de mão dupla: se por um lado a IA acelera a modernização da TI com automação inteligente, análise preditiva e interfaces autônomas, por outro, é justamente uma TI modernizada, com dados acessíveis, sistemas modulares e integrações ágeis, que permite à IA (Gen AI e Agentes inteligentes) entregar todo o seu potencial para o negócio. Sem essa base renovada, a IA se torna limitada, cara e desconectada das necessidades reais da organização.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

Os 5 pilares da modernização de TI

A modernização da TI se apoia em cinco pilares fundamentais, cada um hoje significativamente impactado pela IA:

1 – Modernização de sistemas legados: este é um dos primeiros passos críticos. Sistemas antigos, muitas vezes monolíticos e inflexíveis, precisam ser transformados. Abordagens como refatoração (melhoria incremental), replatforming (migração para ambientes modernos), reengenharia (reconstrução completa) e encapsulamento (envolvimento com APIs) são essenciais. A IA generativa (LLMs) acelera esse processo, permitindo a conversão assistida de código, refatoração automatizada, geração de testes e documentação automatizada, garantindo que a TI se torne um motor de inovação, segurança e eficiência.

2 – Automação inteligente: vai muito além da simples execução de tarefas repetitivas. A automação inteligente combina tecnologias como RPA, GenIA, agentes inteligentes e automação de infraestrutura (Infrastructure as Code e pipelines CI/CD). A IA generativa já está presente em chatbots, triagem de chamados, suporte técnico automatizado e análise de dados não estruturados. Agentes inteligentes atuam como “executores inteligentes”, tomando decisões autônomas podendo ajustar fluxos de trabalho em tempo real. Práticas como DevOps, AIOps e observabilidade contínua garantem entregas frequentes, resiliência e análises preditivas, tornando a automação um pilar estratégico de competitividade e agilidade.

3 – Canais digitais inteligentes e arquitetura desacoplada:  modernizar os canais digitais significa desacoplar a experiência do cliente dos sistemas legados, evitando que o débito técnico comprometa o valor entregue.  Essa divisão ocorre como “desacoplamento funcional: separação entre front-end e back-end por meio de APIs, micro frontends e BFFs(Backend for Frontend), possibilitando evoluções rápidas, independentes e personalizadas por canal”; e “desacoplamento de dados: implementação de camadas intermediárias (como caches, data hubs e/ou event streams) que garantem acesso a dados em tempo real, sem dependência direta dos sistemas legados”. Essa arquitetura permite a modernização de legados sem impactar as jornadas dos canais digitais, e pode também viabilizar a atuação de agentes inteligentes, que podem personalizar jornadas do cliente, orquestrar fluxos entre canais, para experiências omnichannel inteligentes e adaptativas, e com maior valor entregue aos clientes.

4 – Integração ágil e aberta: essencial para prosperar no ecossistema digital, a abordagem API-first transforma funcionalidades internas em ativos reutilizáveis e simples a ser consumidos. O uso de plataformas componíveis, eventos assíncronos e barramentos de eventos (event brokers) possibilita a criação de fluxos dinâmicos de dados e serviços. Agentes inteligentes podem desempenhar um papel estratégico, exemplo monitorando APIs, detectando anomalias, reconfigurando fluxos de integração e automatizando a criação e documentação de APIs. Ferramentas de API e catálogos de serviços promovem a inovação em ecossistemas abertos, habilitando modelos platform-oriented, marketplaces etc.

5 – Modernização das informações: dados são o insumo básico da economia digital. Modernizar os dados significa criar uma arquitetura que permita acesso seguro, confiável e ágil. Adoção de abordagens como data mesh, data fabric e lakehouse promove a descentralização com controle. A criação de produtos de dados com contratos bem definidos e a exposição via APIs permitem que as informações alimentem painéis em tempo real, modelos de IA e decisões automatizadas. Agentes inteligentes podem automatizar a identificação e correção de falhas na qualidade dos dados, a integração de fontes fragmentadas e a orquestração de fluxos de dados, transformando a informação em vantagem competitiva concreta.

Como começar com sucesso e velocidade

Em contextos de alta pressão e em constante mudanças, a modernização da TI precisa começar onde o impacto no negócio é imediato. O caminho mais eficaz combina priorização inteligente, entregas rápidas e foco em valor percebido:

1. Foque no impacto

Ataque dores reais do negócio, como atendimento lento, processos manuais ou falta de dados acionáveis;

Priorize iniciativas com ganho rápido e possivelmente com baixa complexidade (ex: automações, refatoração modular, exposição de dados etc);

Use critérios claros: eficiência operacional, experiência do cliente e potencial de receita.

