Infraestrutura › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br Suas notícias diárias em alta de tecnologia! Tue, 09 Sep 2025 19:49:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://diariotechnews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-miniatura-site-32x32.png Infraestrutura › Diario Tech News https://diariotechnews.com.br 32 32 ODATA anuncia financiamento verde histórico e estabelece novo padrão para data centers na América Latina https://diariotechnews.com.br/odata-anuncia-financiamento-verde-historico-e-estabelece-novo-padrao-para-data-centers-na-america-latina/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=odata-anuncia-financiamento-verde-historico-e-estabelece-novo-padrao-para-data-centers-na-america-latina Tue, 09 Sep 2025 19:49:41 +0000 https://tiinside.com.br/?p=504497 A ODATA, uma empresa Aligned Data Centers líder na construção e operação de data centers na América Latina, anuncia financiamento verde de US$ 1,02 bilhão voltado para investimentos em infraestrutura sustentável de data centers. Com esse aporte - o mai...

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A ODATA, uma empresa Aligned Data Centers líder na construção e operação de data centers na América Latina, anuncia financiamento verde de US$ 1,02 bilhão voltado para investimentos em infraestrutura sustentável de data centers. Com esse aporte – o maior com o selo sustentável já realizado para data centers na América Latina – a ODATA atinge um total de US$ 2,25 bilhões em financiamentos, fortalecendo ainda mais sua base financeira para atender à crescente demanda por infraestrutura de nuvem e inteligência artificial, mantendo os mais altos padrões de sustentabilidade

“Essa conquista histórica, que representa a maior emissão de financiamento sustentável para data centers na América Latina, permitiu à ODATA construir uma estrutura financeira sólida. Com esses recursos de alta qualidade, estamos extremamente bem-posicionados para impulsionar a expansão da infraestrutura digital de nossos clientes em toda a região”, afirma Rafael Bomeny, CFO da ODATA. “Esse financiamento verde também reforça nossa missão de contribuir para o desenvolvimento sustentável da América Latina, liderando a adoção de tecnologias inovadoras que promovem um futuro mais eficiente para nossos clientes e comunidades.”

O novo financiamento foi concedido por um consórcio de instituições financeiras, entre elas Apterra, BNP Paribas, Crédit Agricole CIB, Deutsche Bank, MUFG Bank, Ltd., Natixis Corporate and Investment Banking, Nomura, Societe Generale e SMBC. Os recursos serão destinados a projetos de data centers que atendam aos mais altos padrões de sustentabilidade, incluindo metas de eficiência energética, uso de energia renovável e práticas de construção sustentáveis. Além disso, a ampliação desse financiamento fortalece a posição de liderança da ODATA no mercado latino-americano de data centers. Ele apoiará o crescimento da companhia em mercados-chave da região – Brasil, México, Chile e Colômbia – garantindo que esses países tenham acesso a uma infraestrutura de TI de classe mundial, capaz de sustentar o crescimento sustentável da computação em nuvem e da inteligência artificial.

“A sustentabilidade é uma prioridade para a ODATA. Além de grandes investimentos em energia renovável, adotamos projetos que buscam os mais altos níveis de eficiência energética sem desperdício de água. Com esse novo financiamento verde, podemos continuar contribuindo para o desenvolvimento da infraestrutura digital da América Latina com os mais altos padrões de sustentabilidade”, acrescenta Bomeny.

Pioneira em estratégia energética, a ODATA é o primeiro data center hyperscale da América Latina a autoproduzir 100% de energia renovável no Brasil. A empresa também introduziu recentemente na região a exclusiva tecnologia de resfriamento por ar Delta Cube (Delta³), desenvolvida e patenteada pela controladora Aligned Data Centers. Projetada para suportar cargas elétricas de alta densidade, a solução é capaz de resfriar até 50kW por rack na mesma fileira e está pronta para integração com sistemas avançados de resfriamento líquido. Essas iniciativas reforçam o compromisso da ODATA com a inovação e sustentabilidade na infraestrutura digital da América Latina.

Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais

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Fórum de Smart Grid debate a digitalização das redes de energia https://diariotechnews.com.br/forum-de-smart-grid-debate-a-digitalizacao-das-redes-de-energia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=forum-de-smart-grid-debate-a-digitalizacao-das-redes-de-energia Thu, 31 Jul 2025 14:14:57 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501980 As transformações em curso no setor elétrico brasileiro ganharão protagonismo na 17ª edição do Fórum Latino-Americano de Smart Grid, que será realizada nos dias 4 e 5 de agosto, em São Paulo. O evento reunirá presidentes de empresas, especialistas do s...

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As transformações em curso no setor elétrico brasileiro ganharão protagonismo na 17ª edição do Fórum Latino-Americano de Smart Grid, que será realizada nos dias 4 e 5 de agosto, em São Paulo. O evento reunirá presidentes de empresas, especialistas do setor público e privado, reguladores e provedores de tecnologia para discutir os novos rumos da energia no país e na América Latina.

A pauta deste ano é extensa diz Cyro Boccuzzi, CEO da ECOee e organizador do evento. “Entre os principais temas estão a antecipação da renovação das concessões de distribuição, os novos modelos de remuneração que devem emergir com as mudanças no papel das distribuidoras e a necessidade de aumentar a resiliência das redes diante de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes e intensos”

Um dos pontos centrais da discussáo será a obrigatoriedade de digitalização das redes elétricas brasileiras até 2035, conforme prevê a Portaria MME 111/25. Isso inclui a instalação de medidores inteligentes, a adoção de sistemas avançados de gerenciamento de distribuição (ADMS) e a criação de uma infraestrutura digital robusta para suportar uma rede elétrica mais dinâmica e descentralizada.

“Estamos entrando em uma nova era. A digitalização, combinada com o uso de inteligência artificial, permitirá operar as redes com mais eficiência, identificar padrões de consumo, antecipar falhas e oferecer novos serviços ao consumidor”, afirma Boccuzzi. “Essa transformação vai além da tecnologia: é uma mudança de modelo de negócio e de cultura regulatória.”

Veja também: Liderança que protege: o papel do CEO na segurança da informação

A IA, segundo o consultor, está começando a ser utilizada tanto para a automação administrativa quanto para operações em tempo real, como o monitoramento de transformadores e o gerenciamento proativo de redes. “A partir dos dados gerados pelos novos medidores, será possível até mesmo personalizar ofertas de energia, como no futuro vender o serviço de refrigeração ao invés de quilowatt-hora”, exemplifica.

Ele também alerta para os cuidados necessários na adoção da tecnologia: “Em aplicações críticas como o setor elétrico, é preciso evitar os riscos das chamadas alucinações da IA, que podem levar a decisões erradas. É necessário controle, validação e responsabilidade”, enfatiza.

Usinas reversíveis 

Outro destaque do fórum será o debate sobre as Usinas de Armazenamento Bombeado (UABs), também conhecidas como hidrelétricas reversíveis. Trata-se de uma tecnologia dominada e já viável economicamente, que pode ajudar o sistema elétrico a lidar com a intermitência das fontes renováveis, como a solar e a eólica.

