Victor Ramos › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Wed, 30 Jul 2025 16:35:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Victor Ramos › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 IA para poucos? A capacitação em inteligência artificial precisa ser uma agenda de base https://diariotechnews.com.br/ia-para-poucos-a-capacitacao-em-inteligencia-artificial-precisa-ser-uma-agenda-de-base/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ia-para-poucos-a-capacitacao-em-inteligencia-artificial-precisa-ser-uma-agenda-de-base Wed, 30 Jul 2025 16:35:05 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501896 Enquanto as grandes corporações contratam consultorias para redesenhar suas arquiteturas de dados com IA generativa, a realidade de milhares de micro e pequenas empresas brasileiras é outra: falta conexão, falta estrutura e, acima de tudo, falta gente ...

The post IA para poucos? A capacitação em inteligência artificial precisa ser uma agenda de base first appeared on Diario Tech News.

]]>

Enquanto as grandes corporações contratam consultorias para redesenhar suas arquiteturas de dados com IA generativa, a realidade de milhares de micro e pequenas empresas brasileiras é outra: falta conexão, falta estrutura e, acima de tudo, falta gente treinada. A inteligência artificial se consolida como o principal motor de produtividade da próxima década, mas seu acesso e aplicação ainda estão restritos a quem tem tempo, dinheiro e equipe técnica.

A promessa da IA como alavanca de competitividade só se concretiza se ela for, antes, uma política de base. E isso passa por um tema que tem sido negligenciado: capacitação escalável e inclusiva.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

Um estudo recente do Institute of Coding mostra que apenas 12% das PMEs investiram em treinamento em IA até agora. Ainda mais alarmante é o fato de que 52% das empresas citam a falta de habilidades internas como principal obstáculo para adoção de soluções baseadas em inteligência artificial. Não é uma lacuna técnica. É uma lacuna de acesso

A discussão sobre IA tem girado em torno de aplicações sofisticadas: copilotos de código, automações em marketing, diagnósticos médicos por imagem, modelos generativos para conteúdo. Mas para o pequeno empreendedor, o desafio ainda é entender como aplicar IA na prática: como organizar dados, automatizar tarefas repetitivas, classificar clientes, priorizar atendimento ou mesmo entender como uma planilha preditiva funciona

Sem essa ponte entre o conceito e a aplicação acessível, a IA se transforma em mais uma fronteira de exclusão produtiva. Fala-se em transformação digital, mas para muitos, trata-se ainda de alfabetização digital

E o paradoxo é evidente: o público que mais se beneficiaria de produtividade e automação, como autônomos, pequenas lojas, negócios locais e startups early stage, é o que menos tem acesso ao conhecimento necessário para usar a tecnologia.

Boa parte das soluções em IA já está disponível em ferramentas que as PMEs já usam: WhatsApp, Google Workspace, ferramentas de CRM, plataformas de e-commerce. O desafio não é ensinar inteligência artificial em profundidade. É ensinar como utilizar IA no contexto do negócio, com linguagem simples, exemplos reais e formato sob demanda.

Estamos falando de um tipo de capacitação mais próxima do operacional do que do acadêmico. Cursos longos, caros e excessivamente técnicos não atendem essa camada. O que se precisa são modelos de aprendizado modulares, rápidos, gratuitos ou de baixo custo, que ensinem o essencial com aplicabilidade imediata.

É aqui que entram os microcursos, os treinamentos sob demanda e as trilhas de conhecimento adaptáveis à realidade do pequeno empreendedor.

Empresas que oferecem soluções com IA embutida precisam assumir a responsabilidade de educar os seus usuários finais. Criar assistentes inteligentes e interfaces acessíveis não é suficiente se o usuário não entende o potencial da ferramenta.

As big techs, fintechs e marketplaces que hoje se beneficiam da inteligência artificial como diferencial competitivo deveriam liderar o movimento de capacitação prática com conteúdo, eventos, tutoriais, programas de certificação simplificados e incentivo ao uso estruturado. O retorno disso, inclusive, é comercial: quanto mais bem treinado o cliente, mais valor ele extrai da plataforma. E mais fidelização se gera.

Se antes a exclusão era o acesso à tecnologia, hoje é a capacidade de usá-la com consciência. Essa nova exclusão é perigosa porque mina a competitividade de milhões de negócios que ainda sustentam economias locais, cadeias regionais e empregos de base.

A inteligência artificial não pode ser um privilégio corporativo. Ela precisa ser uma ferramenta coletiva de transformação econômica. Isso só será possível quando capacitar for parte da entrega e não uma externalidade.

Se queremos um país mais produtivo, mais competitivo e mais conectado com o futuro, a base empresarial precisa ter o direito de entender, testar e aplicar IA no seu próprio ritmo e no seu próprio contexto. Porque no fim das contas, não existe transformação tecnológica sem inclusão cognitiva.

Victor Ramos, CPTO da Zavii Venture Builder.

Siga TI Inside no LinkedIn e fique por dentro das principais notícias do mercado.

Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

The post IA para poucos? A capacitação em inteligência artificial precisa ser uma agenda de base first appeared on Diario Tech News.