2. Execute com agilidade e liderança

Monte squads enxutos com TI e negócio trabalhando lado a lado;

Estabeleça ciclos curtos com metas claras, entregando valor em semanas;

Conte com liderança ativa e bem-preparada, removendo barreiras e garantindo decisões rápidas;

Reforce capacidades essenciais com talentos internos e/ou parceiros especializados.

3. Valide rápido e escale com segurança

Adote o Parallel-Run inteligente: implemente o novo em paralelo ao legado, com monitoramento e validação contínua, antes da escala definitiva do novo;

Só avance após comprovar valor real e percebido;

Escale com base no que funciona, mantendo foco e simplicidade.

Valor rápido cria tração interna e confiança para escalar. Modernizar com IA começa pelo que o negócio sente, e não pelo que a TI deseja refatorar.

Benefícios estratégicos da modernização de TI impulsionada pela IA

A modernização da TI acelerada pela IA, traz três benefícios estratégicos claros para as organizações:

Agilidade e competitividade: com sistemas mais modulares, automação inteligente e canais digitais desacoplados, as empresas ganham velocidade para inovar, lançar produtos e responder ao mercado com maior eficiência. A IA acelera ainda mais esse ciclo, tornando a adaptação contínua uma vantagem competitiva.

Eficiência operacional e redução de custos: a eliminação de redundâncias, a automação de processos (potencializada por IA) e a substituição de tecnologias obsoletas geram ganhos significativos de produtividade, além de liberar recursos para investimentos em inovação e crescimento.

Novos modelos de negócio e fontes de receita: com dados acessíveis e canais digitais integrados, as empresas podem criar produtos e serviços baseados em IA, personalizar ofertas em escala, monetizar APIs e explorar novas fontes de receita digitais, transformando a TI em um verdadeiro motor de valor e inovação.

A modernização da TI, em sinergia com a IA, é o verdadeiro alicerce estratégico para empresas nesta era cognitiva. Juntas, elas criam as condições para que as organizações se tornem mais ágeis, inteligentes e orientadas a dados, prontas para inovar de forma contínua.

A IA potencializa a modernização, e uma TI modernizada é o que permite à IA gerar valor real. Liderar essa jornada integrada é o que posiciona as empresas para um crescimento acelerado e sustentável, com capacidade de adaptação constante e protagonismo em um mercado em permanente transformação.

Tony Tascino, CTO da Engineering Brasil.

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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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Integração Cognitiva como uma nova fundação estratégica para negócios orientados por IA https://diariotechnews.com.br/integracao-cognitiva-como-uma-nova-fundacao-estrategica-para-negocios-orientados-por-ia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=integracao-cognitiva-como-uma-nova-fundacao-estrategica-para-negocios-orientados-por-ia Mon, 02 Jun 2025 12:43:25 +0000 https://tiinside.com.br/?p=498066 À medida que a Inteligência Artificial se torna o novo motor da transformação digital, as empresas estão redescobrindo os limites das arquiteturas tradicionais de integração. Uma pesquisa conduzida pela Salesforce revela que apenas 28% das aplicações, ...

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À medida que a Inteligência Artificial se torna o novo motor da transformação digital, as empresas estão redescobrindo os limites das arquiteturas tradicionais de integração. Uma pesquisa conduzida pela Salesforce revela que apenas 28% das aplicações, em média, estão integradas entre si, com 95% dos líderes de TI relatando problemas de integração que dificultam a adoção da IA. A simples automação de processos, embora eficaz no passado, não atende mais às exigências de um mercado em tempo real, onde os clientes esperam respostas personalizadas, imediatas e inteligentes.

Mais do que uma tendência, essa abordagem representa uma evolução da lógica de sistemas distribuídos. Ela combina APIs modulares com a agilidade e escalabilidade de soluções iPaaS, criando o ambiente ideal para que agentes baseados em IA operem com autonomia e inteligência. Segundo o Fortune Business Insights, o mercado global de iPaaS foi avaliado em US$ 10,7 bilhões em 2023 e deve crescer para US$ 78,2 bilhões até 2032, com uma taxa de crescimento anual (CAGR) de 25,3%.

As APIs expõem capacidades específicas dos sistemas, enquanto o iPaaS atua como uma camada de intermediação e orquestração, essencial para manter a coesão e a resiliência em ambientes críticos. De acordo com o Relatório sobre o Estado da Integração SaaS, 63% das empresas investem em integração para melhorar a retenção de clientes. Destas, 80% desenvolvem integrações internamente, 29% utilizam iPaaS incorporado, 24% adotam APIs unificadas e 21% recorrem a parceiros terceirizados. A crescente complexidade dos ambientes de TI torna indispensável essa conectividade contínua entre aplicações e sistemas.