Essas usinas funcionam como baterias gigantes: utilizam energia excedente em horários de baixa demanda para bombear água de um reservatório inferior para um superior, gerando eletricidade nos momentos de pico. “Elas oferecem um serviço essencial de flexibilidade sistêmica, não de geração contínua. São capazes de estabilizar a rede em segundos, algo vital num cenário com cada vez mais fontes intermitentes”, explica Boccuzzi.

Projetos de UABs já estão sendo estudados no Brasil com foco em uso eficiente da água, implantação rápida e baixo impacto ambiental. “São reservatórios do tamanho de pesqueiros, não grandes represas. E ainda conseguem competir com térmicas e até com baterias em certos contextos”, completa.

Abertura do mercado e desafios tarifários 

A partir de 2026, consumidores de baixa tensão poderão entrar no mercado livre de energia, o que aumentará a concorrência e exigirá novos serviços das distribuidoras. “Com a digitalização, uma distribuidora deixará de vender energia para operar a rede e prover serviços ao consumidor. É uma mudança radical”, diz Boccuzzi.

Nesse novo ambiente competitivo, empresas de telecomunicações e bancos — que já têm relacionamento direto com milhões de clientes — poderão, por exemplo,  entrar no mercado oferecendo pacotes de energia, como já ocorre com outros tipos de serviços,  como seguros e serviços financeiros.

Porém, o desafio será conciliar essa transição com a sustentabilidade econômica das tarifas. “Hoje as tarifas já estão pressionadas. O setor precisa de políticas públicas de longo prazo, espaço para investimentos e uma reorganização da cadeia de custos. Não adianta digitalizar sem viabilidade financeira”, alerta.

Resiliência climática 

Os eventos extremos, como os recentes no Rio Grande do Sul e em São Paulo, também entram na pauta. Segundo Boccuzzi, muitas das redes de distribuição e transmissão não foram projetadas para suportar as temperaturas e os esforços mecânicos atuais. “Transformadores que antes operavam a 25°C agora enfrentam picos de 50°C, reduzindo sua vida útil.”

A aplicação de gêmeos digitais — réplicas virtuais de ativos da rede — e sensores de campo pode evitar falhas catastróficas. “Já temos sistemas capazes de detectar, por exemplo, um galho encostando na fiação, antes de gerar um curto ou um apagão”, diz.

Com a antecipação das concessões, 19 das 31 maiores distribuidoras já têm horizonte para investir em digitalização. Estima-se que até 2028 sejam necessários mais de R$ 350 bilhões em investimentos no setor.

“Vamos precisar instalar 90 milhões de medidores inteligentes. É um desafio de engenharia, logística e regulação. Mas também uma oportunidade única de transformar a matriz elétrica brasileira”, resume Boccuzzi.

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Schneider Electric aposta na digitalização para revolucionar a eficiência energética https://diariotechnews.com.br/schneider-electric-aposta-na-digitalizacao-para-revolucionar-a-eficiencia-energetica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=schneider-electric-aposta-na-digitalizacao-para-revolucionar-a-eficiencia-energetica Thu, 31 Jul 2025 12:00:25 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501906 Branded content- A eficiência energética tem se consolidado como uma das abordagens mais viáveis para tornar a indústria menos poluidora e mais resiliente. As atividades industriais são responsáveis por 24% do total de emissões globais de gases de efei...

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Branded content- A eficiência energética tem se consolidado como uma das abordagens mais viáveis para tornar a indústria menos poluidora e mais resiliente. As atividades industriais são responsáveis por 24% do total de emissões globais de gases de efeito estufa, de acordo com a UEPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos), impacto equivalente ao de todos os meios de transporte somados. Apesar do cenário extremamente preocupante, especialistas indicam que ainda é possível reverter os danos causados ao meio ambiente se as empresas agirem imediatamente.

Fabio Castellini, diretor da divisão de Power Systems da Schneider Electric para o Brasil, defende que é preciso pensar em soluções de longo prazo. Na visão dele, o caminho para tornar a indústria mais eficiente começa já na fase de projeto. “É possível incluir tecnologias com menores níveis de emissão desde a concepção das plantas, reduzir o carbono incorporado e criar um modelo sustentável desde o início”, explica.

Esse tipo de abordagem faz parte da estratégia central da Schneider Electric, uma empresa global que atua na digitalização da gestão de energia e automação industrial. Desde 2005, a empresa monitora suas atividades com indicadores sustentáveis e vem desenvolvendo soluções para tornar suas operações e as de seus clientes cada vez mais alinhadas às com as metas globais para reverter os danos climáticos. A empresa tem como objetivo evitar a emissão de 800 milhões de toneladas de CO2 por meio de soluções digitais e inteligentes.

Uma das principais ferramentas nesse processo de transformação são as plataformas de monitoramento e controle, como o EPMS (Sistemas de Monitoramento de Energia) e o SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition). Com elas, é possível acompanhar, em tempo real, o consumo de energia, detectar picos de demanda, integrar fontes renováveis, corrigir falhas de potência e otimizar a estratégia de compra de energia. Tudo isso resulta em uma operação mais eficiente, com menos desperdício e menor risco de paradas inesperadas.

A digitalização também impacta diretamente a manutenção dos equipamentos. Com informações mais precisas e contínuas, as indústrias conseguem prever a necessidade de reparos antes que os problemas se agravem ou, em outras situações, evitar paradas e manutenções desnecessárias — uma prática que reduz custos e aumenta a disponibilidade dos ativos, com consequente melhora da produtividade.

Outro benefício das soluções energéticas modernas é a possibilidade de tornar as instalações industriais mais autossuficientes. O uso de fontes renováveis em conjunto com microgrids, por exemplo, oferece maior segurança no fornecimento de energia mesmo em momentos de instabilidade. Segundo Castellini, essas soluções têm se tornado cada vez mais acessíveis, impulsionadas por incentivos regulatórios e avanços tecnológicos.

Apesar de muitas empresas ainda associarem sustentabilidade a altos custos, os dados mostram o contrário. Estudos da Schneider Electric indicam que o retorno sobre o investimento em projetos de eficiência energética ocorre, em média, entre 18 e 20 meses, um período considerado curto diante dos ganhos de longo prazo que esses projetos proporcionam.

Além da tecnologia, há outro fator essencial nesse processo: o engajamento dos profissionais. “Para que a eficiência energética se consolide como um valor, é necessário o comprometimento de todos na organização, do CEO ao operador de planta”, reforça o diretor. Programas de conscientização e capacitação são considerados pilares fundamentais para transformar o uso consciente de energia em uma prática habitual e duradoura.

A Schneider Electric, reconhecida duas vezes como a empresa mais sustentável do mundo pela Corporate Knights, e líder na lista das “Empresas Mais Sustentáveis do Mundo em 2024”, realizada pela revista Time/Statista, estabeleceu metas ambiciosas em seu programa de impacto para o período de 2021 a 2025. Entre elas, alcançar 80% da receita proveniente de soluções verdes e treinar 1 milhão de pessoas em gestão de energia.

Em uma realidade em que os desafios ambientais e operacionais andam lado a lado, a eficiência energética deixou de ser apenas uma opção e passou a ser uma estratégia de sobrevivência e vantagem competitiva para a indústria.

