Wagner Martin › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Fri, 01 Aug 2025 18:20:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Wagner Martin › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 Revolução digital nos serviços financeiros: uma nova experiência ao cliente https://diariotechnews.com.br/revolucao-digital-nos-servicos-financeiros-uma-nova-experiencia-ao-cliente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=revolucao-digital-nos-servicos-financeiros-uma-nova-experiencia-ao-cliente Fri, 01 Aug 2025 18:20:52 +0000 https://tiinside.com.br/?p=502081 A digitalização tem sido a força motriz de uma transformação sem precedentes no setor financeiro, redefinindo a maneira como os clientes interagem com seus bancos e como o mercado opera. Longe de ser uma tendência passageira, a ascensão dos canais fina...

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A digitalização tem sido a força motriz de uma transformação sem precedentes no setor financeiro, redefinindo a maneira como os clientes interagem com seus bancos e como o mercado opera. Longe de ser uma tendência passageira, a ascensão dos canais financeiros digitais – como aplicativos bancários, carteiras digitais e pagamentos instantâneos – está moldando um novo paradigma de conveniência, eficiência e acessibilidade.

A prova mais contundente dessa revolução reside no crescimento exponencial das carteiras digitais. Segundo o estudo “The Global Payments Report 2025” da Worldpay, em 2024, as carteiras digitais foram responsáveis por impressionantes 66% dos gastos globais no e-commerce, totalizando US$ 6,8 trilhões. No varejo físico, sua participação atingiu 38% dos gastos globais em pontos de venda, superando US$ 37,8 trilhões. As projeções para o futuro são ainda mais ambiciosas: espera-se que, até 2030, esses valores alcancem US$ 47,3 trilhões globalmente, correspondendo a 79% das transações tanto no e-commerce quanto em pontos de venda. Essa trajetória de crescimento, com previsão de um aumento anual composto de 8% no e-commerce e 4% em pontos de venda até 2030, solidifica as carteiras digitais como um pilar fundamental do consumo moderno.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

No cenário brasileiro, o Pix é o exemplo mais emblemático do poder da digitalização. Durante a Black Friday de 2024, o valor transacionado via Pix disparou 120,7%, atingindo 130 bilhões de reais, um salto significativo em comparação aos 58,9 bilhões de reais do ano anterior. Os dados do Banco Central confirmam a adesão massiva, com o número de transações saltando de 136,3 milhões para 239,9 milhões, estabelecendo um novo recorde diário. Tudo isso nos mostra que o Pix não é apenas um método de pagamento – é um ecossistema que simplificou e agilizou as transações financeiras para milhões de brasileiros, tornando-se um componente essencial do dia a dia.

O futuro dos pagamentos digitais promete ainda mais inovações. Tecnologias como biometria e reconhecimento facial estão sendo desenvolvidas para tornar os pagamentos ainda mais rápidos, seguros e integrados à experiência do usuário, eliminando a necessidade de senhas e cartões físicos. Paralelamente, a ascensão dos Superapps – aplicativos que agregam múltiplos serviços, incluindo funcionalidades financeiras – está facilitando a vida dos consumidores ao centralizar diversas necessidades em uma única plataforma.

Além dos canais de pagamento, a transformação digital é impulsionada por pilares tecnológicos como o Open Finance, que promove o compartilhamento de dados financeiros de forma segura e consentida, fomentando a inovação e a concorrência. E a Inteligência Artificial (IA), como discutido anteriormente, está otimizando processos internos, aprimorando a segurança e personalizando a oferta de serviços.

Para os consumidores, os benefícios dessa digitalização são claros:  facilidade de acesso a serviços financeiros a qualquer hora e em qualquer lugar, segurança aprimorada por tecnologias avançadas, eficiência nas transações e na gestão financeira e redução de custos operacionais que podem ser repassados.

Diante desse cenário dinâmico, a grande questão é: como as instituições financeiras tradicionais e as fintechs estão se adaptando? As instituições legadas estão investindo pesado em transformação digital, modernizando suas infraestruturas e lançando seus próprios aplicativos e plataformas digitais para competir com a agilidade das fintechs. Por outro lado, as fintechs continuam a inovar, focando em nichos específicos, oferecendo soluções disruptivas e desafiando o status quo com modelos de negócios mais enxutos e centrados no cliente. A colaboração entre esses dois mundos, por meio de parcerias e aquisições, também se mostra um caminho promissor para acelerar a inovação e expandir o alcance dos serviços digitais.

Portanto, a digitalização dos serviços financeiros não é apenas uma tendência, mas uma realidade consolidada que está fundamentalmente redefinindo a experiência do cliente e o panorama do mercado. A contínua evolução tecnológica e a crescente demanda por conveniência e eficiência prometem um futuro ainda mais conectado e inovador para o setor financeiro.

Wagner Martin, VP de Relações Institucionais da Veritran.

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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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Open Finance no Brasil: com o amadurecimento da fase quatro, o que esperar para o futuro? https://diariotechnews.com.br/open-finance-no-brasil-com-o-amadurecimento-da-fase-quatro-o-que-esperar-para-o-futuro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=open-finance-no-brasil-com-o-amadurecimento-da-fase-quatro-o-que-esperar-para-o-futuro Fri, 20 Jun 2025 14:50:18 +0000 https://tiinside.com.br/?p=499242 Acompanhando o desenrolar e todo o desenvolvimento Open Banking no Brasil, que iniciou em 2021, e, após 18 meses do início da fase 4, a última etapa desse marco que simboliza, não apenas uma evolução técnica, mas, uma transformação estrutural no setor ...

