
A engenheira e executiva Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI, está por trás de uma das startups mais comentadas do momento no setor de Inteligência Artificial. Sua nova empresa, chamada Thinking Machines, levantou US$ 2 bilhões em uma rodada de investimentos liderada pela Andreessen Horowitz e já nasce com valuation de US$ 12 bilhões, segundo a agência Reuters.
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Entre os investidores da rodada também estão Nvidia, AMD, Cisco, ServiceNow e o fundo financeiro Jane Street, nomes que mostram o tamanho da aposta na visão de Murati para o futuro da IA.
O que é a Thinking Machines?
No site oficial da empresa, a missão da Thinking Machines é direta: reimaginar a Inteligência Artificial para empresas. A proposta é desenvolver modelos fundacionais de IA (ou foundation models), com foco em tornar a tecnologia mais eficiente, confiável e adaptável às necessidades reais de negócios.
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A empresa descreve seu objetivo como “criar uma nova geração de infraestrutura de IA”, combinando software, hardware e conhecimento para acelerar a adoção segura e produtiva da tecnologia no ambiente corporativo.
Apesar do grande aporte, a startup ainda está em estágio inicial. Por enquanto, não há produtos públicos ou demonstrações, mas o site sinaliza que o time está recrutando profissionais para áreas de engenharia, produto e pesquisa.
Quem é Mira Murati?
Para quem acompanha o universo da Inteligência Artificial, Mira Murati é um nome de peso. Engenheira formada em Dartmouth College, ela tem passagens pela Tesla e depois passou por experiências em realidade aumentada na Leap Motion.
Mas foi na OpenAI que ganhou projeção global. Murati entrou na empresa em 2018 e se tornou CTO em 2022, liderando projetos como o ChatGPT, o DALL·E e o Codex, três dos modelos mais conhecidos da atual onda de IA generativa.
Com seu novo projeto, Mira agora mira em outro alvo: levar a IA para dentro das empresas de forma escalável e com propósito.
Por que isso importa?
O movimento de Murati acontece em um momento-chave para o setor. O mercado de IA corporativa está em crescimento acelerado, mas ainda enfrenta desafios como confiabilidade dos modelos, uso ético e integração com sistemas legados. Startups que conseguirem resolver esses gargalos devem ocupar um espaço estratégico nos próximos anos.
Além disso, o envolvimento de empresas como Nvidia e AMD indica que o projeto também pode ter impacto em como os chips e a infraestrutura de hardware evoluem para suportar essa nova fase da IA.
Mesmo sem divulgar muitos detalhes, a startup já atrai olhares do mercado
A Thinking Machines ainda opera sem revelar publicamente seus produtos ou soluções. Mesmo assim, o volume de investimento e o perfil dos fundadores e investidores já colocam a empresa sob os holofotes.
A expectativa agora é entender como Mira Murati e seu time pretendem colocar essa visão em prática e qual será o diferencial da empresa em um mercado que já conta com gigantes como Microsoft, Google.
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