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MP para incentivos a data centers pode gerar questionamentos sobre o conceito de exportação   https://diariotechnews.com.br/mp-para-incentivos-a-data-centers-pode-gerar-questionamentos-sobre-o-conceito-de-exportacao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mp-para-incentivos-a-data-centers-pode-gerar-questionamentos-sobre-o-conceito-de-exportacao Fri, 25 Jul 2025 20:54:34 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501675 A Medida Provisória (MP) nº 1.307/2025, que estabelece os critérios para instalação de data centers em Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), pode ser alvo de questionamentos. A medida possibilita que empresas do setor de infraestrutura digital, ...

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A Medida Provisória (MP) nº 1.307/2025, que estabelece os critérios para instalação de data centers em Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), pode ser alvo de questionamentos. A medida possibilita que empresas do setor de infraestrutura digital, como o de data centers, fundamentais para a economia digital e para serviços exportáveis, passem a ter acesso ao regime especial, a incentivos tributários e aduaneiros tradicionalmente oferecidos a empreendimentos industriais voltados à exportação.

De acordo com Renato Chiappim de Almeida, Head de Direito Bancário do escritório Paschoini Advogados, a Constituição Federal prevê a não incidência de contribuições sociais sobre receitas de exportação (art. 149, §2º, I), mas não detalha o que se entende por “exportação”, especialmente quando se trata de serviços. “Embora o STF já tenha reconhecido, em casos específicos, a isenção tributária para serviços efetivamente prestados ao exterior, o caso dos data centers é mais complexo. Isso porque suas operações, muitas vezes, atendem simultaneamente clientes no Brasil e fora dele, o que pode dificultar a identificação da parcela efetivamente exportada”, afirma.

Sem uma regulamentação clara sobre o que configura a exportação de serviços, especialmente os digitais, há espaço para alegações de uso indevido dos benefícios ou de desvio da finalidade do regime das ZPEs. “Assim, embora a iniciativa seja compatível com os novos modelos econômicos, sua segurança jurídica depende de normas complementares e de como os órgãos de controle e o Judiciário interpretarão essa ampliação no conceito de exportação”, explica o advogado.

Para garantir que os data centers instalados em ZPEs realmente se enquadrem nas exigências legais, será essencial comprovar que ao menos 80% da receita bruta dessas empresas vem de serviços prestados a clientes no exterior. “Como os serviços prestados por data centers são intangíveis — como armazenamento em nuvem, processamento de dados e hospedagem —, a comprovação da exportação exigirá mecanismos mais sofisticados de controle”, diz.

Entre os documentos que devem ser utilizados, estão contratos firmados com empresas estrangeiras, comprovantes de pagamento em moeda estrangeira, notas fiscais e registros de operações em sistemas oficiais. Também será necessário desenvolver modelos de contabilidade segregada que permitam separar de forma clara os serviços prestados ao exterior daqueles realizados para o mercado interno.

Além disso, será importante adotar ferramentas tecnológicas para rastrear as operações, como logs de acesso, controles de geolocalização e auditorias baseadas em padrões internacionais, como as certificações ISO 27001 ou ISAE 3402. A regulamentação infralegal, a ser elaborada por órgãos como a Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior, deverá definir os critérios técnicos e operacionais para garantir essa comprovação de forma objetiva.

A entrada de data centers nas ZPEs representa uma oportunidade promissora para que o Brasil se torne um polo digital de destaque, aproveitando sua posição estratégica entre continentes e o crescimento da demanda global por infraestrutura de dados. “Com incentivos fiscais, essas zonas podem atrair grandes empresas de tecnologia, gerar empregos qualificados e estimular o avanço da inovação.”, explica.

Veja também: Liderança que protege: o papel do CEO na segurança da informação

No entanto, Almeida acredita que esse cenário também traz desafios. Um dos principais riscos é a concentração de benefícios fiscais em grandes grupos internacionais, o que pode prejudicar a competitividade de empresas menores, especialmente as que operam fora das ZPEs. Além disso, pode haver uma migração de empresas de estados que hoje oferecem regimes próprios de incentivo — como São Paulo, Minas Gerais ou Rio Grande do Sul — para as ZPEs, afetando a arrecadação de tributos como ICMS e ISS nesses locais.

Essa situação pode gerar disputas entre União, estados e municípios, com riscos de guerra fiscal, judicializações e insegurança jurídica para os investidores. “Por isso, é fundamental que o avanço desse modelo seja acompanhado por um esforço de coordenação federativa, com diálogo entre os entes públicos para alinhar os diferentes regimes e garantir um ambiente estável, atrativo e sustentável para os investimentos no setor digital.”

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Pela primeira vez, mais da metade da população acessa a internet pela TV https://diariotechnews.com.br/pela-primeira-vez-mais-da-metade-da-populacao-acessa-a-internet-pela-tv/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pela-primeira-vez-mais-da-metade-da-populacao-acessa-a-internet-pela-tv Thu, 24 Jul 2025 21:14:15 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501578 Em 2024, entre os 188,5 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade do país, 89,1% (ou 168,0 milhões) utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses. O meio de acesso indicado pelo maior número de pessoas foi, destacadamente,...

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Em 2024, entre os 188,5 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade do país, 89,1% (ou 168,0 milhões) utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses. O meio de acesso indicado pelo maior número de pessoas foi, destacadamente, o telefone móvel celular (98,8%), seguido, em menor medida, pela televisão (53,5%), pelo microcomputador (33,4%) e pelo tablet (8,3%). Os dados são do módulo anual da PNAD Contínua sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), divulgado (24) hoje pelo IBGE. Leia também as notícias sobre tecnologias da informação e comunicação nos domicílios e sobre a posse de telefone celular para uso pessoal.

Entre 2023 e 2024, houve aumento de pessoas que utilizaram a televisão e o tablet para acessar a Internet (3,7 p.p. e 0,7 p.p., respectivamente) e redução do uso do microcomputador (-0,8 p.p.).

O acesso à Internet por meio do microcomputador declinou de 63,2%, em 2016, para 46,2%, em 2019, até atingir 33,4% em 2024, o menor valor da série histórica. No entanto, entre os estudantes de curso superior ou de pós-graduação, mais de ¾ acessaram a Internet por meio de microcomputador em ambas as redes de ensino: 77,4% da rede pública e 77,5% da rede privada.

Já o percentual de pessoas que acessaram a Internet por meio de aparelho televisor subiu de 11,3%, em 2016, para 32,2%, em 2019, até alcançar em 2024, pela primeira vez, mais da metade dos usuários (53,5%). O uso do tablet, por sua vez, apresentou uma tendência de queda entre 2016 e 2022, manteve-se estável em 2023, e apresentou uma pequena variação positiva em 2024.

Para Gustavo Fontes, analista da pesquisa, “no período abrangido pela pesquisa, observamos mudanças importantes no uso de equipamentos para acessar a Internet. Houve um crescimento substancial do uso da televisão para esse fim, ultrapassando, em 2024, mais da metade dos usuários da Internet, o que pode refletir, entre outros fatores, o avanço das plataformas de streaming. Por outro lado, o uso do computador para acessar a Internet tem apresentado uma tendência de queda desde o início da série, apesar de uma desaceleração dessa tendência observada a partir de 2023. Entre os estudantes, já se verificou, em 2024, uma interrupção da queda no uso do computador para acessar a Internet”.

