
A Kyndryl divulgou o People Readiness Report, relatório que analisa o impacto da inteligência artificial nas empresas sob a perspectiva da preparação da força de trabalho. Embora 98% das companhias no Brasil já estejam investindo em IA, 69% das lideranças afirmam que suas equipes ainda não estão prontas para aproveitar plenamente os benefícios da tecnologia. Esse descompasso tem impedido muitas organizações de converter esses investimentos em ganhos de negócio.
A pesquisa, feita com mais de mil executivos de negócios e tecnologia em 25 setores e oito regiões, aponta que a maioria das empresas ainda não possui talentos qualificados ou estratégias organizacionais adequadas para adotar a IA de forma eficaz. Apenas 14% das organizações entrevistadas estão implementando IA com foco comercial ao mesmo tempo em que preparam suas equipes para o uso da tecnologia no dia a dia.
O estudo também mostra uma diferença de percepção entre CEOs e CIOs/CTOs quanto à maturidade da adoção da IA. CEOs são mais propensos a acreditar que suas organizações ainda estão em estágio inicial e que a infraestrutura atual é insuficiente. Também tendem a priorizar a busca por talentos externos, enquanto os executivos de tecnologia demonstram foco maior em iniciativas internas de capacitação.
No Brasil, os números refletem avanços em relação à média global. Enquanto 71% dos líderes globais veem suas equipes despreparadas, esse índice é de 69% no Brasil. Em relação ao uso de IA para apoiar decisões de negócio e impulsionar crescimento, 58% das empresas brasileiras utilizam insights gerados por IA na tomada de decisão e 63% aplicam a tecnologia com foco em crescimento, contra menos de 40% da média global.
Apesar disso, apenas 20% dos líderes, no Brasil e no mundo, apontam o desenvolvimento de novos produtos e serviços como principal aplicação da IA, revelando um uso ainda limitado da tecnologia em áreas estratégicas de inovação.
O relatório identifica que as organizações que alinharam sua estratégia tecnológica com o preparo da força de trabalho apresentam maior capacidade de extrair valor da IA. Esse grupo conseguiu implementar mudanças organizacionais voltadas à adoção da tecnologia, mapeou com precisão as habilidades existentes e reduziu a resistência dos funcionários ao uso da IA no ambiente corporativo.
Para a Kyndryl, o sucesso na adoção da IA depende do alinhamento entre líderes de negócios e tecnologia, de uma estratégia clara de capacitação interna e da integração entre arquitetura de dados, infraestrutura e preparação da força de trabalho. Sem isso, a aplicação da IA tende a permanecer restrita e sem impacto significativo nos resultados.
Fonte: TI INSIDE Online - Leia mais