Em setores como telecomunicações, saúde, finanças ou logística, onde falhas de integração podem gerar prejuízos severos, o iPaaS vai muito além da conectividade básica. Ele oferece visibilidade, monitoramento, retry automático, buffering, fallback e roteamento inteligente. Atua como um escudo operacional, garantindo que a comunicação entre sistemas, dados e agentes cognitivos ocorra com alta disponibilidade, segurança e consistência, mesmo diante de instabilidades.

Outro componente-chave dessa arquitetura é o MCP (Model Context Protocol), mecanismo semântico que permite a um agente navegar e manter coerência em diferentes contextos operacionais. Esses contextos incluem histórico do cliente, regras de negócio, condições técnicas da rede ou objetivos estratégicos da empresa. Ao manter essas informações organizadas e acessíveis, o MCP permite que decisões sejam não apenas precisas, mas também auditáveis, explicáveis e alinhadas com o momento atual do negócio.

Imagine, por exemplo, uma grande operadora de telecomunicações que lida diariamente com milhões de interações e variáveis técnicas. Com uma arquitetura cognitiva sustentada por APIs bem estruturadas e uma plataforma iPaaS robusta, ela pode empregar agentes inteligentes distribuídos: um monitora a qualidade da rede em tempo real, outro acompanha o comportamento do cliente, e um terceiro ajusta planos e ofertas conforme padrões de uso.

Ao detectar uma degradação de serviço, o agente de rede atualiza o contexto técnico, imediatamente acessado, via iPaaS, por um agente de atendimento, que adapta sua resposta com empatia e precisão. Simultaneamente, o agente comercial antecipa uma ação de retenção com uma oferta personalizada. Essa sincronia é possível porque todos os agentes acessam o mesmo contexto vivo, mantido pelo MCP, e se comunicam por meio de protocolos A2A (agent-to-agent) habilitados por APIs e governados pelo iPaaS. Cada agente atua com autonomia, mas dentro de uma estratégia unificada.

A beleza da integração cognitiva está na orquestração fluida e inteligente. APIs garantem sistemas acessíveis e interoperáveis; o iPaaS viabiliza a composição dinâmica com governança, rastreabilidade e segurança embutidas. O que antes era um cenário fragmentado e caótico, torna-se um ecossistema coordenado, ágil e responsivo. A infraestrutura deixa de ser apenas um suporte e passa a pensar junto com o negócio.

Empresas que investem agora em integração cognitiva, com foco em resiliência operacional, APIs bem definidas e iPaaS como camada estratégica, não apenas constroem uma base técnica robusta, mas criam um diferencial competitivo duradouro. Estão conectando sistemas, sim — mas, acima de tudo, estão capacitando decisões mais rápidas, experiências mais relevantes e operações muito mais responsivas.

Além do impacto operacional, a integração cognitiva redefine a maneira como os negócios se relacionam com o ecossistema. Em um mercado volátil e interconectado, a capacidade de reagir e se adaptar em tempo real representa um ativo estratégico. APIs implementadas com segurança e um iPaaS com governança robusta, aliados ao MCP, criam uma camada ativa de inteligência contextual que rompe silos organizacionais e potencializa a colaboração.

O que antes exigia semanas de desenvolvimento técnico agora pode ser feito em minutos, por meio de prompts de intenção. Essa nova camada de orquestração inteligente democratiza o acesso à automação, permitindo que áreas de negócio atuem com autonomia, velocidade e segurança, sem abrir mão de controle, visibilidade e resiliência.

À medida que as organizações evoluem para plataformas cognitivas, a integração, agora visível, inteligente e antifrágil, torna-se uma fonte ativa de vantagem adaptativa. Não se trata apenas de responder ao futuro, mas de moldá-lo continuamente, com agentes que pensam, aprendem e decidem com e para o negócio.

Tony Tascino, CTO da Engineering Brasil.

Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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A nova fronteira do 5G: monetização e inovação impulsionadas por APIs https://diariotechnews.com.br/a-nova-fronteira-do-5g-monetizacao-e-inovacao-impulsionadas-por-apis/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-nova-fronteira-do-5g-monetizacao-e-inovacao-impulsionadas-por-apis Wed, 14 May 2025 21:10:22 +0000 https://tiinside.com.br/?p=496917 A introdução da tecnologia 5G prenuncia uma revolução na conectividade como a conhecemos, viabilizando velocidades ultra-rápidas e latência mínima. Estudos da IDC indicam que a tecnologia deve movimentar US$ 25,5 bilhões no Brasil até o final do ano, c...