Em 2024, enquanto 72,9% dos estudantes da rede privada acessavam a Internet pelo microcomputador, esse percentual foi de apenas 29,2% entre os estudantes da rede pública. O percentual de utilização de televisão para acessar a Internet chegou a 72,6% para estudantes da rede privada, também superior ao observado entre estudantes da rede pública (53,2%).

O telefone móvel celular foi o principal equipamento utilizado para acessar a Internet pelos estudantes tanto na rede pública (97,2%) quanto na rede privada (98,6%).

Desigualdade de acesso à internet por cor ou raça diminui

A desigualdade de acesso à Internet por cor ou raça vem se reduzindo ao longo da série. Em 2024, o percentual de pessoas brancas que utilizaram a Internet no período de referência foi de 90,0%, um pouco maior que o estimado para pessoas de cor ou raça preta (88,4%) e parda (88,6%). Em 2016, as diferenças eram mais expressivas: 72,6% das pessoas brancas, 63,9% das pretas e 60,3% das pardas haviam utilizado a Internet.

Em relação ao sexo, 89,8% das mulheres utilizaram a Internet em 2024, um pouco acima do percentual apresentado pelos homens (88,4%). Por nível de instrução, o grupo de pessoas sem instrução (46,0%) apresentava um percentual de uso da Internet bastante inferior ao dos demais grupos de escolaridade, com destaque para aqueles com ensino superior incompleto (97,9%) e com superior completo (97,2%).

Utilização da internet entre os idosos mostra o maior crescimento

Em 2024, o percentual de pessoas que utilizaram a Internet, no período de referência, no grupo etário de 10 a 13 anos foi de 84,8%. Esse percentual cresceu sucessivamente nas faixas etárias subsequentes e alcançou 96,4% no grupo de 25 a 29 anos. Em seguida, a proporção de usuários declinou até 89,9%, no grupo de 50 a 59 anos, e 69,8% entre os idosos (60 anos ou mais).

O aumento do percentual de pessoas que utilizaram a Internet, entre 2019 e 2024, foi bastante expressivo no grupo etário de 60 anos ou mais: de 44,8% para 69,8% (expansão de 25,0 p.p.), seguido pelo grupo de 50 a 59 anos: de 74,4% para 89,9% (mais 15,5 p.p.). Em relação a 2023, esses grupos também apresentaram as maiores expansões no percentual de usuários da Internet (3,8 p.p. e 1,9 p.p., respectivamente).

92,4% dos estudantes acessaram a internet em 2024

Em 2024, o percentual de pessoas que utilizaram a Internet foi de 92,4% no grupo dos estudantes e de 88,4% entre os não estudantes. Em relação ao ano anterior, houve maior aumento do uso da Internet entre os não estudantes (1,3 p.p.) enquanto entre os estudantes a alta foi de 0,5 p.p.

Enquanto 97,0% dos estudantes da rede privada utilizaram a Internet em 2024, esse percentual entre os estudantes da rede pública de ensino foi de 90,0%.

Entre os estudantes do ensino fundamental, 94,2% dos estudantes da rede privada e 85,4% da pública utilizaram a Internet (diferença de 8,8 p.p.). No entanto, entre os estudantes do ensino médio, os percentuais foram, respectivamente, 95,9% e 96,7%, uma diferença de apenas 0,8 p.p. Entre aqueles que cursavam o ensino superior ou pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) as proporções de acesso estavam próximas da universalidade nas duas redes de ensino (98,0% dos estudantes da rede privada e 98,4% da pública utilizaram a Internet).

Proporção de acesso diário à Internet chega a 95,2% em 2024

Em 2024, entre as pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram Internet no período de referência dos últimos três meses, 95,2% usavam de forma habitual todos os dias; 1,9% utilizavam quase todos os dias (cinco ou seis dias por semana); 2,4%, de uma a quatro vezes por semana; e apenas 0,6% utilizavam com uma frequência inferior a uma vez por semana.

A PNAD Contínua passou a investigar, a partir de 2022, a frequência com que as pessoas normalmente utilizavam a Internet. O percentual de pessoas que utilizavam a Internet diariamente, de forma habitual, passou de 93,4%, em 2022, para 94,3%, em 2023, até 95,2%, em 2024.

Acesso a bancos foi a finalidade de uso da Internet que mais cresceu 

O percentual de pessoas que acessaram a Internet para conversar por chamadas de voz ou vídeo manteve-se como a finalidade mais informada, alcançando 95,0% dos usuários em 2024. Essa proporção teve uma oscilação positiva de 0,4 p.p. em relação a 2023 (94,6%) e cresceu 3,6 p.p frente a 2019 (91,4%). A segunda finalidade mais relatada de uso da Internet foi enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail (90,2%). Essa utilização recuou 0,9 p.p. frente a 2023 (91,1%) e também caiu 5,6 p.p. ante 2019 (95,8%).

Outras finalidades apontadas por mais da metade dos usuários da Internet foram: assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes (88,5%); usar redes sociais (84,2%); ouvir músicas, rádio ou podcast (83,5%); acessar bancos ou outras instituições financeiras (71,2%); ler jornais, notícias, livros ou revistas pela Internet (68,9%); e enviar ou receber e-mails (60,8%).

As demais atividades realizadas pela Internet investigadas na pesquisa abrangiam menos da metade dos usuários: comprar ou encomendar bens ou serviços (48,1%); usar algum serviço público (38,8%); jogar (30,2%); e vender ou anunciar bens ou serviços (12,3%).

De 2022 a 2024, as finalidades de acesso à internet que mais cresceram foram: acesso a bancos e instituições financeiras (de 60,1% para 71,2% dos usuários), comprar ou encomendar bens ou serviços (de 42,0% para 48,1%) e usar algum serviço público (de 33,4% para 38,8%). Gustavo Fontes avalia: “Algumas finalidades de uso da Internet tiveram uma expansão importante de 2022 a 2024, como acessar bancos ou outras instituições financeiras, por exemplo. Em apenas dois anos, houve um aumento de 22 milhões de pessoas no contingente que usou a Internet para acessar bancos. Outras finalidades de uso da Internet em crescimento foram comprar ou encomendar bens ou serviços (quase 13 milhões de pessoas a mais) e usar algum serviço público (expansão de mais de 11 milhões de pessoas)”.

10,5% dos usuários acessaram a Internet gratuita de locais públicos

Em 2024, 10,5% das pessoas que utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses afirmaram ter acessado o serviço gratuitamente em estabelecimentos públicos de educação (como escolas e universidades) e bibliotecas públicas (frente a 8,9% em 2022 e 10,2% em 2023).

A proporção de estudantes que utilizaram o acesso gratuito à Internet em estabelecimentos públicos de educação e bibliotecas públicas foi de 29,6% em 2024, 2,5 p.p. acima de 2023 (27,1%). Entre os estudantes da rede pública, pouco mais de 1/3 (34,3%) dos que utilizaram Internet no período de referência acessaram o serviço de forma gratuita em escolas, universidades ou bibliotecas públicas. Em 2023, esse percentual foi de 30,5%.