]]>
A startup não quebrou, nasceu errada. Como criar produtos que sobrevivem ao teste do tempo? https://diariotechnews.com.br/a-startup-nao-quebrou-nasceu-errada-como-criar-produtos-que-sobrevivem-ao-teste-do-tempo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-startup-nao-quebrou-nasceu-errada-como-criar-produtos-que-sobrevivem-ao-teste-do-tempo Wed, 11 Jun 2025 22:39:14 +0000 https://tiinside.com.br/?p=498690 A busca por velocidade muitas vezes se sobrepõe à construção de fundamentos sólidos. É comum ver produtos sendo lançados às pressas, com o objetivo de validar hipóteses o quanto antes, mesmo que isso signifique comprometer a estrutura necessária para o...

The post A startup não quebrou, nasceu errada. Como criar produtos que sobrevivem ao teste do tempo? first appeared on Diario Tech News.

]]>

A busca por velocidade muitas vezes se sobrepõe à construção de fundamentos sólidos. É comum ver produtos sendo lançados às pressas, com o objetivo de validar hipóteses o quanto antes, mesmo que isso signifique comprometer a estrutura necessária para o futuro. Mas essa urgência mal direcionada tem um custo: muitos produtos até conseguem tração inicial, mas não resistem ao tempo porque foram concebidos sem visão de sustentabilidade.

Um levantamento do Startup Genome Project, com mais de 3.200 startups, revelou que elas levam, em média, de duas a três vezes mais tempo para validar seu mercado do que os fundadores inicialmente preveem. Por isso, o MVP costuma durar mais do que o planejado.

Para entender o impacto, vale conceituar dívida técnica: uma metáfora cunhada por Ward Cunningham que compara atalhos de codificação a contrair dívidas financeiras. Assim como as dívidas geram juros, um código mal estruturado cobra seu preço em forma de retrabalho e lentidão futura. A “dívida” é a deficiência interna que torna mais difícil evoluir o sistema, e o esforço extra para adicionar novas funcionalidades é o “juros” pago por essa dívida. Em outras palavras, quanto mais remendos e “gambiarras” no MVP, mais caro e lento será para evoluir o produto depois.

E não se trata apenas da qualidade do código, do UX ou da aderência ao mercado. É, acima de tudo, uma questão de mentalidade. Mentalidade que precisa equilibrar ousadia e disciplina, experimentação e arquitetura, inovação e legado. Porque criar um produto que sobrevive ao tempo não é apenas lançar algo novo. É construir algo que, mesmo mutável, possui fundações sólidas o suficiente para suportar crescimento, adaptação e relevância.

O erro mais comum de quem inicia um novo produto está na própria interpretação do MVP. Muitos o enxergam como um “produto descartável”, uma versão hackeada apenas para testar uma hipótese. Mas MVP é um ensaio consciente. Ele deve nascer simples, mas com vocação para evoluir. O MVP existe para validar um problema real com uma proposta de valor viável. Quando o tratamos como algo jogado fora depois da validação, estamos ignorando a oportunidade de construir sobre bases evolutivas.

Startups que falham nesse ponto acabam se enredando em um ciclo perverso: lançam uma primeira versão cheia de gambiarras, validam parcialmente um problema, atraem algum interesse inicial e, no momento de escalar, se veem obrigadas a refazer praticamente tudo: sistema, arquitetura, modelo de dados, estratégia de produto. Nesse momento, o time já está cansado, os recursos são limitados, e a confiança está fragilizada. A dívida técnica vira dívida existencial.

Um caso emblemático foi o Friendster, rede social pioneira anterior ao Facebook. Por volta de 2003, o Friendster explodiu em usuários, mas sua arquitetura não acompanhou: páginas chegavam a demorar 40 segundos para carregar, e a experiência degradada fez os usuários migrarem em massa para concorrentes como MySpace. A liderança do Friendster subestimou os problemas técnicos, discutindo novos recursos e parcerias enquanto o site mal funcionava. O resultado: apesar do pioneirismo, o Friendster foi ultrapassado e praticamente desapareceu – uma lição dolorosa de que ignorar a escalabilidade e performance pode custar a empresa inteira.

Por isso, desenvolver produtos sustentáveis exige uma mudança no olhar desde o primeiro dia. Não se trata de criar uma solução robusta demais para uma startup iniciante. Mas é crucial adotar desde o início a mentalidade de produto digital sustentável, equilibrando velocidade de lançamento com bases sólidas para crescer. Isso significa implementar o Mínimo Produto Viável (MVP) sem abrir mão do Mínimo de Arquitetura Viável. Em outras palavras, é desenvolver apenas o essencial em funcionalidades mas também em arquitetura, garantindo que o produto possa evoluir sem reescrever tudo do zero.

O time fundador precisa se envolver profundamente nas decisões de produto. Quando um líder de tecnologia participa ativamente do desenho do MVP, as decisões já são tomadas com base em premissas de arquitetura mínima viável, com padrões que suportam modularidade, reuso, e integração futura. A escolha do stack tecnológico, do modelo de banco de dados, do sistema de autenticação. Tudo isso, mesmo que simples, pode ser pensado de forma escalável.

Criar um produto que sobrevive ao teste do tempo é um ato de responsabilidade. É entender que toda linha de código escrita hoje será um legado: para o time, para os clientes, para o negócio. É saber que o perfeccionismo impede o avanço, e que a pressa compromete o caminho.

Victor Ramos, CPTO da Zavii Venture Builder.

Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

The post A startup não quebrou, nasceu errada. Como criar produtos que sobrevivem ao teste do tempo? first appeared on Diario Tech News.

]]>