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A introdução da tecnologia 5G prenuncia uma revolução na conectividade como a conhecemos, viabilizando velocidades ultra-rápidas e latência mínima. Estudos da IDC indicam que a tecnologia deve movimentar US$ 25,5 bilhões no Brasil até o final do ano, considerando apenas a impulsão de tecnologias como inteligência artificial, Big Data & Analytics, computação em nuvem, segurança, realidade aumentada/virtual, robótica e IoT.

Contudo, o potencial transformador desta tecnologia para operadoras e empresas de telecomunicações, setor que marcou um crescimento de 5,2% em 2024, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), transcende a mera oferta de incrementos nas capacidades existentes, residindo na habilidade de reconceituar a própria rede como uma plataforma dinâmica para negócios e inovação. A viabilização desse valor essencial depende de um elemento tecnológico fundamental: as Interfaces de Programação de Aplicações (APIs).

Tradicionalmente, as redes de telecomunicações operaram majoritariamente como canais de transporte de dados, com a monetização centrada primordialmente na comercialização de planos de dados e conectividade. A tecnologia 5G, entretanto, representa uma expansão radical dessa perspectiva.

Suas características intrínsecas, como a capacidade de fatiamento da rede (Network Slicing), a computação de borda (Edge Computing) e o controle granular da Qualidade de Serviço (QoS), capacitam as operadoras a prover muito mais do que o simples acesso à rede, elas podem oferecer capacidades específicas da rede sob demanda.

A rede como plataforma

Neste contexto, as APIs assumem um papel central. Ao expor funcionalidades específicas da rede 5G por meio de interfaces seguras e padronizadas, as operadoras convertem sua infraestrutura em uma plataforma programável.

Essa abordagem permite que desenvolvedores e empresas de variados setores requisitem recursos de rede conforme suas necessidades específicas, mediante modelos de pagamento por uso ou planos dedicados, estabelecendo, assim, novas e substanciais fontes de receita para o setor de telecomunicações.

As aplicações práticas dessa abordagem são diversas e abrangentes. No setor de entretenimento, por exemplo, empresas de jogos em nuvem ou metaverso podem solicitar, via API, latência ultra-baixa e banda garantida especificamente durante sessões de uso intensivo ou interações virtuais, assegurando uma experiência superior ao usuário final.

Na área da saúde digital, setor que já aumentou seus investimentos em TI em mais de 40% em 2024, segundo a TechTarget, um hospital poderia requisitar, em tempo real, uma fatia de rede com prioridade máxima e segurança reforçada para procedimentos como cirurgias remotas ou a transmissão de dados críticos de pacientes, garantindo a indispensável confiabilidade.

O espectro de funcionalidades passíveis de exposição via API é amplo, incluindo, entre outras, o controle de latência, a geolocalização aprimorada, a priorização e reserva de banda, o acesso a recursos de edge computing para processamento local, e a implementação de modelos de faturamento flexíveis integrados diretamente às aplicações.

Consequentemente, a monetização pode se concretizar por meio de pagamento por uso (pay-per-use), subscrição de planos que garantem Níveis de Acordo de Serviço (SLAs) específicos, ou por meio de integrações que permitem o faturamento direto ao consumidor final pela aplicação que consome o recurso de rede.

Perspectivas futuras

Entretanto, a viabilidade deste modelo em escala global depende intrinsecamente da padronização. Uma eventual fragmentação, na qual cada operadora exporia suas APIs de forma proprietária e distinta, constituiria uma barreira significativa para desenvolvedores e empresas que almejam criar soluções interoperáveis e universais. Ciente deste desafio, a indústria mobilizou-se por meio da iniciativa Open Gateway, liderada pela GSMA.

Este esforço colaborativo é fundamental para a definição de padrões globais para as APIs de rede. Ao estabelecer um framework comum, o Open Gateway objetiva simplificar substancialmente o desenvolvimento e a adoção comercial dessas novas capacidades, acelerando a inovação em todo o ecossistema.

É inegável que a concretização plena desta visão enfrenta obstáculos. A adoção pelo mercado ainda se encontra em seus estágios incipientes, questões regulatórias demandam navegação criteriosa, e a complexidade inerente à exposição e gestão segura e eficiente destas APIs requer conhecimento especializado e plataformas tecnológicas adequadas. Contudo, a trajetória evolutiva do setor aponta inequivocamente para a transformação da rede em uma plataforma de serviços viabilizada por APIs.

Tony Tascino, CTO da Engineering Brasil.

Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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