Analisando por curso frequentado, entre os estudantes da rede pública que utilizaram a Internet, 27,4% dos estudantes do ensino fundamental, 39,3% do ensino médio e 52,3% do ensino superior ou pós-graduação acessaram a Internet gratuitamente em escolas, universidades ou bibliotecas públicas em 2024. Houve aumento para todos os grupos em relação a 2023, cujos percentuais eram, respectivamente, de 25,3%, 33,9% e 45,5%.

No país, 30,9% dos estudantes da rede pública (independentemente de terem ou não acessado a Internet no período de referência) acessaram a Internet em escolas, universidades ou bibliotecas públicas no último ano, o que representa uma expansão de 3,6 p.p. em relação a 2023, quando o percentual era de 27,2%. Em 2022, primeiro ano da série para esse indicador, o percentual foi 23,9%.

Privacidade e segurança estão entre os principais motivos para crianças não usarem a Internet

Em 2024, 10,9% das pessoas de 10 anos ou mais de idade (ou 20,5 milhões de pessoas) não utilizaram a Internet no período de referência, frente a 12,0% em 2023 e 20,5% em 2019. Os dois motivos mais apontados para não acessar a internet foram não saber utilizar (45,6%) e não ter necessidade (28,5%). Os motivos seguintes foram econômicos (serviço de acesso à Internet era caro, bem como equipamento eletrônico necessário era caro) e somavam 10,9%. A falta de tempo foi apontada por 4,3% das pessoas e a preocupação com privacidade ou segurança, por 3,8%.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

Entre os que não acessaram a internet em 2024, 73,4% eram sem instrução ou com ensino fundamental incompleto e 52,1% tinham 60 anos ou mais de idade.

Para a população de 60 anos ou mais, os principais motivos foram não saber utilizar a Internet (66,1%), e falta de necessidade (22,1%). Já as crianças de 10 a 13 anos eram 8,6% dos que não utilizaram a internet, o segundo recorte etário mais numeroso, e seus principais motivos foram a falta de necessidade (33,9%) e a preocupação com privacidade ou segurança (22,5%). Este segundo motivo pode refletir receio por parte dos pais ou responsáveis. Destacam-se também os motivos econômicos desse grupo mais jovem: equipamento eletrônico necessário era caro (9,3%) e serviço de acesso à Internet era caro (8,9%).

Gustavo ressalta que “no período de 2022 a 2024 foi observado que, entre as pessoas mais novas e entre os estudantes que não usaram a Internet, a parcela de pessoas que relataram a preocupação com privacidade ou segurança como principal motivo para não acessar a Internet aumentou, ano a ano, o que tende a refletir, sobretudo no caso de crianças e adolescentes, uma preocupação dos pais ou responsáveis. Já os motivos de ordem financeira têm perdido participação.”

Mais sobre a pesquisa

Desde 2016, o módulo anual de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua analisa o acesso à Internet e à televisão e a posse de telefone móvel celular para uso pessoal, com detalhamento geográfico para Brasil e Unidades da Federação. Acesse o material de apoio e a publicação completa para mais informações.

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Remessas mundiais de PCs aumentaram 4,4% no segundo trimestre de 2025, diz Gartner https://diariotechnews.com.br/remessas-mundiais-de-pcs-aumentaram-44-no-segundo-trimestre-de-2025-diz-gartner/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=remessas-mundiais-de-pcs-aumentaram-44-no-segundo-trimestre-de-2025-diz-gartner Tue, 22 Jul 2025 20:21:39 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501384 As remessas mundiais de PCs totalizaram mais de 63 milhões de unidades no segundo trimestre de 2025, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com os resultados preliminares do Gartner.

“No segundo trimestre de 2025, a demand...

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As remessas mundiais de PCs totalizaram mais de 63 milhões de unidades no segundo trimestre de 2025, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com os resultados preliminares do Gartner.
“No segundo trimestre de 2025, a demanda das empresas superou a dos consumidores, sustentada pelas migrações para o Windows 11 e pelas renovações de desktops da era pandêmica, enquanto as renovações dos consumidores diminuíram, pois os compradores adiaram as compras”, diz Rishi Padhi, diretor de Pesquisa do Gartner.
“A previsão é de que as remessas de PCs cresçam 2,4% em 2025, impulsionadas por um aumento de estoque antecipado devido às tarifas no primeiro semestre do ano nos Estados Unidos, e por ciclos contínuos de substituição do Windows 11 no resto do mundo. No segundo semestre de 2025, espera-se que o crescimento das remessas se estabilize à medida que os fornecedores reduzem o estoque em resposta à demanda, possivelmente criando excesso de inventário até o fim do ano.
“Em uma perspectiva regional, as remessas de PCs na América do Norte caíram 0,5% no segundo trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado”, diz Padhi. “O mercado total de PCs na Ásia-Pacífico (APAC) permaneceu estável ano a ano, o que representa uma ligeira melhora após trimestres consecutivos de declínio. Enquanto isso, o mercado de PCs da Europa, Oriente Médio e África (EMEA) cresceu 5,3% ano a ano.
Isso ilustra sinais de uma recuperação modesta e uma demanda sazonal mais forte do que o normal. O ciclo de atualização para o Windows 11 continua sendo um fator importante, principalmente para a substituição de desktops. No entanto, o aumento esperado nas compras de novos dispositivos foi moderado, pois muitas empresas optaram por atualizar os PCs existentes para o Windows 11 em vez de investir em novo hardware.”
Não houve grandes mudanças nas classificações dos cinco principais fornecedores em todo o mundo no segundo trimestre de 2025. A Lenovo registrou o maior crescimento nas remessas globais de PCs entre os cinco principais fornecedores, com 13,9% ano a ano.
Estimativas preliminares de remessas globais de unidades de PCs por fornecedor para o 2º Trimestre de 2025 (milhares de unidades)
Empresa
Remessas 2º Trimestre de 2025
Participação de Mercado 
2º Trimestre de 2025 (%)
Remessas 
2º Trimestre de 2024
Participação de Mercado 
2º Trimestre de 2024 (%)
Crescimento 
2º Trimestre de 2025 – 2º Trimestre de 2024 (%)
Lenovo
17.038
26,9
14.956
24,7
13,9
HP Inc.
14.124
22,3
13.692
22,6
3,2
Dell
9.832
15,6
10.140
16,7
-3,0
Apple
5.699
9,0
5.026
8,3
13,4
ASUS
4.486
7,1
4.128
6,8
8,7
Outras
12.045
19,1
12.598
20,8
-4,4
Total 
63.225
100,0
60.541
100,0
4,4
Notas: Os dados incluem desktops e notebooks equipados com Windows, MacOS e Chrome OS. Todos as informações são estimativas baseadas em um estudo preliminar. As estimativas finais estão sujeitas a alterações. As estatísticas são baseadas em remessas para os canais de venda. Os números podem não somar os totais mostrados devido ao arredondamento. 
Fonte: Gartner (Julho 2025) 

 

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AMD aposta em novos processadores Ryzen para crescer no mercado brasileiro https://diariotechnews.com.br/amd-aposta-em-novos-processadores-ryzen-para-crescer-no-mercado-brasileiro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=amd-aposta-em-novos-processadores-ryzen-para-crescer-no-mercado-brasileiro Tue, 22 Jul 2025 13:10:10 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501329 Em meio à transformação digital acelerada pela inteligência artificial (IA), o mercado de computadores pessoais tem uma nova oportunidade de crescimento. Segundo Alfio Fioravanti, Gerente de Vendas ao Cliente da AMD Brasil, os novos processadores AMD R...