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Acompanhando o desenrolar e todo o desenvolvimento Open Banking no Brasil, que iniciou em 2021, e, após 18 meses do início da fase 4, a última etapa desse marco que simboliza, não apenas uma evolução técnica, mas, uma transformação estrutural no setor financeiro, conseguimos ver o enorme potencial desse sistema.

O que começou como Open Banking, limitado ao compartilhamento de informações bancárias, evoluiu para o Open Finance, abrangendo seguradoras, cooperativas de crédito e outras instituições financeiras. A transição para essa etapa trouxe uma mudança crucial: enquanto a Fase 3 abriu as portas para o compartilhamento de dados bancários e regulamentou o processo, a Fase 4 rompeu essas fronteiras para integrar todo o ecossistema financeiro. 

Essa expansão gerou oportunidades para o chamado Embedded Finance, ou finanças embutidas, permitindo que empresas de diversos setores, como seguros e varejo, criassem suas próprias carteiras digitais e até bancos próprios, integrando serviços financeiros diretamente em seus modelos de negócios. Essa ampliação refletiu uma abordagem mais inclusiva, impulsionando a interoperabilidade e a democratização dos serviços financeiros.   

A interoperabilidade é uma das maiores promessas do Open Finance. Essa transformação no negócio gerou um grande ecossistema econômico, no qual o usuário pode escolher qual plataforma usar para ter acesso a todos os seus serviços, mesmo de instituições diferentes. Embora essa realidade já seja possível, em parte, a adesão e o entendimento do público ainda são desafios significativos.   

O Open Finance é um motor para a desconcentração bancária, aumentando a competitividade e motivando as instituições a oferecerem melhores condições e serviços. Com o controle dos dados nas mãos dos consumidores, bancos e fintechs competem para oferecer a melhor proposta, reduzindo custos e promovendo a inclusão financeira. Essa descentralização já está mostrando frutos, mas o verdadeiro impacto ainda está por vir, à medida que o sistema amadurece.   

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

Sob outro ponto de vista, o Open Finance pode ser considerado a padronização de conexão entre pessoas, empresas, bancos e instituições financeiras. Neste momento, o mercado está experimentando o que pode ser feito com esses dados e como explorar essa teia interconectada. Atualmente, os bancos e fintechs competem para ser a primeira opção ou o aplicativo favorito de cada cliente, em um movimento batizado de principalidade. Em outras palavras, é ser o primeiro banco que as pessoas pensam quando precisam de serviços financeiros. 

O próximo passo dessa revolução será a introdução da moeda digital brasileira, o Drex. Enquanto o Pix deu a mobilidade da transferência, o Open Finance conectou os mercados e instituições financeiras, permitindo maior acessibilidade. Agora, a terceira adaptação deste processo será automatizar as finanças com a moeda digital. Ela vai condicionar operações, desde simples pagamentos recorrentes, como um aluguel, até a realização de contratos inteligentes, que incluem itens avulsos, como a retenção de caução e a devolução pós-assinatura. O Drex será o terceiro elemento do conceito de Invisible Banking, no qual as finanças funcionarão também como meio e não apenas para um fim específico.  

O cenário atual 

Apesar dos avanços, o Open Finance ainda não atingiu todo o seu potencial. A adoção dos consumidores é lenta e muitos desconhecem as vantagens de compartilhar dados. Além disso, as instituições financeiras estão apenas começando a explorar as possibilidades, faltando uma base histórica robusta para embasar decisões estratégicas. Esse histórico refere-se ao comportamento do cliente, ou seja, qual é a grande tendência econômica que vai orientar o investimento em Open Finance.  

No momento, ainda estamos tateando essas possibilidades e ainda não chegamos perto da totalidade da capacidade que o Open Finance vai proporcionar na vida cotidiana das pessoas. A previsão é de que essa curva de adoção levará cerca de uma década para amadurecer, similar ao que aconteceu com o Internet Banking no passado.   

Olhando para o futuro, veremos a ascensão do “Beyond Banking”, como detalhei no artigo anterior, em que os bancos se transformam em plataformas multifuncionais, oferecendo serviços que vão além das finanças tradicionais. Essa tendência seguirá se desenvolvendo e vai guiar a atenção de bancos e fintechs para este ano. O movimento contrário, com as finanças embutidas, também se fará cada vez mais presente no futuro e veremos crescer o número de lojas com a sua própria carteira digital, ou empresas de seguro com seu próprio banco, entre outros exemplos. Inclusive, os clientes podem levar sua principalidade para a carteira digital de um grande varejo ou de um grande seguro.  

O Open Finance está redefinindo o setor financeiro no Brasil. Embora ainda estejamos no início dessa jornada, o potencial é imenso. A inovação, a inclusão e a concorrência impulsionadas por essa iniciativa oferecem um vislumbre de um futuro financeiro mais democrático, ágil e acessível para todos. O ano de 2025 está sendo crucial para consolidar essas transformações e preparar o terreno para um ecossistema financeiro verdadeiramente integrado. 

Wagner Martin, VP de Relações Institucionais da Veritran no Brasil.

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Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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