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Em meio à transformação digital acelerada pela inteligência artificial (IA), o mercado de computadores pessoais tem uma nova oportunidade de crescimento. Segundo Alfio Fioravanti, Gerente de Vendas ao Cliente da AMD Brasil, os novos processadores AMD Ryzen PRO com arquitetura “Zen 5” e IA embarcada estão mudando a forma como empresas operam, trazendo ganhos reais em produtividade, segurança e eficiência energética.

Fioravanti disse que a presença da AMD está cada vez mais sólida no Brasil. “Quando entrei na AMD, em 2016, era o início de uma virada. Hoje, com os Ryzen IA série 300, a transformação é completa — não só em potência de processamento, mas na maneira como os dispositivos interagem com as necessidades de negócio”, destaca.

A nova geração de processadores da AMD traz um diferencial claro: as NPUs (Unidades de Processamento Neural), responsáveis por otimizar o uso da inteligência artificial diretamente no hardware. “A NPU atua como um cérebro auxiliar dentro do sistema. Ela reconhece automaticamente as cargas de trabalho baseadas em IA e direciona o processamento, aliviando a CPU e garantindo fluidez mesmo em multitarefas intensas”, explica Fioravanti.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

Esse tipo de arquitetura — que distribui inteligentemente os esforços entre CPU, GPU e NPU — se mostra essencial para rodar aplicações modernas, como copilotos de produtividade, automações por IA e análises de dados em tempo real. “Sem NPU, o consumo de energia aumenta muito e a performance da CPU fica comprometida. Por isso, a integração nativa de IA é uma revolução para o mercado corporativo”, afirma.

Além da inteligência embarcada, os processadores Ryzen PRO vêm equipados com tecnologias de segurança de ponta, como o Microsoft Pluton — um recurso de proteção a nível de hardware. “A AMD foi a primeira a integrar o Pluton em seus chips. É uma solução que nasceu da própria Microsoft, com foco em proteger contra ataques físicos e lógicos, e já está presente em nossos processadores há quase dois anos”, revela.

Ele destaca que a linha PRO é pensada especialmente para o ambiente corporativo. “Quando se vê a sigla PRO nos nossos produtos, isso significa não só desempenho, mas um pacote completo de segurança, gerenciamento remoto e estabilidade. É o que os CIOs hoje buscam.”

Eficiência energética como vantagem competitiva

Com o aumento do custo da energia e a urgência das metas ESG, a eficiência energética se tornou uma questão estratégica para as empresas — e a AMD se antecipou a essa demanda. “No passado, a AMD era criticada por aquecer muito. Hoje, invertemos essa percepção graças à arquitetura Zen, que entrega performance com menor consumo. Temos exemplos reais de notebooks de outros fabricantes gerando calor a ponto de causar desconforto físico nas pessoas — algo que não acontece com nossos equipamentos”, relata o executivo.

Segundo ele, o desenvolvimento de processadores hoje obedece a um “triângulo de excelência”: alta performance, baixo consumo e operação silenciosa. “Não adianta um processador ser rápido e esquentar demais, ou ser eficiente e barulhento. A AMD conseguiu balancear isso.”

Visão estratégica para o Brasil

Com uma atuação crescente no país, a AMD aposta fortemente na produção local e nas parcerias com OEMs globais e nacionais, como HP, Lenovo, Dell, Positivo e Datem. “Desde 2017, as grandes fabricantes apostam na AMD. No Brasil, temos produção local em parceria com todas elas, o que viabiliza preços mais competitivos e agilidade na entrega.”

A estrutura comercial da empresa também evoluiu. Hoje, sob a liderança de Fioravanti, a AMD Brasil conta com uma equipe dedicada para o segmento client (notebooks, desktops e workstations), além de gerentes de canal e parcerias com integradores, distribuidores e revendas. “O modelo de Device as a Service (DaaS) tem ganhado força, principalmente no setor privado, com canais especializados oferecendo locação com gestão completa do parque tecnológico”, comenta.

Ryzen IA 300: o próximo passo

Para o mercado brasileiro, o próximo grande movimento será a chegada do Ryzen IA série 300, com IA nativa, ainda em 2025. “No Brasil, estamos trabalhando hoje com a série 7000 para notebooks e a série 8000 para desktops. A introdução da linha IA 300 será um ponto de virada, principalmente para as empresas que buscam incorporar IA nos seus fluxos operacionais”, antecipa.

Segundo ele, a demanda por PCs com IA tende a crescer exponencialmente. “A performance aumenta, o consumo reduz, e os ganhos em produtividade são perceptíveis. Softwares que antes consumiam muito da CPU agora são delegados à NPU, o que muda completamente a experiência do usuário”, afirma.

A AMD também está investindo no topo da cadeia de IA com suas GPUs Instinct MI300, que atualmente suportam a infraestrutura de projetos como o DeepSeek, e soluções de IA generativa em larga escala. “Nosso portfólio vai do data center ao endpoint, com IA presente em todas as camadas”, reforça.

Ao ser questionado sobre a volatilidade do câmbio, um dos principais entraves históricos do setor, Fioravanti admite o impacto, mas destaca o amadurecimento do mercado. “A oscilação do dólar cria incertezas, sim, mas a melhor forma de superá-las é entregando produto. A cliente testa, vê o valor, e fideliza. A tecnologia da AMD fala por si”, conclui.

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Eletronet vai ancorar novo data center da Atlantic em Recife https://diariotechnews.com.br/eletronet-vai-ancorar-novo-data-center-da-atlantic-em-recife/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=eletronet-vai-ancorar-novo-data-center-da-atlantic-em-recife Mon, 21 Jul 2025 20:51:18 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501260 A Eletronet será a primeira operadora a estabelecer conexão direta com o data center Recife1, da Atlantic Data Centers, que está em construção com inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2026. Esta movimentação   posiciona a Eletronet como um...

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A Eletronet será a primeira operadora a estabelecer conexão direta com o data center Recife1, da Atlantic Data Centers, que está em construção com inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2026. Esta movimentação   posiciona a Eletronet como um catalisador do tráfego de dados deste data center para os grandes centros de consumo e interconexão, com um olhar especial para Fortaleza e São Paulo, que funcionam como os principais centros de tráfego do Brasil.

A parceria garante que a infraestrutura de alta criticidade da Atlantic já nasça com uma conexão de alta performance e resiliência, atendendo imediatamente às demandas de um mercado em constante evolução. Ao ser a primeira empresa de telecom a confirmar sua presença dentro deste novo ponto de interconexão na capital pernambucana, a Eletronet demonstra sua confiança e visão de futuro neste novo projeto.

Com foco em atender às demandas de um mercado em constante e rápida transformação, o data center Recife1, da Atlantic, surgirá como um pilar estratégico na região, para diversas frentes, incluindo grandes empresas de tecnologia e nuvem (como big techs), corporações dos setores de saúde, indústria, finanças e games, além de governos e empresas em processo de expansão digital. Para esses players, o acesso a conteúdos, aplicações em nuvem e serviços críticos exige uma infraestrutura de conectividade de ponta, marcada por performance, segurança e resiliência.

Nesse contexto crucial, a escolha da Eletronet como a primeira operadora para interligar o data center não foi por acaso. A operadora se destaca justamente por empregar em sua robusta malha óptica a tecnologia OPGW (Optical Ground Wire), uma solução que oferece segurança e confiabilidade inigualáveis. Construída integrada às linhas de transmissão de energia elétrica, essa rede não apenas minimiza drasticamente os riscos de interrupção, mas também garante rotas com baixíssima latência. Para os usuários desse data center, essa combinação tecnológica da Eletronet se traduz em um acesso ininterrupto a serviços essenciais, garantindo que o novo hub de Recife opere com o máximo de eficiência e disponibilidade desde o primeiro momento. A Eletronet possui mais de 17 mil Km de rede de fibra ótica em 18 estados do Brasil e já está presente em 18 dos maiores data centers do país.

Conforme destacado por Joselito Bergamaschine, COO da Atlantic Data Centers, o Recife1 está destinado a ser um “pilar estratégico” para um espectro diversificado de clientes. A presença da Eletronet desde o “Dia Zero” do data center é crucial para que essa visão se concretize, pois ela assegura que a capacidade de interconexão necessária para suportar tais demandas esteja plenamente disponível para os clientes da Atlantic. “Admiramos muito a Eletronet pela altíssima capacidade da rede, pela sua robustez e pela abrangência nacional e internacional.  A Eletronet será um alavancador fundamental para o Recife1”.

Veja também: Executivas do Bradesco falam sobre como acelerar a inovação com IA e a importância da infraestrutura na estratégia digital

Cassio Lehmann, CRO (Chief Revenue Officer) da Eletronet, reitera a sinergia entre as duas companhias: “Estamos muito entusiasmados com esta parceria. A conexão com o novo data center da Atlantic é um passo fundamental para expandir a conectividade da Eletronet aos principais Data Centers do Brasil, alinhado com a estratégia de nos integrarmos a hubs de tecnologia e oferecer nossos serviços de conectividade para potenciais clientes do Recife1”.

Essa parceria estratégica entre Eletronet e Atlantic Data Centers representa um marco fundamental, consolidando a sinergia e a visão compartilhada de impulsionar a infraestrutura digital do Brasil. Ao unir a capacidade de um dos mais modernos data centers do país em Recife com a robustez e a resiliência da rede Eletronet, essa colaboração não apenas eleva o data center da Atlantic a um novo patamar de conectividade, mas também garante que o Nordeste esteja ainda mais conectado aos principais hubs nacionais, catalisando a transformação digital e a inovação em todo o território nacional.

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Scala Data Centers fecha acordo de investimento imobiliário no valor de R$ 224,6 milhões https://diariotechnews.com.br/scala-data-centers-fecha-acordo-de-investimento-imobiliario-no-valor-de-r-2246-milhoes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=scala-data-centers-fecha-acordo-de-investimento-imobiliario-no-valor-de-r-2246-milhoes Mon, 21 Jul 2025 20:43:58 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501253 A Scala Data Centers concluiu a maior transação de sale and leaseback (SLB) já registrada no setor de data centers no Brasil. O acordo, no valor de R$ 224,6 milhões (US$ 40,8 milhões), envolve a unidade hyperscale da Scala em São João do Meriti, no Rio...

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A Scala Data Centers concluiu a maior transação de sale and leaseback (SLB) já registrada no setor de data centers no Brasil. O acordo, no valor de R$ 224,6 milhões (US$ 40,8 milhões), envolve a unidade hyperscale da Scala em São João do Meriti, no Rio de Janeiro, abrangendo tanto o terreno quanto o edifício. A Scala continuará operando integralmente o local.

A transação foi executada por meio de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) estruturado pela Alianza, parceira estratégica da Scala, com capital proveniente da recém-anunciada Joint Venture de US$ 150 milhões com um grande investidor institucional internacional.

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A Joint Venture foi criada para apoiar investimentos de infraestrutura de longo prazo no Brasil. Pelo acordo, 70% dos ativos, incluindo o imóvel e parte dos equipamentos instalados, foram transferidos ao fundo, enquanto os 30% restantes permanecem sob controle da Scala, garantindo continuidade operacional plena, direitos de governança e alinhamento estratégico entre operadora e investidor.

Pioneira na adoção do modelo sale and leaseback no setor de data centers da América Latina, a Scala reforça sua credibilidade com a conclusão bem-sucedida de sua segunda operação do tipo, ambas realizadas em parceria com a Alianza. Esse novo acordo estabelece um novo padrão de referência no cenário de infraestrutura digital da região e também marca a primeira transação da nova Joint Venture de investimentos da Alianza dedicada à infraestrutura digital, evidenciando o crescente interesse global por plataformas escaláveis e energeticamente eficientes no Brasil.

Localizado na região metropolitana do Rio de Janeiro, o site da Scala em São João do Meriti está estrategicamente posicionado próximo a importantes centros de conectividade e demanda hyperscale. A instalação é abastecida com 100% de energia renovável certificada, refletindo o compromisso da Scala com a sustentabilidade e fortalecendo sua reputação como empresa responsável e em crescimento.

O acordo também inclui previsões contratuais para futuras expansões da capacidade de TI do edifício, permitindo que a Scala amplie suas operações no mesmo local, enquanto a Alianza mantém seu papel como investidor imobiliário. A estrutura contratual garante governança compartilhada, flexibilidade de longo prazo e resiliência.

Com o avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e de cargas de trabalho intensivas em dados, a América Latina está emergindo como um polo crítico para a infraestrutura digital global.

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Tecnologia que automatiza inspeção de redes elétricas é licenciada para spin-off da Unicamp https://diariotechnews.com.br/tecnologia-que-automatiza-inspecao-de-redes-eletricas-e-licenciada-para-spin-off-da-unicamp/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tecnologia-que-automatiza-inspecao-de-redes-eletricas-e-licenciada-para-spin-off-da-unicamp Fri, 18 Jul 2025 21:22:22 +0000 https://tiinside.com.br/?p=501214 Um sistema que combina inteligência artificial (IA), visão computacional e câmeras ópticas e térmicas, embarcadas em veículos comuns, pode transformar a inspeção preventiva de redes aéreas de distribuição de energia elétrica.

Desenvolvida por pesqui...

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Um sistema que combina inteligência artificial (IA), visão computacional e câmeras ópticas e térmicas, embarcadas em veículos comuns, pode transformar a inspeção preventiva de redes aéreas de distribuição de energia elétrica.
Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com concessionárias de energia e protegida por patente, a tecnologia foi licenciada, com estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp, para a Kasco Tecnologia, uma empresa spin-off acadêmica, que tem entre seus sócios-fundadores pessoas egressas da universidade, que participaram da invenção.
A tecnologia já está em operação com três veículos da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e sua subsidiária RGE Sul Distribuidora de Energia, e também foi exportada para o Equador. O sistema substitui o método tradicional de inspeção, onde técnicos, posicionados em caçambas de carros, utilizam câmeras térmicas manuais para identificar anomalias relacionadas ao superaquecimento de componentes elétricos, preenchendo relatórios em campo.
Uma resposta à demanda do setor elétrico
O desenvolvimento da tecnologia surgiu de uma necessidade real das concessionárias de energia. De acordo com o professor Rangel Arthur, docente da Faculdade de Tecnologia (FT) da Unicamp, as pesquisas começaram a partir de uma demanda do grupo CPFL para modernizar os processos de inspeção, que até então envolviam mais tempo, maiores riscos e limitações ergonômicas para os operadores.
“A CPFL nos procurou por volta de 2018 buscando soluções em inteligência artificial, tema que começava a ganhar força. A Inova Unicamp, desde o início, facilitou o processo, formalizando acordos de sigilo e pesquisa com a empresa. Ao longo dos estudos propusemos um protótipo que eliminaria a necessidade de um funcionário na carroceria do veículo, modernizando a inspeção”, explica Arthur.
A solução possui um arranjo de quatro pares de câmeras que permite inspecionar a rede de forma contínua a uma velocidade de 30 km/h. O novo modelo depende de um único motorista, que percorre rotas pré-programadas enquanto o sistema, instalado no teto do carro, realiza a varredura automática das redes e alimentadores elétricos.
As imagens térmicas e ópticas, captadas pelas câmeras, são analisadas em tempo real pelos algoritmos treinados do Thermovision para detectar anomalias. A geração de relatórios é automática e pode ser enviada à central técnica da concessionária sem necessidade de intervenção humana.
Benefícios e desafios no desenvolvimento do Thermovision
Segundo os pesquisadores, antes, a inspeção de todos os alimentadores de uma cidade como Campinas, por exemplo, poderia levar anos. Com a tecnologia Thermovision, ela pode ser feita com maior periodicidade e eficiência, reduzindo falhas e interrupções no fornecimento de energia.
O sistema funciona com câmeras térmicas de alta frequência, sensores ópticos, GPS e uma estação meteorológica embarcada, capaz de compensar interferências como vento ou temperatura ambiente. A inteligência artificial, por sua vez, identifica os elementos da rede, descarta imagens redundantes, compensa a trepidação natural de um veículo em movimento (que também pode interferir na qualidade das imagens) e classifica anomalias de forma automatizada.
Uma das dificuldades enfrentadas pelo grupo de pesquisa foi justamente manter a estabilidade da câmera. De acordo com os pesquisadores, o pré-processamento das imagens é importante para habilitar a rede neural e fazer o reconhecimento dos equipamentos. Contudo, dependendo do terreno, como em testes realizados em ruas de terra, a própria ligação de fios entre a câmera e a unidade de processamento pode apresentar problemas e, por isso, precisou ser ajustada.
O equipamento utiliza uma base com amortecedores para compensar a trepidação natural de um veículo em movimento; ainda assim, os pesquisadores também precisaram fazer essa compensação por software, aumentando a confiabilidade do sistema. Outro desafio científico e tecnológico foi o de combinar as imagens térmicas, que possuem uma resolução menor, com as imagens ópticas, que usam comprimentos de luz que o ser humano enxerga.
“Tivemos que buscar atributos das imagens térmicas que se relacionassem com os elementos da imagem óptica de tal forma que pudéssemos reconhecer o elemento superaquecido em ambas imagens. Parece simples visualmente, mas como o sistema trabalha com resoluções diferentes e as câmeras estão em uma separação física de cerca de 20 centímetros, foi preciso treinar a IA para fazer esse match entre as imagens”, explica Yuzo Iano, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp.
Impacto econômico, social e expansão da tecnologia Thermovision
A detecção precoce de aquecimentos atípicos em conexões elétricas permite ações preventivas, reduzindo o risco de interrupções no fornecimento, que geram transtornos e prejuízos à sociedade. Isso atende diretamente às metas regulatórias estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que exige padrões de qualidade e continuidade do serviço.
A tecnologia também aumenta a produtividade nas inspeções e melhora significativamente as condições de trabalho. Em vez de ficarem expostos em caçambas de caminhonetes, os operadores podem atuar em funções de análise e manutenção.
“O Multi Vision Inspection (MVI) que foi desenvolvido a partir da tecnologia Thermovision apresentou redução de 85% nos custos por quilômetro inspecionado e uma velocidade de inspeção até 4 vezes maior que o método convencional. Os profissionais, que antes iam na caçamba dos carros, podem ser realocados para outras atividades estratégicas, como identificação de podas necessárias ou análise de postes danificados”, comenta Diogo Gará Caetano, um dos sócios da startup Kasco, que fez sua pós-graduação em Energia Elétrica pela FEEC Unicamp e participou do projeto durante o estágio em pós-doutorado.
O sistema MVI pode ser adaptado para identificar outros tipos de falhas, inclusive por meio de câmeras ultravioleta ou com uso embarcado em drones, o que pode facilitar inspeções em locais de difícil acesso. “Qualquer sistema elétrico pode se beneficiar. Já estamos explorando aplicações para iluminação pública e linhas de transmissão fora das cidades”, completa Caetano.
Da Unicamp ao mercado global de energia
O desenvolvimento da Thermovision teve início em 2019, dentro de um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) assinado pela Unicamp em parceria da Unicamp com o grupo CPFL, que contou, em sua segunda fase, com financiamento do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da ANEEL. A montagem de um protótipo funcional, e vencidos os desafios tecnológicos de estabilização e integração de imagens, motivou o licenciamento da tecnologia pela empresa spin-off da Unicamp, Kasco Tecnologia.
Fundada em 2015, a Kasco participou do desenvolvimento da tecnologia, utilizando os conhecimentos adquiridos com o Thermovision para pivotar sua atividade, direcionando esforços na área de deep learning. Nessa fase, os estudos avançaram para uma tecnologia que pudesse ser aplicada em um produto que fosse comercialmente viável. A Inova Unicamp atuou desde a formalização dos acordos de PD&I até a estratégia para proteção da propriedade intelectual. “Esse apoio foi essencial para garantir que a tecnologia não ficasse restrita ao laboratório”, diz Arthur.
Atualmente, a Kasco oferece o sistema em três modelos de negócio: venda de licenças permanentes do produto, prestação de serviços com veículos próprios ou pagamento por quilômetro rodado. A empresa já atua em Campinas (SP), Curitiba (PR) e Quito (Equador), e projeta a expansão para outros países da América Latina. A solução também está sendo testada com drones e pode ser aplicada a outros setores, como o agronegócio e a indústria.
Além do sistema de inspeção térmica, a empresa atua em outras frentes de inteligência artificial. A startup também reduziu em 70% o custo do equipamento para detecção automatizada de falhas na rede elétrica nos últimos ciclos de desenvolvimento. Segundo Caetano, agora é possível instalar o sistema em qualquer veículo em até uma hora. “Foi um caminho longo até escalar o produto, mas agora estamos prontos para levar essa solução para outros mercados e expandir o impacto da inovação”, resume Caetano.

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